No aniversário da capital, vendas em alta e procura por bairros consolidados evidenciam a força do setor; especialista em imóveis e idealizador do Portal Revendas, Bruno Baiocchi, analisa perspectivas e critérios para escolher um endereço.
Às vésperas de completar 93 anos, em 24 de outubro, Goiânia encontra no mercado imobiliário um dos retratos de sua transformação.
Desde o lançamento da pedra fundamental, em 1933, a capital expandiu seus limites e diversificou as possibilidades de moradia.
Hoje, a escolha de um imóvel envolve questões que vão além da localização: mobilidade, acesso a serviços, orçamento e qualidade de vida ajudam a definir onde os compradores desejam construir sua história.
O desempenho recente revela a intensidade desse movimento. Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, divulgada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), aponta que Goiânia comercializou 7.219 unidades residenciais no primeiro semestre de 2026, crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2025.
Foi o maior volume registrado em um semestre na série histórica local.“Escolher um imóvel é também escolher como será a rotina.
A distância do trabalho, a escola dos filhos, os serviços disponíveis e o tempo gasto nos deslocamentos precisam entrar nessa decisão. Um endereço pode ser muito valorizado e, ainda assim, não ser o mais adequado para determinada família”, afirma Bruno Baiocchi, especialista em imóveis e idealizador do Portal Revendas.
Entre os bairros destacados pela Ademi-GO como os de maior demanda estão Marista, Bueno, Oeste e Jardim Goiás.
Nesse recorte, o preço médio registrado foi de R$ 13.147 por metro quadrado.
A infraestrutura consolidada, a disponibilidade de comércio e serviços e a conexão com importantes eixos da cidade ajudam a explicar o interesse por essas localidades.
A preferência, entretanto, muda conforme o objetivo da busca. Levantamento da AutImob sobre pesquisas realizadas em sua plataforma no primeiro semestre de 2026 mostra o Bueno na liderança das categorias de aluguel e revenda, enquanto o Marista ocupa a primeira posição em lançamentos.
Na revenda, Parque Amazônia, Oeste e Jardim Goiás também aparecem entre os cinco mais buscados. Para aluguel, Leste Universitário, Alto da Glória e Serrinha completam o grupo após Bueno e Marista.
Os resultados representam o comportamento dos usuários da plataforma.“Não existe um único bairro ideal para todos.
Quem procura o primeiro apartamento pode ter prioridades diferentes de quem precisa de mais espaço ou deseja morar perto do trabalho.
Por isso, entender o perfil do comprador é tão importante quanto conhecer as características do imóvel”, ressalta Baiocchi.
Essa diversidade de interesses também exige atenção ao comparar ofertas. Metragem, idade da construção, conservação, vagas de garagem e despesas de condomínio podem alterar significativamente a relação entre preço e benefício, mesmo entre imóveis próximos.
No mercado de revendas, a avaliação precisa considerar tanto as condições da unidade quanto as do edifício e sua documentação.“Dois apartamentos na mesma região podem oferecer experiências muito diferentes.
O comprador precisa avaliar o conjunto: planta, iluminação, manutenção, custos mensais e situação documental.
Uma decisão bem orientada começa com informações claras e comparáveis”, destaca o idealizador do Portal Revendas.
Para os próximos meses, crédito, renda e disponibilidade de imóveis serão variáveis importantes para acompanhar o setor.
A perspectiva de expansão deve ser analisada conforme o segmento e a região, sem pressupor que todos os empreendimentos terão o mesmo ritmo de vendas ou valorização. Uma eventual melhora nas condições de financiamento pode ampliar o acesso à compra, enquanto o comprometimento do orçamento familiar pode limitar esse movimento.
“Goiânia tem oportunidades em diferentes faixas de preço, mas qualquer projeção precisa considerar a capacidade real de compra das famílias.
Juros, entrada e prazo de financiamento fazem diferença.
O crescimento do mercado precisa caminhar junto com condições que permitam ao comprador assumir esse compromisso com segurança”, avalia Baiocchi.
No aniversário da cidade, o desafio é conciliar dinamismo imobiliário e qualidade urbana.
Ampliar as opções de moradia exige também atenção à infraestrutura e aos deslocamentos, para que o desenvolvimento dos bairros se traduza em benefícios no cotidiano.
“A melhor perspectiva para Goiânia é crescer oferecendo mais possibilidades de viver bem.
Para quem compra, o imóvel precisa fazer sentido hoje e acompanhar os planos para o futuro. Para a cidade, o avanço do setor deve contribuir para bairros com infraestrutura e uma rotina mais funcional”, conclui.
Serviço
Goiânia aos 93 anos: mercado imobiliário aquecido amplia debate sobre onde morar e investir
Evento beneficente idealizado pelo joalheiro Igor Lobo será realizado em 21 de novembro, no Goiânia Arena.
Edição de 2026 terá traje black tie, show de Tiago Abravanel e arrecadação destinada ao Instituto ARA.
Uma das celebrações que se tornaram tradição no calendário social, o Baile do Lobo chega à sua 12ª edição no dia 21 de novembro, no Goiânia Arena.
Idealizado pelo joalheiro Igor Lobo, o evento beneficente deve reunir cerca de mil convidados de diferentes partes do Brasil em uma noite inspirada no universo “Circus”, com show de Tiago Abravanel.
Em 2026, a temática “Circus” será o fio condutor da experiência.
Referências do universo circense estarão presentes na ambientação e na identidade visual da festa, com cenografia desenvolvida especialmente para esta edição.
O traje black tie mantém a elegância que caracteriza o evento.
À frente da iniciativa, Igor Lobo construiu sua trajetória profissional no universo do luxo. A continuidade do baile consolidou uma história marcada por encontros, celebrações e ações beneficentes.
O compromisso social permanece como um dos pilares da edição de 2026. Segundo a organização, o evento tem potencial estimado para arrecadar cerca de R$ 1 milhão.
A instituição beneficiada será o Instituto ARA.
A proposta é integrar a mobilização beneficente à própria concepção da festa.
Ao reunir um público numeroso, o Baile do Lobo busca transformar sua capacidade de articulação em apoio e recursos para iniciativas sociais.
A 12ª edição terá uma nova identidade visual, preservando elementos que acompanham o evento desde suas primeiras realizações, como o cuidado com a recepção dos convidados, a produção e o caráter autoral da celebração.
Espumante italiano que conquistou prêmio mundial será destaque de evento em Goiânia.
Sunset Ferrari reúne degustação de rótulos da Ferrari Trento, gastronomia mediterrânea e alfaiataria na Enoteca Decanter Goiânia
A tradição dos espumantes italianos será o centro de uma experiência que reúne vinho, gastronomia e moda em Goiânia.
A Enoteca Decanter promove o Sunset Ferrari, evento dedicado à Ferrari Trento, vinícola italiana fundada em 1902 e reconhecida internacionalmente pela produção de espumantes.
A sunset acontece no dia 24 de outubro, das 16h às 20h.
Um dos destaques da programação é a trajetória da Ferrari Trento no Champagne & Sparkling Wine World Championships, competição internacional dedicada à avaliação de espumantes.
Para o Sommelier José Filho, o prestígio e a ideia do evento se baseia sob o fato de que a vinícola conquistou o reconhecimento de melhor produtora do mundo em três das últimas seis edições da premiação.
“A ideia é proporcionar uma experiência que vá além da degustação. Os espumantes Ferrari Trento têm características como frescor e acidez, que combinam muito bem com a gastronomia mediterrânea. Por isso, escolhemos uma paella de frutos do mar, pensando justamente nessa harmonização.
Queremos que os convidados percebam como o vinho e a gastronomia podem se complementar e transformar um encontro em uma experiência especial”, explica José Filho.
A experiência também terá participação de Thiago Almeida Alfaiataria, responsável pela assessoria de estilo do encontro.
A proposta é estabelecer uma conexão entre o universo da moda masculina e a tradição da vinícola italiana, reunindo diferentes expressões de estilo em um mesmo ambiente.
O evento terá vagas limitadas e participação individual no valor de R$ 249.
Serviço:
Sunset Ferrari Goiânia acontece neste mês de outubro
Data: 24 de outubro
Horário: das 16h às 20h
Local: Enoteca Decanter Goiânia
Programação: experiência com espumantes Ferrari Trento, gastronomia assinada por Francisco Araújo e participação de Thiago Almeida Alfaiataria
Falhas no manejo de bovinos podem gerar prejuízos de milhares de reais aos pecuaristas.
Especialista em sanidade e confinamento, médico-veterinário Viktor Abel alerta que problemas na recepção e adaptação dos animais podem comprometer o ganho de peso e a rentabilidade da pecuária.
Uma compra de gado aparentemente vantajosa pode se transformar em prejuízo antes mesmo do início da engorda.
Falhas no transporte, na adaptação e no manejo sanitário de bovinos recém-adquiridos podem comprometer o desempenho dos animais e provocar perdas financeiras nas propriedades rurais.
O problema, muitas vezes, só é percebido quando o produtor avalia os resultados da produção.
“Muitas vezes, o produtor negocia bem a compra do gado, mas perde parte desse resultado por falhas no manejo logo na chegada. Um animal que passa por estresse excessivo pode reduzir o consumo alimentar, adoecer e deixar de ganhar peso.
São perdas que nem sempre aparecem imediatamente, mas fazem diferença no resultado financeiro da fazenda”, explica Viktor.
O alerta é do médico-veterinário e pecuarista Viktor Abel, mestrando em Produção Animal e Forragicultura pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), com mais de dez anos de experiência na bovinocultura de corte e atuação em sanidade, confinamento e gestão sanitária de rebanhos.
Segundo Viktor, um dos erros mais comuns é submeter os animais a diferentes procedimentos logo após o desembarque, sem considerar o desgaste provocado pela viagem.
Pesagem, apartação, vacinação e vermifugação, quando realizadas sem planejamento, podem intensificar o estresse de bovinos já expostos a mudanças de ambiente, desidratação e redução do consumo alimentar, aumentando a suscetibilidade a doenças, especialmente respiratórias.
Para dimensionar o impacto econômico, o veterinário apresenta uma simulação com 100 bovinos em engorda.
Uma redução de apenas 100 gramas no ganho de peso diário por animal, durante 100 dias, representa mil quilos de peso vivo que deixam de ser produzidos.
Considerando rendimento de carcaça de 51% e arroba a R$ 345, a perda equivale a aproximadamente R$ 11,7 mil em receita bruta potencial não realizada. Em um confinamento com mil animais, o valor ultrapassaria R$ 117 mil.
O cálculo é ilustrativo e não utiliza necessariamente a cotação atual do mercado.Além da redução no ganho de peso, problemas sanitários podem elevar os gastos com medicamentos, mão de obra e novos tratamentos, prolongando o período necessário para que os animais atinjam o peso de abate.
Para Viktor, essas despesas reforçam a importância de incorporar a prevenção ao planejamento financeiro da atividade.
Entre as recomendações estão avaliar as condições dos bovinos na chegada, garantir água de qualidade, alimentação adequada e respeitar o período necessário de recuperação antes de procedimentos que possam provocar estresse adicional.
O descanso de aproximadamente três dias pode servir como referência, mas deve ser ajustado conforme as condições do transporte e o estado sanitário do lote. Animais com sinais de enfermidade precisam de atendimento imediato.
O especialista também destaca a importância de conhecer o histórico sanitário dos animais antes de definir protocolos de vacinação e vermifugação, evitando aplicações desnecessárias.
“O protocolo sanitário é como se fosse um seguro que ele faz em cima de um patrimônio de milhões”, compara.
Na avaliação de Viktor, a profissionalização da pecuária passa pelo acompanhamento de indicadores como mortalidade, ocorrência de doenças, ganho médio diário e custo da arroba produzida.
O planejamento sanitário deve começar antes mesmo da chegada dos animais à propriedade, com a preparação das instalações, capacitação das equipes e definição de medidas preventivas.
Para o médico-veterinário, a rentabilidade da pecuária não depende apenas de comprar e vender bem, mas também de preservar a saúde e o potencial produtivo dos animais durante todo o ciclo.
Medidas preventivas e manejo adequado podem evitar que pequenas falhas se transformem em prejuízos expressivos para o produtor.