Lélio Vieira Carneiro Júnior e Weberth Moreira se preparam para oito etapas marcadas por areia, pedras, serras, trial e muita navegação no maior rally das Américas. A competição acontece entre 22 a 30 de agosto e passa por Goiás, Bahia, Tocantins e Maranhão
O tamanho do desafio ficou mais claro durante o briefing geral destinado aos competidores. A organização apresentou as características das especiais e detalhou um roteiro que reúne praticamente todos os elementos capazes de testar uma dupla de rally. Para Lélio e Weberth, será uma prova em que a sintonia dentro do carro terá peso decisivo. O próprio briefing reforçou que, por se tratar de rally raid, nem toda curva estará necessariamente indicada na planilha. Isso exige do piloto capacidade permanente de leitura visual do terreno, enquanto o navegador precisa manter precisão absoluta nas referências e mudanças de direção.
Desafios de cada etapa
Ao todo, serão oito etapas, reunindo carros, motos, UTVs e production em diferentes tipos de terreno e desafios de navegação. O primeiro dia terá uma especial de 342 quilômetros marcada por pedra, cascalho e piçarra. No segundo, o cenário muda e inclui um setor com mais de 40 quilômetros de areia pesada, além de navegação e veredas. Na terceira etapa, a velocidade será combinada com trechos estreitos, serras e grandes áreas agrícolas. É também um dia que exigirá planejamento especial das equipes de apoio por causa da logística dos abastecimentos e da chegada à maratona.
A quarta etapa reserva um dos momentos mais aguardados, o Jalapão. A organização definiu a especial como “100% Jalapão”, com 304 quilômetros de trecho cronometrado e uma combinação de areia, veredas, navegação, piçarra e setores inéditos. É justamente nesse tipo de terreno que a parceria entre piloto e navegador ganha ainda mais importância. Em locais onde velocidade, areia e referências de navegação se misturam, qualquer hesitação pode custar minutos preciosos.
A sequência não dará descanso à Fifi Rally Team. A quinta etapa reúne estradas sinuosas, lombas, mata-burros e uma forte passagem de serra. A organização alertou especialmente para trechos estreitos, baixa visibilidade e abismos, situações que tornam a tomada de decisão dentro do carro ainda mais crítica. Na sexta etapa, uma passagem inédita pela região do Acaba-Vidas. Parte do caminho foi aberta recentemente e receberá os competidores pela primeira vez. Será um setor estreito e sinuoso, cercado por desníveis e com possibilidade de visibilidade comprometida pela vegetação e pela poeira.
A sétima etapa mantém a alternância de terrenos, passando por riachos, estradas rápidas, novas trilhas em propriedades rurais e zonas agrícolas que exigirão atenção especial à navegação. E quem imaginar que a última etapa servirá apenas para administrar o resultado poderá ser surpreendido. Serão 126 quilômetros de especial no oitavo dia, com estradas estreitas, mata-burros, setores sinuosos e trial.
Preparação começa antes da largada
Para a Fifi Rally Team, a disputa efetivamente começa antes do primeiro trecho cronometrado. O shakedown terá papel importante na checagem do carro e dos sistemas utilizados durante a competição. A organização orientou as equipes a aproveitarem o percurso para testar as funções do sistema Trucks, especialmente alertas de ultrapassagem e comunicação em situações de pane.
O prólogo também será um teste relevante. Com cerca de cinco quilômetros, terá fiscalização para coibir cortes de percurso e manterá os limites de velocidade previstos para cada categoria. O resultado ajudará a determinar a sequência esportiva que antecede as oito etapas. É nesse cenário que Lélio Vieira Carneiro Júnior e Weberth Moreira levam as cores da Fifi Rally Team para mais um Sertões. A missão começa com velocidade, mas está longe de terminar nela.
Em uma edição desenhada para mudar constantemente de terreno e ritmo, a dupla terá de combinar agressividade e cautela, confiar na navegação e preservar o equipamento. Porque, neste Sertões, o desafio não estará apenas em ser rápido. Estará em saber exatamente quando acelerar, quando respeitar o terreno e como permanecer competitivo até o último quilômetro.
Cobertura inédita
Os apaixonados por velocidade poderão acompanhar de perto todos os detalhes do Rally dos Sertões 2026 com a Roxo Sports, emissora fará a transmissão ao vivo pelos próximos cinco anos. A tecnologia própria Roxo Live estará instalada em mais de 30 competidores, com imagens complementadas por mais de 20 pontos de captação, entre drones e câmeras externas, além de três repórteres e mais de 50 links de satélite simultâneos. A operação contará ainda com mais de 60 profissionais e 12 veículos de apoio.
Dora Teruel – Kasane
Assessora de Imprensa