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João Vitor Paiva vai fazer palestra em congresso internacional sobre educação especial em Goiás.

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Ativista com síndrome de Down e influenciador com mais de 1 milhão de seguidores participa do maior evento público do país nas áreas de Educação Especial e Atendimento Psicossocial.

O ativista João Vitor Paiva vai fazer uma das palestras do II Congresso Internacional de Educação Especial e do I Congresso de Atendimento Psicossocial do Estado de Goiás, marcado para os dias 2 a 5 de março de 2026.

Será presencial com transmissão ao vivo, ppp o evento reúne profissionais, estudantes, pesquisadores e famílias para discutir inclusão, políticas públicas e o funcionamento da rede de atendimento.

Com síndrome de Down, João Vitor transformou a própria história em ferramenta de enfrentamento ao preconceito.

É influenciador digital (@jvdepaiva), soma mais de 1 milhão de seguidores entre Instagram e TikTok e usa as redes para falar de autonomia, acesso a direitos e presença das pessoas com deficiência em todos os espaços.

A palestra parte dessa vivência.

O tema — “Diagnóstico não é destino: acredite no seu filho” — dialoga diretamente com pais, educadores e profissionais que lidam com o atendimento educacional e psicossocial.

A proposta é desconstruir a ideia de limite imposto pelo diagnóstico e apresentar caminhos concretos de inclusão na escola, no mercado de trabalho e na vida social.

A trajetória que sustenta a fala passa por diferentes áreas.

João Vitor é o primeiro aluno com T21 a se formar em Educação Física pela PUC-Goiás, ator — protagonista do filme Colegas e o Herdeiro e com atuação na minissérie E, agora, quem fica com a mamãe?, do SBT —, modelo e Jovem Ativista do Unicef, sendo um dos cinco brasileiros escolhidos para integrar o grupo de 100 lideranças jovens globais do fundo.

Em 2024, foi eleito o melhor influenciador do Brasil na categoria Diversidade e Inclusão pelo Prêmio iBest.

Apresentado pela organização como o maior evento público do país nas áreas de educação especial e atendimento psicossocial, o congresso terá transmissão ao vivo, carga horária de 25 horas e programação com mesas temáticas, relatos de experiências e debates sobre formação de professores e acolhimento às famílias.

As inscrições seguem abertas em plataforma digital.


João Vitor de Paiva leva ao congresso palestra sobre preconceito, autonomia e inclusão de pessoas com deficiência

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Casamento no litoral cearense

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Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.

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Café da Tarde

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Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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