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Grande parte das empresas já utiliza robôs em suas rotinas administrativas

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Treinamento em Goiânia capacitará empresários para criarem sua própria assistente de IA para otimização de processos

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica e já passou a integrar a rotina de empresas em diferentes regiões do país. De acordo com o McKinsey Global Survey on AI, 78% das organizações no mundo utilizam IA em pelo menos uma função de negócios, com destaque para automação de tarefas administrativas, atendimento e análise de dados. O estudo aponta a tecnologia como um dos principais vetores de ganho de produtividade no ambiente corporativo.

Em Goiás, esse movimento também já é perceptível. Um levantamento divulgado pelo Governo de Goiás, com base em estudo do Ecossistema Great People & GPTW, mostra que 48% das empresas goianas utilizam ferramentas de inteligência artificial no dia a dia, percentual superior ao registrado em estados como Paraná, Alagoas e Sergipe. O uso é mais intenso em setores como contabilidade, estética e beleza, seguros, jurídico e agências de mídia, indicando que a tecnologia já faz parte da operação de negócios de diferentes portes e segmentos no estado.

É nesse contexto que a aplicação prática da inteligência artificial na rotina empresarial será o foco da imersão IA Business Assistant, que acontece no dia 28 de fevereiro, em Goiânia. O treinamento é promovido pela Cerrado Business Academy (CBA) e propõe uma abordagem prática para ensinar gestores a criar assistentes de IA voltados à automação de tarefas repetitivas do dia a dia corporativo.

O evento será realizado no Hub Cerrado, a partir das 8h, com duração de oito horas, e é direcionado a empresários, gestores e profissionais interessados em automatizar processos operacionais e liberar tempo para atividades estratégicas.

Segundo a organização, a imersão aborda o uso de ferramentas de inteligência artificial aplicadas a funções como apoio administrativo, atendimento, organização de informações e execução de rotinas recorrentes. A proposta é apresentar soluções acessíveis, especialmente para pequenas e médias empresas, que enfrentam desafios para escalar equipes e processos sem aumento proporcional de custos.

As inscrições para o IA Business Assistant estão abertas e podem ser realizadas de forma online. O evento integra a agenda de capacitações da CBA voltadas à adoção prática de tecnologia e inovação no ambiente de negócios.

Serviço

Imersão: IA Business Assistant

Data: 28 de fevereiro

Horário: 8h

Local: Hub Cerrado – Goiânia

Inscrições: https://www.asaas.com/c/wkqreuhqnrngguzq 

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Casamento no litoral cearense

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Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.

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Café da Tarde

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Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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