Siron Franco
Marcos Gomes exclusivo para o D9
Goiânia poderá ganhar um novo cartão postal, com o monumento “A Clave de Sol”, do pintor goiano, escultor e diretor de arte, Siron Franco, em homenagem ao maior movimento cultural musical de sua história, que a transformou na “Capital Brasileira da MPB ao Vivo nos Bares”. A ideia foi sugerida ao artista plástico, natural da Cidade de Goiás e que está completando 55 anos de carreira pelo jornalista Marcos Gomes, autor dos documentários “Bons Tempos Goiânia” e “O Criador do Cliff”.
Conforme o projeto de Siron Franco, cujas obras estão presentes nos mais importantes museus do Brasil e do mundo, como: MASP e MAC (São Paulo), MNBA (Rio de Janeiro), MON (Curitiba), Metropolitan Museum of Arts em Nova York e no Museu de Arte Contemporânea do México, o monumento terá 4 metros de altura, todo em aço espelhado e será instalado na Praça Tamandaré, que foi o epicentro desse movimento, ocorrido entre a segunda metade da década de 70 e o início dos anos 90.

Embora tenha a simpatia da Secretaria Municipal de Cultura, cujo Conselho do Patrimônio Histórico-Cultural declarou esse movimento bem do patrimônio cultural imaterial, Siron Franco busca o apoio da iniciativa privada à sua construção. A Praça Tamandaré ficou famosa no período daquele movimento por reunir em seu entorno dezenas de bares com o melhor da MPB ao vivo, em apresentações de artistas nacionais e goianos, os quais terão os seus nomes gravados na Clave de Sol, de Siron Franco.
No epicentro da Praça Tamandaré pontuaram o Beto´s Bar, de Odilon Carlos e Anete Teixeira; Degraus, do professor Rubão; Cliff´s, de André Custódio; Cavalhadas, do cartunista Jorge Braga; Ciriu´s, do Ricardo Ferreira e seu genro José Cosac; Zero Bar, de Reginaldo Bufaiçal e Julinho Vaz; Don Quixote, dos irmãos Tuca e do Walmir; Tot´s, do Ruilon; Zero Grau; Casa da Gente e Beb’s bar, de Perseu Matias e outros; Latitude 2000, do Luiz Brasileiro; Jota´s, do Melo; Flor da Pele, de Gilberto Correia e muitos outros.

Siron Franco é autor de outras obras expostas em logradouros públicos, como: o Monumento à Paz Mundial, localizado no interior do Bosque dos Buritis, no Setor Oeste e o Monumento às Nações Indígenas, um dos símbolos nacionais da comemoração dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.