Connect with us

Arte

EM 2021, TODAS AS MOSTRAS DO MASP SERÃO DE ARTISTAS MULHERES

Publicado

on

Dando sequência às exposições dedicadas às histórias no MASP (Histórias da infância, em 2016, Histórias da sexualidade, em 2017, Histórias afro-atlânticas, em 2018, Histórias das mulheres, histórias feministas, em 2019, e Histórias da dança, em 2020) e por ocasião do bicentenário da independência do país, em 2022, o MASP dedicará a programação de 2021 e 2022 às Histórias brasileiras.

O biênio apresentará novas narrativas visuais, mais inclusivas, diversas e plurais sobre as histórias do Brasil, com diversas exposições individuais e uma grande coletiva, intitulada Histórias brasileiras, que será realizada em 2022, além de palestras, oficinas e publicações.

Neste ano de 2021, que serve como um prelúdio deste biênio, a programação de exposições contemplará apenas individuais de artistas mulheres, começando com Conceição dos Bugres no primeiro semestre e seguindo com Erika Verzutti, Maria Martins e Gertrudes Altschul na segunda metade do ano. A sala de vídeo, no segundo subsolo, também abrigará somente trabalhos de mulheres artistas ou de coletivos com presença de mulheres: serão mostras de Ana Pi, Teto Preto, Regina Vater, Zahy Guajajara e Dominique Gonzalez-Foerster ao longo do ano. Esta última é o único nome internacional da lista.

No segundo andar, segue em exposição o Acervo em transformação, a mostra de longa duração da coleção do MASP. Por lá, parte das obras que pertencem ao museu são exibidas nos icônicos cavaletes de vidro –elaborados pela arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) para o prédio do MASP na Avenida Paulista.

A instituição segue com o intuito de propor novas leituras e abordagens sobre seu acervo, e, assim como nos anos anteriores, serão realizadas constantes atualizações da lista de obras, dando ao público a chance de explorar diferentes facetas da coleção do museu.

 

CONFIRA ABAIXO A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DE EXPOSIÇÕES EM 2021.

Conceição dos Bugres

1o subsolo – abril de 2021 a janeiro de 2022

Curadoria: Amanda Carneiro, curadora assistente, MASP, Fernando Oliva, curador, MASP

Conceição Freitas da Silva (Povinho de Santiago, Rio Grande do Sul, 1914 – Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 1984) foi uma artista singular para a história da escultura no Brasil, reconhecida por sua produção dos chamados “bugres”, trabalhos comumente esculpidos em madeira e cobertos por cera de abelha ou parafina e tinta, mas que também podem ser realizados em pedra sabão ou arenito. Suas peças figuram personagens de tipo característico fundamentados na repetição do uso dos materiais e formas e na especificidade de seus traços. Apesar de apresentarem um padrão que as define, as esculturas de Conceição dos Bugres têm subconjuntos variados e são dotadas de fortes e singulares personalidades, distinguíveis em relação a sutis e apuradas modificações na forma, mas também à expressão, das mais graves às mais serenas, revelando a excelência da artista. Conceição dos Bugres tornou-se conhecida nos anos 1970. Roberto Pontual (1939-1994) foi um de seus principais publicizadores — ecoando o papel de divulgação iniciado por Humberto Espíndola e Aline Figueiredo. A artista recebeu reconhecimento pelo seu trabalho ainda em vida, aos mais de 50 anos, tendo participado da exposição Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois (Galeria da Collectio, 1972), curada por Roberto Pontual, no Rio de Janeiro, e da III Bienal Nacional (1974), em São Paulo. Entretanto, essa visibilidade nunca se converteu em ganhos materiais — Conceição Freitas da Silva faleceu pobre, em 1984. Atualmente, o trabalho da artista se encontra na coleção do Museu Afro Brasil e do Itaú Cultural, além de constar em importantes coleções privadas brasileiras. Após a morte de Conceição Freitas da Silva, seu trabalho foi continuado pelo marido Abílio Freitas da Silva e, ainda hoje, seu neto, Mariano Antunes Cabral Silva, segue produzindo os “bugres”. Hoje ela é artista emblemática do Mato Grosso do Sul, tendo sua imagem vinculada à produção artística do estado. No MASP, a exposição de Conceição dos Bugres estará em diálogo com nomes importantes da escultura no cenário de arte brasileira, como Erika Verzutti e Maria Martins.

 

Erika Verzutti

2o subsolo – julho de 2021 a novembro de 2021

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, André Mesquita, curador, MASP

Em 2021 o MASP fará uma exposição dedicada ao trabalho da artista Erika Verzutti. A mostra será formada por trabalhos recentes e comissionados da artista, assim como obras importantes de sua trajetória. Erika Verzutti é uma artista nascida em São Paulo, em 1971. É graduada em desenho industrial pela Universidade Mackenzie (1991) e fez pós-graduação em Fine Arts no Goldsmiths College, onde em 2000 também obteve o título de Associate Research Student in Fine Arts. Verzutti começou a expor na metade da década de 1990 participando de mostras coletivas no país e, mais tarde, em mostras individuais em galerias nos Estados Unidos e Japão. A artista participou da 32a Bienal de São Paulo (2016), bem como da 57a Bienal de Veneza (2017). Em 2019, Verzutti realizou uma exposição individual em uma das galerias do Centre Pompidou (França), com a curadoria da Christine Macel. O trabalho escultórico de Verzutti cria associações entre elementos reais e objetos cultuados como símbolos ancestrais e de valor ritualístico, flertando com a arqueologia, a monumentalidade das esculturas totêmicas e as formas orgânicas da natureza e dos corpos. Para produzir suas esculturas, a artista utiliza materiais diversos como papel machê, bronze, plástico, gesso, cimento e isopor. Algumas de suas esculturas híbridas dialogam com obras importantes da história da arte (por exemplo, com as pinturas de Tarsila do Amaral), enquanto os títulos de seus trabalhos trazem referências à cultura pop das telenovelas, da música e da internet. O MASP possui uma obra da Verzutti no acervo, Venus Freethenipple, comissionada em ocasião da mostra Histórias da sexualidade (2017). Esse trabalho é parte de uma série de esculturas que recriam a figura mitológica das estatuetas pré-históricas de vênus mesclando elementos da natureza (como frutas) e dando a elas uma carga erótica e sensível.

CONTINUE LENDO
CLIQUE PARA COMENTAR

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Arte

Gregório Duvivier apresenta em Goiânia a comédia premiada “O Céu da Língua” 

Publicado

on

Monólogo vencedor do Prêmio Bibi Ferreira chega ao Teatro Rio Vermelho nos dias 30 e 31 de agosto

Goiânia entra na rota da turnê nacional de O Céu da Língua, espetáculo solo estrelado pelo ator e escritor Gregorio Duvivier. Com mais de 300 mil espectadores desde a estreia, a montagem será apresentada no Teatro Rio Vermelho no domingo (30), às 17h e 20h, e na segunda-feira (31), às 19h e 21h30.

O espetáculo chega à capital após conquistar alguns dos principais reconhecimentos do teatro brasileiro. Em 2025, Duvivier recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator pelo trabalho. A montagem também foi premiada nas categorias Melhor Texto e Melhor Espetáculo no Prêmio do Humor RJ 2026, além de Melhor Dramaturgia no Prêmio APTR.

Escrita em parceria por Duvivier e pela atriz Luciana Paes, que também assina a direção, a peça explora a paixão do artista pela palavra e pelos caminhos da comunicação verbal. Longe de ser um recital formal de poesia, a montagem é definida pela diretora como um “stand-up comedy pegadinha”. Nele, Duvivier desconstrói os clichês de que a poesia é algo hermético ou inacessível, mostrando como figuras de linguagem e metáforas poéticas são usadas de forma involuntária no vocabulário popular do dia a dia. 

“Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura. A língua é algo que nos une e nos move, mas raramente damos atenção a ela”, pontua Gregório Duvivier, que buscou referências em sua formação acadêmica em Letras na PUC-RJ e nos três livros de poesia já publicados por ele. 

Dinâmica de palco e diálogo linguístico

O espetáculo brinca com as transformações da língua portuguesa, as reformas ortográficas que alteram sentidos e a ressurreição de gírias que voltam ressignificadas pela juventude. A encenação aposta na oralidade e no carisma do ator, mas ganha estofo técnico com uma estrutura cênica minimalista desenhada por Dina Salem Levy. No palco, o instrumentista Pedro Aune constrói a ambientação sonora ao vivo com seu contrabaixo, enquanto a designer Theodora Duvivier manipula as projeções digitais que interagem com o fluxo de pensamento do protagonista. 

A gênese de O Céu da Língua também remonta ao intercâmbio cultural ibérico, inspirado no espetáculo improvisado Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar, que Duvivier dividiu com o humorista lusitano Ricardo Araújo Pereira. A peça homenageia a flexibilidade do idioma e a capacidade de aproximação que a fala proporciona. “O Gregório simpático e engraçado” está no palco ao lado do Gregório intelectual. Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído”, define a diretora Luciana Paes.

FICHA TÉCNICA

Interpretação: Gregorio Duvivier 

Direção: Luciana Paes

Texto: Gregório Duvivier e Luciana  Paes

Assistente de direção, criação visual e projeções: Theodora Duvivier

Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Técnico de Luz: Lelê Siqueira

Desenho de Som: Dugg Mont

Diretor de Palco: Reynaldo Thomaz

Figurino: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente

Cenografia: Dina Salem Levy

Assistente de cenografia: Alice Cruz

Comunicação: Lucas Sancho

Fotos: Joana Calejo Pires, Priscila Prade e Raquel Pelicano

Identidade visual divulgação: Laercio Lopo

Design gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David

Marketing digital: Renato Passos

Assistentes de Produção: João Byington de Faria e Rafaela Correia

Produção Executiva: Dani Mattos e Lucas Lentini

Gerente de Projetos: Andréia Porto

Direção de Produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha

Produção: Pad Rok

SERVIÇO: Espetáculo – O Céu da Língua

Datas: 30 de agosto (domingo) e 31 de agosto de 2026 (segunda-feira) 

Horários: Domingo, às 17h e 20h | Segunda-feira, às 19h e 21h30

Local: Teatro Rio Vermelho (Rua 4, Q. 74, nº 1335 – Setor Central, Goiânia – GO) 

Duração: 85 minutos 

Classificação indicativa: 12 anos 

Ingressos: Valores entre R$ 70 e R$ 180

Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/122929

FatoMais Comunicação

CONTINUE LENDO

Arte

Evento: Vila Cultural do Preguinho

Publicado

on

Uma feirinha voltada para stands e produtos nerds e geek, anime, k-pop , terá a
presença de vários expositores com produtos como, chaveiros, HQs, figure actions,camisetas
de anime, pelúcias, cards de dorama e muito mais.
Quando: dia 09 de agosto de 2026
Horario: 09:00 as 17:00
Local : Estacionamento M/M , Rua 10 , numero 77, Setor Oeste
A Vila Cultural do Preguinho é um espaço para artistas mostrarem seu trabalho, quadrinistas
,artesãos. E um local de conveniência e socialização voltado para os amantes da cultura nerd.
Devido ao enorme sucesso da ultima edição, esse evento retorna buscando atrair um publico
de 1000 pessoas.

CONTINUE LENDO

Arte

Real Circo promove o “Espetáculo Azul — Um Show de Inclusão” em Goiânia

Publicado

on

“Espetáculo Azul — Um Show de Inclusão” será realizado no dia 2 de agosto, no Passeio das Águas Shopping, com adaptações sensoriais para proporcionar uma experiência circense mais acolhedora e acessível ao público.

O Real Circo realiza, no dia 2 de agosto, domingo, às 11h, em Goiânia, uma edição especial do “Espetáculo Azul — Um Show de Inclusão”, iniciativa voltada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Pessoas com Deficiência (PCD). A apresentação acontecerá no Passeio das Águas Shopping e foi planejada para oferecer uma experiência cultural mais acessível, respeitando as necessidades sensoriais e emocionais do público.

Para garantir um ambiente mais confortável, o espetáculo contará com iluminação reduzida, trilha sonora em volume adaptado e a retirada de números que contenham sons muito altos ou estímulos visuais intensos. A sessão também permitirá maior liberdade de circulação, proporcionando mais segurança e acolhimento durante toda a apresentação.

Além das adaptações sensoriais, o público poderá participar de interações especialmente preparadas para aproximar os artistas das famílias, promovendo momentos de inclusão, respeito à diversidade e fortalecimento do acesso à cultura.

Segundo a direção do Real Circo, a iniciativa reforça o compromisso da companhia em democratizar a arte circense e garantir que pessoas com diferentes necessidades possam vivenciar a magia do espetáculo em um ambiente preparado para recebê-las.

Nesta sessão especial, pessoas com TEA, TDAH e PCD terão entrada gratuita. Os acompanhantes deverão adquirir seus ingressos, sendo assegurado o benefício da meia-entrada para um acompanhante, conforme prevê a legislação vigente.

Serviço

Espetáculo Azul — Um Show de Inclusão

Data: 2 de agosto (domingo)

Horário: 11h

Local: Real Circo, no Passeio das Águas Shopping – Goiânia (GO)
Entrada gratuita: Pessoas com TEA, TDAH e PCD

Ingressos para acompanhantes: www.realcirco.com

Instagram: @real.circo

Assessoria de Imprensa
Palavra Comunicação

CONTINUE LENDO
Advertisement

noticias