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O caminho das pedras. Chumbo Gordo Coluna Carlos Brickmann

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A determinação do ministro Alexandre de Moraes, de investir contra oito empresários bolsonaristas de porte, parece estranha: por mais golpistas que sejam suas opiniões, eram divulgadas entre amigos, num app particular, de conversa, sem sinal de articulações externas, exprimindo pensamentos, não ações. É uma conversa entre amigos, só que por escrito. Por que uma reação tão dura do ministro?  Será legal invadir uma conversa particular e utilizar o aparato de força à disposição da Justiça contra quem apenas dá sua opinião? A este colunista parece censura. Mas este colunista nada entende de Direito.

Há, apesar das aparências, duas coisas pouco habituais. A primeira é que a conversa entre os empresários não era assim tão privada, tanto que vazou para um dos colunistas mais importantes do país, Guilherme Amado, do Metrópoles, de Brasília, que alcança ampla (e merecida) repercussão. Quando Amado divulgou alguns posts, mais de 50 empresários deixaram o grupo. Um empresário dos que sobraram defendia o uso da mentira em favor de Bolsonaro, pois estava em guerra contra o eventual retorno de Lula e PT.

A segunda é que Alexandre de Moraes não ordenaria busca e apreensão sem ouvir um amigo ponderadíssimo, o ex-presidente Michel Temer. Não é difícil supor que, tendo as mensagens vazado, Moraes aproveitou a chance para verificar se os oito empresários não estão por trás do financiamento das fake news, ou até articulando ativistas dispostos a tudo para dar o golpe.

A lista dos atingidos

Os empresários submetidos à busca e apreensão são José Isaac Peres, da rede Multiplan de shopping centers; André Tissot, grupo Sierra; Luciano Hang, Havan; Meyer Nigri, Tecnisa; Marco Aurélio “Morongo” Raimundo, Mormaii; Ivan Wrobel, Construtora W3; José Koury, Barra World Shopping; e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu. Todos têm condições para reagir à medida e, caso a comprovem ilegal, de criar problemas para Moraes.

Vai negar

Se o caro leitor confia 100% em Bolsonaro, deve pular para a nota abaixo, em vez de se irritar. Mas é verdade: no início de semana, Bolsonaro contratou um marqueteiro, cujo nome ainda não foi possível apurar, numa tentativa de buscar as intenções de voto que o separam de Lula. Se o presidente tomar conhecimento desta nota, irá desmenti-la. O marqueteiro era reivindicação antiga de Flávio, o filho mais velho de Bolsonaro e o mais enfronhado na política.

A ideia até agora era vetada por Carlos, o filho 02, que confia mais em suas ideias de desconstrução da imagem dos adversários. Não foi possível apurar se Carluxo concordou com a contratação (desde que não interfira no seu trabalho) ou se foi vencido. Se foi vencido, logo reclamará em público.

Falou e disse 1

O presidente Bolsonaro já disse publicamente, em 25 de abril de 2019, que o Brasil “não poderia ser um país do mundo gay, de turismo gay, pois temos famílias”. Complementou: “Quem quiser vir ao Brasil fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”.

Falou e disse 2

Lula preferiu um comício: “Mão de homem não foi feita para bater em mulher. Quer bater em mulher, vai bater em outro lugar, mas não dentro de sua casa ou no Brasil, porque nós não podemos aceitar mais isso”.

Falava e dizia

Lembra de Sebá, codinome Pierre, último exilado ainda na Europa depois da anistia? Sebá, de Paris, telefonava para sua mulher Madalena, que lhe contava as últimas novidades – inclusive a inflação galopante, que a impedia de comprar a passagem de volta. Imagine Sebá, hoje, sendo informado de que Alckmin é vice na chapa de Lula e circula com bonezinho do MST. Ou de que o responsável pela Infraestrutura no Governo Dilma, Tarcísio de Freitas, é o candidato do presidente Bolsonaro a governador de São Paulo. Nem Tarcísio deve ter acreditado, mas pegou um bom mapa e descobriu que no Brasil há um Estado com esse nome.

Temos também um caso bom no Paraná. Lá, o ex-juiz Sérgio Moro, que foi ministro de Bolsonaro e saiu atirando, que é tratado como traidor pelo presidente, tenta voltar ao velho e confortável abrigo: diz que ele e Bolsonaro “têm o mesmo adversário”.

Como diria Sebá, “Qu’est-ce que c’est, Madalena? Não quer que eu volte, arrumou outro? Seja franca, amancebou-se?”

Tela quente

Nesta semana, entrevistas no Jornal Nacional com os candidatos à Presidência. Na quinta, Lula; na sexta, Simone. No domingo, debate, o primeiro da campanha, organizado por UOL, Folha de S.Paulo, Rede Cultura e Rede Bandeirantes, às nove da noite. Pela primeira vez, se ninguém fugir da raia, Bolsonaro e Lula se defrontarão. Nas pesquisas do início da semana, da FSB/BTG, Lula lidera com 45% – o mesmo índice anterior. Bolsonaro subiu 2 pontos, ainda na margem de erro, e tem 36. Ciro caiu de 8 para 6%.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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Homenagens

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O conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes, e o primeiro vice-governador do Estado, Darci Martins Coelho, foram homenageados na última quinta-feira (29) pela Câmara Municipal de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

Na ocasião, José Wagner Praxedes recebeu o título de Cidadão Honorário, enquanto Darci Martins Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Araguatinense, em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições para o Estado do Tocantins.

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Expositores levam inteligência artificial para o dia a dia das indústrias

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Soluções baseadas em IA ganham força entre os participantes da feira de inovação e tecnologia industrial, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O número de indústrias no Brasil que utilizam soluções de inteligência artificial (IA) mais que dobrou em dois anos, segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento, feito com 1.731 empresas de um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados, mostra que o uso de IA nas indústrias brasileiras saltou 163% entre 2022 e 2024.

A pesquisa aponta que a adoção da tecnologia cresce conforme o porte da empresa.

Nos negócios com 500 ou mais funcionários, 57,5% utilizam soluções de IA. Nas companhias que têm entre 250 e 499 empregados, o índice é de 42,5%, e cai para 36,1% naquelas com 100 a 249 trabalhadores.

Aproximar a IA da realidade fabril é um dos objetivos da 3ª Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana (Expoind), que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O evento reúne fornecedores de serviços, insumos, equipamentos e tecnologia. Grande parte dos cerca de 80 expositores apresentará inovações baseadas em mecanismos de IA.

Photovoltaics factory engineer uses artificial intelligence to improve solar panels efficiency. Solar panels manufacturing plant worker uses AI technology to research cheaper solar solutions, camera A

IA aplicada a vendas

A goiana Nectar Soluções, especializada em softwares de CRM e gestão comercial para indústrias e distribuidoras, apresentará agentes de IA voltados para automação e suporte ao processo de vendas, que funcionam como gestores virtuais.

A tecnologia integrada aos programas da empresa permite fazer previsões de vendas e projeções de faturamento com base no histórico de negociações.

“O agente de IA conta com um assistente de texto que corrige e reescreve as informações nos campos do CRM.

A ferramenta também enriquece os contatos comerciais por meio de pesquisas automáticas de dados, preenchendo cadastros com nomes de empresas, cargos e canais de contato”, afirma Arthur César de Siqueira, diretor de operações da Nectar Soluções.

A expositora também mostrará um agente focado em mentoria de negócios.

“É uma ferramenta que sugere os próximos passos para aumentar as chances de fechamento de um contrato. Esse mentor direciona potenciais clientes para os vendedores, acompanha o desempenho da equipe e aponta melhorias nas abordagens”, diz Siqueira.

Esta é a segunda participação da Nectar Soluções na Expoind. De acordo com o executivo, o evento anterior trouxe retorno estratégico e financeiro.

“No ano passado, investimos cerca de R$ 35 mil no estande e, com as rodadas de negócios e os contatos feitos na feira, fechamos cerca de R$ 100 mil em contratos nos meses seguintes”, afirma. 

Desafio na qualificação profissionalO presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, afirma que um dos propósitos da feira é democratizar o acesso às novas tecnologias e indicar caminhos para a capacitação de mão de obra.

“Vivemos um momento desafiador e de grande potencial no processo produtivo.

É preciso preparar estudantes e profissionais para uma realidade em rápida mudança”, diz.

O estande do Sistema Fieg apresentará oportunidades de qualificação e tecnologias como robótica, realidade virtual e aumentada e impressão 3D.

A indústria goiana criou 12.111 empregos formais no primeiro semestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 11.423 vagas.

O índice ficou acima da média nacional, de 1,6% no período, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Goiás teve o sexto maior crescimento entre as 27 unidades da federação.

Apesar do crescimento na geração de postos de trabalho, o setor enfrenta o desafio de qualificar profissionais para a indústria digital.

Um levantamento de 2024 do IBGE mostrou que 89% das empresas industriais brasileiras utilizavam tecnologias avançadas.

No entanto, a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que apenas 54,2% dos brasileiros têm habilidades digitais altas ou médias-altas (como uso de IA e programação de softwares).

Em tarefas complexas, o porcentual cai para 44,5%.

COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

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