Escrita por Paulo Fontenelle e codirigida por Alexandre Lino, montagem cumpre temporada em Luziânia e Goiânia com sessões acessíveis e oficinas gratuitas.
Em um período em que os rumos da educação básica e o papel do educador ocupam espaço constante nos debates públicos, o espetáculo Sala dos Professores propõe uma imersão bem-humorada na rotina escolar.
A peça, que inicia sua circulação nacional por Goiás, passa pelo Teatro Municipal de Luziânia no dia 17 de setembro e pelo Teatro PUC Goiânia no dia 19 de setembro.
O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Corumbá Concessões S.A., com o apoio do Grupo Serveng.
A comédia leva o espectador para dentro do ambiente de descanso e convivência dos docentes, espaço raramente retratado nas artes cênicas.
Entre uma xícara de café, pilhas de provas para corrigir, desabafos cotidianos e risadas, três professores revelam os dilemas da profissão, o impacto da tecnologia na sala de aula e os limites de suas vidas pessoais.
O diferencial de veracidade do texto é sustentado pelo próprio elenco. Os atores Piera Pillar, Rosana Dias e Rudson Dias acumulam experiência profissional na área de ensino.
No palco, eles dão vida a Helena (professora de Matemática), Rosivalda (professora de Português) e Carlos (professor de Teatro).
A trama se desenvolve enquanto o trio aguarda a chegada de Ricardo, um colega de profissão prestes a se aposentar e que se despedirá da instituição naquele mesmo dia.
“Discutimos temas como o desgaste da carreira, as mudanças tecnológicas e a relação com os estudantes mostrando o lado puramente humano que existe por trás do giz e dos livros”, explica o autor Paulo Fontenelle, que divide a direção artística com Alexandre Lino.
Formação de plateia, debates e oficinasO espetáculo aposta no humor inteligente e na identificação direta com o público.
Para estreitar os laços com a comunidade, cada apresentação será sucedida por um bate-papo interativo com pedagogos ou profissionais da educação local.
O debate abordará a valorização do docente e o papel social da escola na formação cidadã.
O projeto também oferece a oficina gratuita “Improvisar para Educar”, ministrada pelo diretor Alexandre Lino.
Com duração de duas horas e tradução em Libras, a atividade é voltada para educadores, estudantes de artes, grupos de teatro e interessados a partir de 10 anos.
A oficina trabalha a improvisação teatral como ferramenta de aprendizagem, colaboração e escuta ativa.
Sobre Paulo Fontenelle
Paulo Fontenelle é autor e diretor teatral e audiovisual. Criador da peça O Porteiro, em cartaz há sete anos, o espetáculo já passou por mais de 70 cidades no Brasil.
Moderninha marca sua segunda parceria com a atriz Rosane Gofman — juntos também realizaram Autoajuda para Mulheres, em que assinou texto e direção.
Em 2025 escreveu e dirigiu no Teatro a peça Minha Nova Ginecologista – indicada ao Prêmio FITA na categoria melhor comédia.
No cinema, dirigiu longas como Sala Escura, O Porteiro (adaptação da peça), Blitz – O Filme, Inverno, Intruso, Apaixonados, Divã a 2, Se Puder Dirija!, Marido de aluguel, Mentira tem perna curta e Mariana.
Também é responsável pelos documentários Sobreviventes.
Os Filhos da Guerra de Canudos e Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade.
Na televisão, trabalhou em séries como Cinema Café, Se Eu Fosse Você A Série (primeira e segunda temporadas) e Meu Amigo Encosto, além de outros projetos no audiovisual.
Sobre Alexandre Lino
Alexandre Lino é ator, diretor, produtor e documentarista.
Mestre em Artes Cênicas pela UNIRIO atua em diversas frentes do teatro e do audiovisual.
No teatro, dirigiu espetáculos como Volúpia da Cegueira, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, As Aventuras de Pinóquio, Eles Eram Muitos Cavalos e Cafona Sim, e Daí?, uma homenagem a Sérgio Britto.
Foi indicado ao Prêmio do Humor (idealizado por Fábio Porchat) e recebeu reconhecimentos como o FITA (2018), Prêmio de Reconhecimento Popular e Pitching do Tempo Festival.
Em 2025 dirigi a peça Minha Nova Ginecologista – Indicada ao Prêmio FITA na categoria melhor comédia.
No cinema, dirigiu o curta Lady Christiny (2005), vencedor de prêmios nacionais e exibido em festivais na Itália e no Uruguai.
Seu primeiro longa documental, Saudades Eternas (2014), integrou a programação do Festival Internacional de Luanda.
Durante a pandemia, criou o projeto Filmes Curtíssimos, com destaque para Um Filme Sobre a Dúvida, exibido pelo IMS e Mídia Ninja, projetado em prédios de 10 capitais brasileiras.
Como ator, participou de filmes como Alemão 2, Os Espetaculares, Tô Ryca e Apaixonados.
Atua também como coprodutor nos longas O Porteiro (2023), Marido de Aluguel (2025) e A Miss (2026) que segue circulando festivais no Brasil e exterior.
É autor do livro O Artista Empreendedor, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.
FICHA TÉCNICA
Texto: Paulo Fontenelle
Direção: Alexandre Lino e Paulo Fontenelle
Elenco: Piera Pillar, Rosana Dias e Rudson Dias
Iluminação: Lara Cunha
Cenário: Gabriel Naegele
Figurino: Luiza Fardin
Assistente de Figurino: Débora Chula
Assistente de Direção: Francisco Hashiguchi
Direção Geral e de Produção: Alexandre Lino
Coordenação Administrativa: Cineteatro Produções
Direção de Produção: Anna Sant´Ana
Produtor Executivo e associado: Luiz Paulino Falcão
Controller: Jéssica Santiago.
Programação Visual: Folha Verde Designer
Fotografia Artística: Janderson Pires
Trilha sonora:
Enrico Baraldi
Técnico de Luz e som: Francisco Hashiguchi
Vídeo: Dudu Chamon
Assessoria de Imprensa nacional: Samantha Szczerb (Firstpress Comunicação)
Realização: Cineteatro Produções
Produção local: Cinthia Botelho
Assessoria de imprensa local: FatoMais Comunicação
SERVIÇO:
Espetáculo:
Sala dos Professores Luziânia: 17 de setembro (quinta-feira), às 19h, no Teatro Municipal de Luziânia (Entrada gratuita)
Endereço: R. 01, Área Especial – Bairro Diogo Machado de Araújo – LUZIÂNIA/GO
Telefone: (61) 3906-3263
Capacidade: 150 lugares
Duração: 70 min
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: Gratuitos Oficina gratuita –
“Improvisar para Educar” com Alexandre Lino, no Teatro Municipal de Luziânia.
Inscrições: cineteatroproducoes@gmail.com ou (21) 99172-3332)
Acessibilidade: tradução em Libras
Sala dos Professores em Goiânia:
19 de setembro (sábado), às 20h, no Teatro PUC Goiânia (Ingressos de R$ 20 a R$ 80)
Endereço: Av. Fued José Sebba, Quadra A 16 1184 – Jardim Goiás – GOIÂNIA/GOTelefone: (62) 3946-3036
Gabriela Daniel, proprietária da Peça Rara Aparecida de Goiânia, comemora seu aniversário neste sábado, 24 de outubro, ao lado de clientes, amigos e familiares.
A celebração acontece na loja, das 9h às 18h, com café da manhã especial, reposição de semijoias a partir de R$ 19,90 e 15% de desconto em todas as peças. Av. Rio Verde, nº 5226, Vila Rosa. @pecarara.apgoiania
Diferença entre o perfil buscado pelos pretendentes e a realidade de crianças e adolescentes disponíveis será tema de encontro gratuito na UNIALFA nesta quinta-feira.
Mais de 32 mil pessoas estão habilitadas para adotar no Brasil, enquanto mais de 6 mil crianças e adolescentes aguardam uma família.
A diferença entre os números chama atenção, mas revela uma realidade mais complexa do que uma simples fila de espera.
Dados atuais do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça, mostram que o encontro entre pretendentes e crianças disponíveis depende de fatores como idade, condições de saúde, existência de grupos de irmãos e o perfil indicado por quem pretende adotar.
A discussão estará no centro de um encontro gratuito promovido pela Escola de Direito da UNIALFA nesta quinta-feira (22), em Goiânia.
Idade ainda é um dos principais desencontros*Um dos maiores obstáculos está na diferença entre a idade procurada pelos pretendentes e a das crianças que aguardam adoção.
Levantamento do CNJ mostrou que 70,4% das crianças e adolescentes disponíveis tinham entre 8 e 18 anos, enquanto a maior parte dos pretendentes manifestava preferência por crianças mais novas.
O próprio CNJ aponta que crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou necessidades específicas de saúde estão entre aquelas que enfrentam maior dificuldade para encontrar uma família.
Quem pode adotar
A legislação brasileira permite que pessoas maiores de 18 anos se habilitem para adoção, independentemente do estado civil, desde que exista diferença mínima de 16 anos entre adotante e adotado.
O processo é gratuito e deve ser iniciado na Vara da Infância e da Juventude da região onde reside o pretendente.
O Sistema Nacional de Adoção também reconhece diferentes configurações familiares, incluindo famílias formadas por mãe ou pai solo, casais heterossexuais e casais homoafetivos.
Debate sobre discriminação
Além das características das crianças e adolescentes, o encontro promovido pela UNIALFA pretende discutir preconceitos relacionados às diferentes configurações familiares.
Neste ano, a instituição e o Tribunal de Justiça de Goiás estabeleceram uma cooperação para produzir material informativo destinado a pessoas e casais LGBTQIAPN+ interessados em adoção.
A iniciativa busca ampliar o acesso a informações sobre direitos, procedimentos e garantias relacionados ao processo adotivo.
Palestra ocorre nesta quinta-feira
A palestra “Adoção e o direito à não discriminação” será realizada às 9h, no Auditório Maria Dilda, na UNIALFA.
O encontro também marcará o lançamento da cartilha “Família, no plural”.
O convidado será Fábio Francisco Esteves, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo.
A proposta é discutir adoção, diversidade familiar, igualdade de direitos e o papel das instituições na garantia da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes.
Autoridades participam
Também estão confirmados o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Leandro Crispim; a juíza Célia Regina Lara, coordenadora-geral da Infância e da Juventude; a juíza auxiliar da Presidência do TJGO, Lidia de Assis e Souza; o juiz Vitor Barros Mouro; a juíza Luana Cavalcante de Freitas; e o procurador do Trabalho Tiago Ranieri de Oliveira.
O evento é gratuito, aberto à comunidade e dará certificado de cinco horas aos participantes.
Serviço
Palestra:
Adoção e o direito à não discriminação
Data: 22 de outubro de 2026
Horário: 9h
Local: Auditório Maria Dilda – UNIALFA
Atividade: palestra e lançamento da cartilha “Família, no plural”
Participação: gratuita e aberta à comunidade
Certificado: 5 horas
Inscrições: Instagram da UNIALFA – @unialfa
Legenda: Encontro na UNIALFA vai discutir adoção, diversidade familiar e o direito à não discriminação.
Endocrinologista pediátrica, Marília Barbosa explica por que o cuidado precisa considerar a idade, o desenvolvimento e a saúde emocional da criança.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou suas primeiras diretrizes globais para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes.
Divulgadas em 7 de outubro, as recomendações orientam profissionais e sistemas de saúde a oferecer um cuidado integrado, individualizado e baseado em evidências para uma doença crônica que pode comprometer a saúde física e emocional desde os primeiros anos de vida.
O documento chega em um cenário preocupante: em 2024, cerca de 400 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com sobrepeso no mundo, incluindo 170 milhões com obesidade.
A prevalência da obesidade nessa faixa etária quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%, segundo estimativas da organização.
Para a endocrinologista pediátrica Marília Barbosa, a publicação representa um avanço importante ao reforçar a necessidade de reconhecer a obesidade infantil como uma condição que exige avaliação clínica e acompanhamento contínuo.
“A obesidade na infância precisa ser abordada com seriedade, mas também com acolhimento. Estamos falando de uma doença multifatorial, influenciada por aspectos biológicos, genéticos, comportamentais e ambientais.
Por isso, o cuidado deve considerar a realidade da criança e de sua família, sem culpabilizar ou estigmatizar”, explica.
Entre as principais recomendações da OMS está a adoção de intervenções estruturadas que combinem alimentação saudável, atividade física e mudanças de comportamento.
Essas estratégias podem ser realizadas individualmente ou em programas que integrem diferentes abordagens, com participação dos pais ou responsáveis.
A organização também estabelece limites para outras modalidades de tratamento conforme a idade. Para crianças de até 9 anos, não recomenda o uso de medicamentos para tratar a obesidade ou dispositivos destinados à perda de peso.
Já entre adolescentes de 10 a 19 anos, medicamentos aprovados podem ser considerados em situações específicas, quando um programa estruturado e supervisionado de mudanças no estilo de vida não apresenta os resultados esperados.
As diretrizes ressaltam que medicamentos e procedimentos não substituem o cuidado abrangente.
A base do tratamento continua sendo o acompanhamento que favoreça mudanças sustentáveis na alimentação, na atividade física e nos hábitos cotidianos.
Não existe uma única estratégia que funcione da mesma maneira para todas as crianças.
O plano de cuidado precisa levar em conta a idade, a trajetória de crescimento, as condições clínicas, a rotina familiar e os aspectos emocionais.
O objetivo é melhorar a saúde e a qualidade de vida, respeitando o desenvolvimento de cada paciente”, afirma Marília.
PrevençãoNo Brasil, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), referentes a 2024, mostram a presença expressiva de alimentos ultraprocessados na alimentação das pessoas acompanhadas pelo sistema.
O consumo foi registrado em 79% das crianças de 2 a 4 anos, 84% das crianças de 5 a 9 anos e 81% dos adolescentes monitorados. Para a endocrinologista, o ambiente em que a criança vive tem influência direta sobre a construção dos hábitos alimentares e da rotina de movimento.
“A prevenção começa nas oportunidades que a criança tem no dia a dia: acesso a alimentos variados, refeições organizadas, brincadeiras, atividade física, sono adequado e participação da família.
Essas condições precisam ser construídas de forma realista, sem a expectativa de uma rotina perfeita”, destaca. As diretrizes da OMS também chamam a atenção para a necessidade de considerar a saúde mental no acompanhamento da obesidade.
Crianças e adolescentes podem enfrentar bullying, discriminação, baixa autoestima e sofrimento emocional, fatores que precisam ser reconhecidos pelos profissionais de saúde.
Segundo Marília, a maneira como adultos e profissionais abordam o peso pode influenciar a relação da criança com o próprio corpo e com a alimentação. “Comentários constrangedores, comparações e cobranças excessivas podem aumentar o sofrimento e dificultar a adesão ao cuidado.
É fundamental que a criança se sinta acolhida e que a família receba orientação para participar do tratamento de maneira positiva”, explica.
A especialista reforça que o acompanhamento pediátrico permite avaliar o crescimento e o desenvolvimento ao longo do tempo, identificar fatores de risco e definir, quando necessário, uma abordagem terapêutica adequada.
O cuidado precoce pode contribuir para reduzir complicações associadas à obesidade, entre elas alterações metabólicas, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
A publicação das primeiras diretrizes globais da OMS amplia a discussão sobre a necessidade de políticas públicas e serviços de saúde preparados para atender crianças e adolescentes com obesidade.
“O desafio é transformar as recomendações em acesso efetivo a um cuidado contínuo, individualizado e livre de estigmas”, sublinha a endocrinologista.