Modelo bem sucedido da capital, em que parques públicos são urbanizados graças a parcerias entre prefeitura e incorporadoras, é adotado por outras prefeituras. Um exemplo é Trindade, que ganhará uma área verde para o lazer graças à cooperação entre iniciativa privada e poder público
Referência nacional quando o assunto é preservação e implementação de áreas verdes, Goiânia deve aos seus parques e bosques grande parte da sua fama de ser uma das cidades com melhor qualidade de vida no Brasil. Segundo a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), a capital possui uma média de 94 m² de área verde por habitante, índice bem acima dos 12 m² por pessoa preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Boa parte dos 32 parques e bosques de Goiânia foram viabilizados graças a parcerias público-privadas (PPPs). Dentre os exemplos mais conhecidos estão o Parque Vaca Brava, no Setor Bueno; e o Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, dois famosos cartões postais da cidade, que tiveram sua implantação e preservação facilitadas por meio das PPPs com incorporadoras. Mais recentemente, na região do Parque Oeste Industrial, foi implantado o Parque Sebastião Júlio Aguiar.
Esses famosos espaços públicos da cidade são equipamentos urbanos fundamentais para a promoção da qualidade de vida na cidade, mas nem sempre o poder público tem recursos para fazer o investimento. “Em alguns casos, os parques foram uma contrapartida ou as incorporadoras receberam, como pagamento, a outorga para poderem aumentar o número de pavimentos de prédios. Mas há situações em que foi uma doação”, explica Adriano Artiaga, jurista e tabelião que já assessorou inúmeras construtoras na estruturação jurídica destes acordos.
Os espaços verdes atraem a população e, naturalmente, geram a ocupação e valorização imobiliária. Esse modelo de parceria entre iniciativa privada e poder público, que tão bem funcionou em Goiânia, chega também ao interior do estado e a importantes cidades da região metropolitana da capital. Exemplo disso é Trindade, que irá ganhar um parque dentro da cidade por meio de uma parceria entre a prefeitura e a Aoka Urbanismo.
A empresa irá implantar na região da Chácara Santa Luiza o Parque Santíssimo Leonardo Rezende. Com área de 26 mil m², ele prevê sete praças temáticas: a Praça da Fé, que contará com uma capela ecumênica representando as 14 estações da Via Sacra; Praça da Feirinha, disponibilizando pontos de água e energia para receber os feirantes e food trucks; Praça da Meninada, com playground e piso com esguicho de água; Praça da Juventude, com quadras de esportes e pista de skate; Praça Pet, um ambiente voltado para quem gosta de curtir um passeio com seus pets; Praça da Maturidade, com mesas de jogos e espaço para piqueniques; e por fim a Praça da Paz, com um bosque com acesso a mesa d’água. Para melhor receber a todos, a praça contará ainda com mais de 60 vagas de estacionamento e quiosques sanitários.
O equipamento está sendo montado ao lado do lançamento que a incorporadora fará na cidade, o Santíssimo Casa e Lazer, mas será aberto ao público. O investimento será uma doação para a prefeitura. “Nosso propósito é proporcionar a qualidade de vida por meio de nossos empreendimentos e, para isto, é fundamental olhar além dos muros e dar nossa contribuição para a cidade”, destaca Adriano Artiaga, que também é diretor da Aoka Urbanismo.
O parque será uma doação ao poder público, mas ele continuará contando com a colaboração da sociedade civil em sua manutenção. Adriano Artiaga explica que um convênio com a associação dos futuros moradores do condomínio irá garantir a manutenção do parque. Para viabilizar o custo dessa manutenção, o convênio prevê que a renda obtida com merchandising, aluguel dos espaços para a feirinha e food trucks e da capela para eventos, seja revertida para a manutenção do espaço.
A expectativa é que a obra do parque seja concluída em duas fases, sendo a primeira nos próximos 4 anos, com a construção das sete praças. O projeto do Parque Santíssimo contou com a participação dos escritórios Grupo Quatro Arquitetura e Urbanismo, Norden Arquitetura e Cardim Paisagismo.
Outros exemplos
Espaços de lazer e de bem-estar para a população. Esses são os motivos que levaram a Localiza Imóveis a projetar um parque para o bairro planejado Reserva do Bosque, em Abadia de Goiás. O município, que fica a apenas 14 quilômetros de Goiânia, recebe o Parque do Lago, onde fica o Lago da cidade, região com cerca de 88 mil metros quadrados, com lago e área verde preservada. Para se ter ideia do tamanho, ele é maior que o Parque Vaca Brava, em Goiânia. Quando ficar pronto, o parque terá pista de caminhada e cooper, ciclovias, academia ao ar livre, playground, espaço pet e quadra poliesportiva.
No entorno de Brasília, Valparaíso de Goiás é outro exemplo de cidade que recebe a implantação de um novo parque por meio de uma PPP. Batizado como Parque do Mirante, a nova estrutura vem sendo instalada dentro da cidade criativa Reserva do Vale. Ao todo, o parque receberá o plantio de 4.500 mudas de espécies como ipê roxo, ipê branco, pau ferro, pau brasil, aroeira, flamboyant e quaresmeira, além de frutíferas, como pitanga, goiaba, manga, graviola, pequi, acerola, amora, cajá, caju e fruta do conde. As mudas plantadas se unirão às 2.500 árvores já existentes no parque, que será desenvolvido em área de 35.200 metros quadrados.
Paralelamente, serão instalados os equipamentos do parque, que receberá teatro de arena, espelho d’água, pista de caminhada, um mirante de contemplação, cobertura wi-fi, entre outros atrativos. Uma área gastronômica será implantada na avenida principal em lotes com duas frentes, para avenida e para o parque. A expectativa é que o Parque do Mirante seja entregue à população ainda em 2024.
Já em Anápolis, mais precisamente no bairro Jundiaí, há o Parque Ambiental Ipiranga. Inaugurado em 2010, os trechos do parque foram assentados sobre uma antiga floricultura municipal, onde se preservou a cobertura vegetal antes existente, com árvores nativas e cinquentenárias, e sobre uma área antes abandonada. Aberto à população, o local dispõe de pista de caminhada; pista para ciclismo/patins; caramanchões; um mirante que dá vista para todo o parque; dois lagos com pequenas pontes, pequeno bosque; teatro de arena; área de ginástica para pessoas da 3ª idade; banheiros; quiosques; orquidário; centro de estudos ambientais; lanchonetes e área de lazer para as crianças.
Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.
Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.
E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.
Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.
Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.
Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.
E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.
E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.
O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.
Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.
Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.
É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.
Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.
E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.
Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.
O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.
Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.
O conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes, e o primeiro vice-governador do Estado, Darci Martins Coelho, foram homenageados na última quinta-feira (29) pela Câmara Municipal de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.
Na ocasião, José Wagner Praxedes recebeu o título de Cidadão Honorário, enquanto Darci Martins Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Araguatinense, em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições para o Estado do Tocantins.