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Socialização saudável e segura e afastamento das telas estão entre os objetivos das colônias de férias dentro dos condomínios

Condomínios fechados realizam colônias de férias para as crianças.

Equipes de recreação aproveitam espaços de lazer nos condomínios para ocupar a garotada de férias sem precisar sair de casa.

A demanda é tão alta no mês de férias escolares que alguns prestadores de serviço da área já estão com agenda de julho fechada desde janeiro

O mês de julho chega e com ele chega também um dilema comum aos pais nesta época: o que fazer com os filhos, que estão em casa de férias e cheio de energia, para afastá-los do tédio e da exposição excessiva de telas? Uma alternativa é as colônias de férias pela cidade. Mas, quando elas podem acontecer no “quintal” de casa, melhor ainda.

É por isso que elas estão sendo realizadas dentro de condomínios fechados, uma vez que contam com espaços de lazer diversificados e as crianças têm liberdade para ir e vir com mais autonomia.

Para as colônias de férias em condomínios Jardins sempre são contratada empresas de recreação já com amplo tempo de mercado e as melhores avaliações

A criançada ocupa o tempo com supervisão, diversão e de forma segura.

De acordo com a administradora do Condomínio Jardins Valência, Ludmila Alves, a adesão das famílias à colônia de férias é sempre alta.

“Estou aqui há seis anos e sempre realizamos. Antes fazíamos durante três semanas no mês de julho, este ano serão quatro semanas, em que haverá atividades.

Cada semana será uma empresa diferente que irá fazer a programação”, explica. 

Ela esclarece também que o condomínio disponibiliza todas as áreas de lazer para que as equipes de recreação desenvolvam as atividades com as crianças.

Condomínios dos Jardins, da FGR, disponibilizam infraestrutura de lazer para colônia de férias segura para crianças

A administração também informa os contatos das empresas e os horários em que será realizada a semana de colônia de férias prestada por cada empresa.

 “A inscrição é feita pelos próprios pais das crianças diretamente com a empresa, e eles já negociam com a empresa o custo do serviço.

O condomínio apenas cede os espaços de lazer, anuncia as datas e horários. Também pesquisamos as empresas e sempre buscamos aquelas que tenham um bom tempo de mercado e que sejam bem avaliadas.

Muitas inclusives já são parceiras em outros condomínios da marca Jardins”, esclarece Ludmilla.

Alívio e segurança para os paisMoradora há sete anos do Jardins Valência, a empresária Thaís Kalil diz que super aprova a colônia de férias que é realizada no condomínio.

Ela conta que este ano só a caçula de 9 anos irá participar, pois mais velha que já está na adolescência perdeu um pouco o interesse, mas quando mais jovem sempre foi e aproveitava muito.

“Para nós, pais, é uma comodidade enorme, pois começam as férias e quando eles estão em casa elas logo começam a dizer ‘estou entediada’.

E para os adultos que não estão de férias e precisam continuar a trabalhar, como é o nosso caso, tem a missão de arrumar atividades para os filhos fazerem, que não seja o celular, o iPad, a televisão ou o computador”, destaca a empresária, ao falar sobre comodidade e a segurança que se tem com uma colônia de férias dentro do condomínio.

Outro aspecto ressaltado pela mãe é o ganho para o desenvolvimento das crianças que as atividades recreativas trazem.

“Eu gosto muito, pois eles trazem brincadeiras, algumas até do nosso tempo de criança, e que ajudam na coordenação motora sim e divertem a molecada, mas ao mesmo tempo estimulam muitas coisas bacanas, como convívio com outras crianças, o trabalho em equipe, as disputas saudáveis, ou seja, a coisa do saber ganhar e perder, ou seja, a socialização mesmo”, afirma a empresária.

Agenda lotada

Trabalhando há mais de dez anos no segmento, o educador físico Marcelo Augusto Carvalho de Souza e proprietário da Animakids, afirma que em julho a procura por atividades recreativas, na comparação com a média dos outros meses do ano, cresce mais de 150%.

“Há até algumas datas ao longo do ano em que você tem algumas demandas sazonais como nas férias de janeiro e dezembro, no Dia das crianças, as festas juninas, o Halloween e tem também os eventos corporativos e as festas de aniversários que são feitas o ano todo.

Mas é no mês de julho que temos nossa maior demanda”, explica Marcelo, cuja empresa é uma das contratadas pelo Jardins Valência, condomínio da FGR Incorporações em Goiânia.

De acordo com o educador físico Marcelo Augusto, da AnimaKids, no mês julho, por causa das colônias de férias dentro dos condomínios, aumenta não só o número de agendamentos de eventos e atividades, mas também a quantidade de crianças que são atendidas.

“Numa festa de aniversário, em média, atendemos entre 20 e 30 crianças, nas colônias de férias são mais de 80, no mínimo.

Nós já atendemos em outros condomínios Jardins, mas no Valência será a primeira vez e já temos cerca de 100 crianças inscritas”, informa.

Outro que também está com a agenda lotada para o mês de julho é o professor de educação física e de circo, Fernando Cássio de Souza, carinhosamente conhecido pelas crianças como Tio Caju.

Atuando há dez anos nesse segmento de recreação, ele comanda uma equipe que conta, em média, com dez profissionais, mas que no mês de férias escolares precisa ser reforçada com pelo menos quatro pessoas.

“A nossa agenda para este mês de julho está fechada desde de janeiro.

A nossa demanda aumenta mais de 80%. Inclusive, recebemos inúmeras propostas de colônias de férias de última hora, mas que infelizmente não conseguimos atender por falta de agenda”, afirma Tio Caju.

Assim como a equipe da Animakids, o time do Tio Caju também oferece atividades recreativas para qualquer idade, a partir dos dois anos.

“Planejamos o trabalho de acordo com a faixa etária, a quantidade de crianças e o espaço que se tem disponível para desenvolver as atividades.

Nos condomínios Jardins, onde já fizemos muitos eventos, por exemplo, dá para fazer muitas ações porque realmente são condomínios que têm muitas áreas de lazer e bem estruturadas”, salienta o educador físico.

Ganhos

Ao ressaltar os benefícios da recreação para as crianças, Marcelo Augusto lembra que os momentos numa colônia de férias, além de ser uma opção de lazer, indiretamente e simultâneamente contribuem para o desenvolvimento dela de uma forma bem ampla.

“Eu faço muitas palestras sobre recreação, e eu costumo falar que o educador físico e os recreadores estão entre as profissões mais importantes do mundo hoje em dia.

Porque o trabalho desses profissionais não só representa uma ferramenta de entretenimento, mas também uma ferramenta de educação, de saúde pública, tanto no aspecto físico quanto o mental, ou seja, você consegue abraçar inúmeros benefícios”, explica.

Também atuando há  mais de uma década com recreação, Fernando Cássio, ou Tio Caju, explica que as atividades recreativas para as crianças, vão muito além da diversão e da atividade física. 

“Como educadores físicos, temos essa preocupação muito grande de, não só proporcionar o divertimento, mas fazer isso de uma forma consciente, com as crianças tendo uma interação verdadeira e aprendendo coisas como respeito ao próximo, trabalho em equipe.

É também um momento em que elas [as crianças] podem colocar toda a sua criatividade para fora.

Desenvolvemos dinâmicas em que elas irão extravasar e aliviar todo aquele estresse do cotidiano escolar”, pontua.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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Homenagens

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O conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes, e o primeiro vice-governador do Estado, Darci Martins Coelho, foram homenageados na última quinta-feira (29) pela Câmara Municipal de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

Na ocasião, José Wagner Praxedes recebeu o título de Cidadão Honorário, enquanto Darci Martins Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Araguatinense, em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições para o Estado do Tocantins.

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Expositores levam inteligência artificial para o dia a dia das indústrias

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Soluções baseadas em IA ganham força entre os participantes da feira de inovação e tecnologia industrial, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O número de indústrias no Brasil que utilizam soluções de inteligência artificial (IA) mais que dobrou em dois anos, segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento, feito com 1.731 empresas de um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados, mostra que o uso de IA nas indústrias brasileiras saltou 163% entre 2022 e 2024.

A pesquisa aponta que a adoção da tecnologia cresce conforme o porte da empresa.

Nos negócios com 500 ou mais funcionários, 57,5% utilizam soluções de IA. Nas companhias que têm entre 250 e 499 empregados, o índice é de 42,5%, e cai para 36,1% naquelas com 100 a 249 trabalhadores.

Aproximar a IA da realidade fabril é um dos objetivos da 3ª Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana (Expoind), que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O evento reúne fornecedores de serviços, insumos, equipamentos e tecnologia. Grande parte dos cerca de 80 expositores apresentará inovações baseadas em mecanismos de IA.

Photovoltaics factory engineer uses artificial intelligence to improve solar panels efficiency. Solar panels manufacturing plant worker uses AI technology to research cheaper solar solutions, camera A

IA aplicada a vendas

A goiana Nectar Soluções, especializada em softwares de CRM e gestão comercial para indústrias e distribuidoras, apresentará agentes de IA voltados para automação e suporte ao processo de vendas, que funcionam como gestores virtuais.

A tecnologia integrada aos programas da empresa permite fazer previsões de vendas e projeções de faturamento com base no histórico de negociações.

“O agente de IA conta com um assistente de texto que corrige e reescreve as informações nos campos do CRM.

A ferramenta também enriquece os contatos comerciais por meio de pesquisas automáticas de dados, preenchendo cadastros com nomes de empresas, cargos e canais de contato”, afirma Arthur César de Siqueira, diretor de operações da Nectar Soluções.

A expositora também mostrará um agente focado em mentoria de negócios.

“É uma ferramenta que sugere os próximos passos para aumentar as chances de fechamento de um contrato. Esse mentor direciona potenciais clientes para os vendedores, acompanha o desempenho da equipe e aponta melhorias nas abordagens”, diz Siqueira.

Esta é a segunda participação da Nectar Soluções na Expoind. De acordo com o executivo, o evento anterior trouxe retorno estratégico e financeiro.

“No ano passado, investimos cerca de R$ 35 mil no estande e, com as rodadas de negócios e os contatos feitos na feira, fechamos cerca de R$ 100 mil em contratos nos meses seguintes”, afirma. 

Desafio na qualificação profissionalO presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, afirma que um dos propósitos da feira é democratizar o acesso às novas tecnologias e indicar caminhos para a capacitação de mão de obra.

“Vivemos um momento desafiador e de grande potencial no processo produtivo.

É preciso preparar estudantes e profissionais para uma realidade em rápida mudança”, diz.

O estande do Sistema Fieg apresentará oportunidades de qualificação e tecnologias como robótica, realidade virtual e aumentada e impressão 3D.

A indústria goiana criou 12.111 empregos formais no primeiro semestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 11.423 vagas.

O índice ficou acima da média nacional, de 1,6% no período, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Goiás teve o sexto maior crescimento entre as 27 unidades da federação.

Apesar do crescimento na geração de postos de trabalho, o setor enfrenta o desafio de qualificar profissionais para a indústria digital.

Um levantamento de 2024 do IBGE mostrou que 89% das empresas industriais brasileiras utilizavam tecnologias avançadas.

No entanto, a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que apenas 54,2% dos brasileiros têm habilidades digitais altas ou médias-altas (como uso de IA e programação de softwares).

Em tarefas complexas, o porcentual cai para 44,5%.

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