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Galo da Madrugada une frevo e brega em homenagem a Reginaldo Rossi em São Paulo

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crédito Soul em Cena


Pela terceira vez nas ruas da capital paulista, o “maior bloco da Terra” desfila dia 13 de fevereiro no circuito Ibirapuera (a partir das 9h) com o tema “Reginaldo Rossi no Reinado do Frevo”, que celebra o cantor, compositor e eterno Rei do Brega pernambucano, falecido há dez anos

O desfile é marcado pela riqueza das manifestações culturais e artísticas de Pernambuco, como frevo, maracatu, bonecões e caboclos de lança



Com o tema “Reginaldo Rossi no Reinado do Frevo”, o Galo da Madrugada reverencia a vida e a obra do artista recifense, num mergulho no universo do frevo, em desfile no dia 13 de fevereiro, em São Paulo, a partir das 9h. Após realizar seu 45º desfile em Recife, o maior bloco do mundo toma as ruas da capital paulista pela terceira vez com a homenagem ao “rei da música brega”, que completaria 80 anos em 2023.

“Reginaldo é um verdadeiro ícone, que não apenas ajudou a popularizar e consagrar o ritmo do brega em todo o Brasil como, também, sempre buscou cantar as belezas e as riquezas do nosso Recife, sua terra natal. É, de fato, um verdadeiro rei que merece todas as homenagens, também, do frevo, majestade do carnaval pernambucano”, explica Rômulo Meneses, presidente do Galo, que promete “batizar” os trios elétricos com nomes de músicas de Rossi.

Roberto Rossi, filho de Reginaldo, garante que, se estivesse vivo, o rei da música brega seria muito grato pelo reconhecimento e homenagem vindos do maior bloco do mundo. “Meu pai era fã da nossa cultura, da diversidade cultural de Pernambuco. E ele bebeu muito dela, fã de Gonzaga, dos bregas contemporâneos a ele e dos que surgiram muito por sua influência. Não é à toa que papai foi declarado Patrono do Brega e a data do seu aniversário, 14 de fevereiro – tradicional mês do carnaval – , virou o Dia da Música Brega no Recife”, pontua Roberto.

INTERCÂMBIO CULTURAL

A agremiação é considerada o maior bloco do planeta pelo Guinness Book – o Livro dos Recordes – desde 1994. No carnaval de 2023, bateu o seu próprio recorde de público e reuniu mais de 2,5 milhões de foliões nas ruas do Centro do Recife. Em 2024, promete manter o título mundial e saudar, num mesmo espetáculo, o frevo e o brega pernambucanos, duas das maiores expressões culturais do Estado. “Temos uma pluralidade imensa de expressões artísticas, mas, sem dúvidas, essas duas estão entre as que mais levam nossa identidade a outras partes do Brasil e do mundo, através dos artistas que, ao longo dos anos, têm surgido e ajudado a perpetuar esse legado deixado por mestres como Capiba, Nelson Ferreira e, no caso do brega, o próprio Reginaldo Rossi”, acrescenta Meneses.
 

Para isso, o Galo pretende tornar ainda mais forte o intercâmbio cultural que já tem promovido nos últimos anos, unindo, na homenagem a Rossi, artistas do cenário musical do brega e do frevo. “Já provamos, por muitas vezes, que é possível, sim, misturar diferentes ritmos e expressões numa só festa, além do que essa é uma das grandes marcas e peculiaridades do carnaval pernambucano, a multiculturalidade. Um exemplo disso é a iniciativa do Maestro Forró, quando inclui a música ‘Tô Doidão’, de Reginaldo Rossi, no seu repertório de carnaval”, pontua Rômulo. “Será um belo espetáculo à altura da grandeza do Rei Reginaldo Rossi. E quem ganha com tudo isso é o folião e a cultura pernambucana”, finaliza.

Fundado em 1978, com o intuito de trazer de volta às ruas do Recife as tradições do carnaval de rua – então escasso naquela época -, o Galo da Madrugada já homenageou, ao longo dos seus 45 anos de existência e 44 desfiles, personalidades pernambucanas como Luiz Gonzaga, Ariano Suassuna, Carlos Fernando, Chico Science, Alceu Valença / Jota Michiles, J. Borges, Enéas Freire – idealizador e fundador do bloco-, Ary Nóbrega, Claudionor Germano, entre outros.

Vida e Obra de Rossi no desfile

Para a homenagem ao eterno “rei do brega”, o Galo promete mostrar um Reginaldo Rossi plural, tal como foram suas obras e vida artística. Passando pelas “dores de cotovelo” ao amor e às relações humanas com força e intensidade únicas. “Queremos trazer, para o desfile, toda a referência do brega através da mistura de cores e de toda uma estética que represente tanto a alegria, quanto, claro, alguns dos maiores sucessos eternizados por ele”, adianta Sandro Nóbrega, cenógrafo responsável pelas alegorias do Galo. Clássicos como “A Raposa e as Uvas” e “Garçon” são alguns dos hits que têm tudo para serem lembrados no desfile, de acordo com Sandro, que também trabalhou por duas décadas e meia como

empresário do “rei”.

Outra referência que também deve estar presente no espetáculo é a paixão e a reverência que Rossi sempre fazia ao Recife, sua terra natal. “Ele, que tanto divulgou a sua terra, que tanto amou o Recife e que a chamava de ‘a minha cidade, o meu lugar’. Aqui, é onde ele sempre se sentiu em casa”, confirma Roberto.

“Ele amava o Nordeste, sobretudo, o Recife. Em todo lugar do Brasil e do mundo em que fazia shows, sempre exaltava a capital pernambucana. Por isso, é imprescindível que também exploremos características marcantes da nossa cidade, como as pontes e os casarios, em alguma das alegorias, mas, por enquanto, ainda é surpresa”, completa Sandro.

O homenageado

Nascido na capital pernambucana, em 14 de fevereiro de 1943, Rossi iniciou sua carreira artística ainda na década de 1960, como vocalista de uma banda de rock, “The Silver Jets” – sediada na Ilha do Leite, no Recife. Antes, chegou a cursar quatro anos de Engenharia Civil e foi professor de física e matemática. Porém, a paixão pela música, influenciada pelos ídolos Elvis Presley e Beatles, acabou falando mais alto.

Em 1966, lança o seu primeiro disco solo, com destaque para o hit “O Pão”. A partir da década seguinte, o estilo roqueiro foi dando, aos poucos, lugar a um gênero musical mais popular e romântico, batizado, posteriormente, de “brega”. Daí por diante, foi um sucesso após o outro, como “ Tô Doidão”, “Mon Amour meu Bem ma Femme”, “Pedaço de Mau Caminho”, “Desterro”, “Deixa de Banca”, “Amor, Amor, Amor”, “A Raposa e as Uvas” “Recife, minha Cidade” e “Itamaracá”.

O primeiro disco de ouro veio em 1980, com o álbum “A Volta”, que vendeu 100 mil cópias. Nessa época, Rossi já era sucesso em várias partes do Brasil, em especial, nas regiões Norte e Nordeste. O maior hit veio em 1987 “Garçon”, que lhe rendeu 2 milhões de discos vendidos. “Ele compôs essa música a pedido de um amigo que era dono de uma gravadora e queria ‘estourar’. Só que a letra não agradou e acabou sendo devolvida. Rossi, então,

decidiu gravá-la e resultou nesse estouro”, lembra Sandro Nóbrega.
 

A consagração absoluta do “rei” no eixo Sul-Sudeste veio no final da década de 1990, quando o cantor era presença constante em programas de TV nacionais e assinou parcerias musicais com diversos cantores de renome. Gravou, ao todo, 23 LP’s, oito CD’s e dois DVD’s, que lhe renderam 14 discos de ouro, dois de platina e um duplo de diamante. Seu último trabalho, “Cabaret do Rossi”, ganhou o prêmio de Melhor Álbum de Canção Popular no Prêmio da Música Brasileira de 2011. Reginaldo Rossi faleceu em 20 de dezembro de 2013, aos 70 anos, em decorrência de um câncer no pulmão. Em outubro de 2020, foi declarado “Patrono do Brega” pela Assembleia Legislativa de Pernambuco.

SERVIÇO:

DESFILE BLOCO GALO DA MADRUGADA (13/02) – Circuito do Ibirapuera/SP

Tema: “Reginaldo Rossi no Reinado do Frevo”

Data: 13 de fevereiro de 2024

Horário: a partir das 9h

Onde:Circuito Ibirapuera: do Obelisco ao Monumento às Bandeiras (Empurra-empurra)

Quando: 13 de fevereiro (terça-feira)

Horários

9h: CONCENTRAÇÃO

10h às 14h: DESFILE PELA AVENIDA PEDRO ÁLVARES CABRAL (DO OBELISCO DO IBIRAPUERA ATÉ O MONUMENTO ÀS BANDEIRAS)

Patrocinadores Master/ APRESENTA: Guaraná Antarctica e Esportes da Sorte

Patrocínio: O Boticário, Ardagh Metal Packing e Pitú

Apoio: Intercity Hotels e THE LED

Realização: Galo da Madrugada e Oficina

Entrada Franca

Ambulâncias

Efetivo de Segurança Particular / Cordeiros

Efetivo da Polícia Militar

Efetivo de Brigadistas

Banheiros Químicos, dispostos nos canteiros e calçadas, ao longo do trajeto

Lixeiras

Equipes de limpezas e Cooperativas de Reciclagem

Bloqueio e acompanhamento da CET

Oficina

Site: https://www܂oficina܂etc܂br/

Facebook: @oficina. etc

Instagram: @oficina. etc. oficial
 

+ informações:

Fernanda Couto – assessoria de imprensa Oficina

11 972714391

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IX Encontro Goiano de Estudos em Engenharia de Produção (EGOEEP 2026

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Será realizado nos dias 01, 02 e 03 de setembro de 2026, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Federal de Goiás (FCT/UFG), Campus Aparecida de Goiânia/GO. Realizado anualmente desde 2018, o EGOEEP consolida-se como um espaço regional de referência para estudantes, docentes, pesquisadores, profissionais, empreendedores, representantes do setor produtivo e instituições públicas interessados nas temáticas da Engenharia de Produção.

Com o tema “O papel da Engenharia de Produção na transição para a era da Inteligência Artificial”, o evento discutirá desafios e oportunidades associados à transformação digital, inteligência artificial, automação, análise de dados, inovação, sustentabilidade, gestão de operações e apoio à decisão.

A programação contará com palestras, painéis, oficinas, sessões temáticas, apresentações de trabalhos, visitas técnicas e atividades de integração, promovendo a aproximação entre universidade, setor produtivo, ecossistema de inovação e poder público.

O EGOEEP 2026 busca fortalecer a formação acadêmica e profissional, estimular a produção científica, democratizar o acesso a debates qualificados em Engenharia de Produção no estado de Goiás e ampliar redes de colaboração voltadas ao desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social da região.

As inscrições para o IX EGOEEP 2026 contemplarão a participação nas atividades do evento, incluindo palestras, painéis, oficinas, sessões temáticas, apresentações de trabalhos, visitas técnicas e momentos de integração.

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Seminário para Corretores reúne especialistas do mercado imobiliário em Goiânia

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No dia *17 de agosto de 2026, das **7h30 às 14h, o **ICG Instituto da Consciência* promove mais uma edição do *Seminário para Corretores*, no Auditório do Sebrae, em Goiânia.

O evento contará com cinco palestras ministradas por especialistas nas áreas de desenvolvimento humano, mercado imobiliário, contabilidade e direito, além de coffee break, almoço e uma rodada de conexões voltada ao networking e geração de negócios.

Entre os palestrantes estão.

*Sandra Chaves,

O SIM QUE MUDA TUDO

Fundadora e diretora do ICG Instituto da Consciência, educadora, empresária, palestrante, escritora, apresentadora do Conexão Educativa com Sandra Chaves e curadora do Seminário.

 **Eduardo Britto,

O CORRETOR DO FUTURO: COMPETÊNCIAS QUE TRANSFORMAM O MERCADO IMOBILIÁRIO

Presidente do CRECI-GO e Vice-Presidente para Assuntos Institucionais do COFECI

**Rodrigo Valadão,

CONTABILIDADE PARA CORRETORES: DA PRIMEIRA COMISSÃO AO CRESCIMENTO DO NEGÓCIO

CEO da Dinastia Contábil, especialista em contabilidade estratégica e planejamento tributário.

 **Professor Wesley Brito*

* SEGURANÇA JURÍDICA NA ATUAÇÃO DO CORRETOR DE IMÓVEIS

Coordenador do Curso de Direito da UniEVANGÉLICA, Câmpus Senador Canedo, e professor do TTI do ICG.

 e *Ludmila Balduino*,

EMPREENDEDORISMO FEMININO, POSICIONAMENTO E AUTORIDADE NO MERCADO IMOBILIÁRIO

Ludmila Balduino — Corretora formada pelo ICG, empresária, palestrante e coautora do livro Mercado Imobiliário

 Abordarão temas ligados à inovação, empreendedorismo, segurança jurídica, gestão financeira e competências para o futuro da profissão. A programação será encerrada com uma rodada de conexões, incluindo apresentação de pitches e premiação para o melhor projeto.

Informações e reservas pelos telefones *(62) 99940-0637, *(62) 99401-3728** e *(62) 98240-6222*.

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Correndo em Ubud enquanto a família dorme.

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JB Alencastro especial para o D9 Notícias.

Acordei bem cedinho, desci as escadas em silêncio e preparei meu café da maneira mais discreta possível. Todos dormiam, cansados dos passeios de ontem.

A passarinhada estava agitada hoje e um dos três gatos – o preto – que nos visitam regularmente, passou no alpendre.Aqueci bem e fui. Cruzo o jardim, vou pelo restaurante em anexo e o pessoal está varrendo as calçadas. Todos sorriem e me cumprimentam.

O dia está clareando e um esquilo atravessa minha frente em alta velocidade. A motinha que alugamos está ali parada, na nossa rua em que não passa carros. Não lavei os pratos, algo que faço todos os dias desde que aposentei da Medicina. Mas conferi o sono da esposa. Linda, tranquila. Assim como dos filhos. Os cobri bem devagarinho com o lençol.

E fechei um pouco mais as cortinas. Nesse momento a ladeira em frente ao rio traz um ar frio em meu peito. Logo depois tem uma rampa desafiadora que subo usando a ponta ao invés da sola dos pés. As árvores estão mais belas e o farfalhar das folhas é reparador. Estou animado.

A escola recebe os primeiros alunos. Todos uniformizados. Alguns já estão acostumados comigo e me saúdam. Sorrio e dou um grito de volta. Eles riem. As crianças do Oriente tem um sorriso tão amplo que contagia imediatamente. Lembro dos meus filhos quando crianças, moreno e loira. Ele cabelo liso e ela cabelo de “molinha”.

O primeiro quilômetro de aquecimento passa por somente um cruzamento. É quase só subida. No lado esquerdo vejo a casa toda avarandada onde dezenas de mulheres confeccionam as oferendas do dia. O capricho é notável. Acelero e chego na avenida principal.

Vou cumprir os 1,5 km até a gigantesca banyan (o ficus benghalensis) onde a avenida que desço se divide em duas. Ela é muito importante no hinduísmo. Significa proteção, espiritualidade, comunidade; um templo vivo. Aqui a passada é solta, poucos carros. Vou no sentido contrário ao fluxo. O par de cães, um marrom bem peludo e outro preto de orelhas em pé, está lá.

Latem como sempre, me perseguem como de hábito, mas nunca morderam. A dona do açougue, ri e acena para mim. Desejando boa corrida. A rua de mão dupla é estreita, a calçada minúscula é totalmente irregular.

Mas os templos, o casario e a visão da cidade acordando, compensa. Depois da Banyan, sigo a direita. Fica tudo mais calmo. Aumento o ritmo.

A floresta que deparo tem alguns macacos, mas eles nunca descem. Logo tem um pátio enorme, um ponto de encontro da população. Os homens com seus sarongs xadrez e camisa branca. As mulheres com sarongs coloridos.

E daí tem um cemitério pequeno. Lindo com o gramado bem cuidado. Daqui a pouco vão completar 6km, na rua lotada de bandeiras da Indonésia e com dois arrozais. Um de cada lado. Irei voltar. Ajudo uma senhora com o seu bastão a catar mais flores de semboja, a frangipani, bem amarelas (aqui a mais querida é a Plumeria Bali-Whirl). As mulheres balinesas adoram enfeitar seus cabelos com elas.

Chego feliz, renovado e a família desperta. Presenteio as mulheres com duas flores que trouxe. Conto o trajeto para o rapaz. Arrumo a mesa, os pratos, o leite, os pães, os ovos e as frutas.

Sirvo a todos com entusiasmo. Porque o cenário e a Natureza já me deu a energia que preciso.

JB Alencastro e médico e escritor.

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