Na próxima sexta-feira (14), o Projeto Reexistir realiza sua quinta edição no Complexo Conecte Arte, no Jardim América, em Goiânia. Entre os destaques estão a cantora Key Lamour e o cantor Pedro Paranhos, além das participações especiais das cantoras Rainy Ághata e Regina Jardim. O artesanato também tem espaço garantido. O artesão Ireno Campos foi o selecionado desta edição, apresentando ao público um pouco de sua produção autoral e sua trajetória artística.
Raiany Ághata
Rainy Ághata é cantora desde 1997, com atuação marcante na MPB, samba, bossa nova e rock. Em 2025, foi homenageada com a medalha Dona Ivone Lara, sendo a única artista goiana a receber essa honraria no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde se apresentou ao lado de André Lara, neto da grande sambista. Neste mesmo ano, realizou um circuito artístico entre Rio e São Paulo, consolidando sua presença na cena nacional. Sua trajetória é marcada por participações em importantes projetos culturais como o festival O Sentir Delas (3ª edição), Bem Bolado Cultural e Reexistir. Rainy também se destaca por seus shows temáticos, como Sambalançou – Samba na Era do Rádio, Momentos e Recordações (com a banda Granfieira e Rainy Ághata), Quintal Verde Anil e o atual espetáculo Cores do Brasil. Com esses trabalhos, circulou por diversas cidades de Goiás e Goiânia, levando sua música e sensibilidade por onde passa. Em 2002, viveu em Barcelona (Espanha), onde se apresentou em pubs e participou de festivais, ampliando ainda mais sua vivência artística e multicultural.
Regina Jardim
Sensível, amiga e dona de um sorriso encantador, essa seria a síntese de uma artista cheia de talentos. Regina Jardim é conhecida por ter uma voz única, capaz de inebriar qualquer público. É também designer, fotógrafa e terapeuta por formação. Mas, o amor pela música é bem maior. Sentimento esse que a move ecoando sons e confiante de que em sua jornada haverá muitas outras oportunidades.
PEDRO PARANHOS
Pedro Paranhos é musicoterapeuta em formação pela Universidade Federal de Goiás e artista que navega entre o regional e o psicodélico, criando paisagens sonoras onde o romantismo e a autoanálise se entrelaçam. Suas letras são espelhos de encontros intensos — com o outro e consigo mesmo — transformando descobertas afetivas em canções que reverberam entre raízes e experimentação.
Key Lamour
Key L’amour, Ativista Cultural, Social, Ambiental e dos Direitos Humanos de forma independente. Multi artista: Cantora, Compositora, Escritora, Produtora Musical, Artística e Cultural.
Banda de apoio: músicos talentosos que transformam cada apresentação em uma experiência única.
Leandro Mourão (Violão), Arthur Dornelas (Teclado), Rafa Teixeira ( Percurssão)* e Ingrid Lobo (Guitarra)
1- Leandro Mourão: Violonista, guitarrista e compositor, graduado em instrumento (violão) pela Universidade Federal de Goiás. Atua profissionalmente desde os 20 anos como músico acompanhante e integrante de diversos grupos de choro, MPB, samba e forró. Foi professor de violão no Instituto de Educação em Artes Gustav Ritter e professor substituto na UFG. Participa de grupos como Borandá, Sussuarana, Trio Casca Grossa e Banda Tropicana, além de desenvolver um trabalho autoral em projeto solo e de composições instrumentais. Seu repertório transita entre o violão brasileiro tradicional e a música contemporânea, com ênfase em choro e música instrumental. Também atua no projeto “Trilhas a Go Go”, que relembra trilhas de novelas clássicas em releituras instrumentais. Com uma carreira marcada pela versatilidade e profundidade musical, Leandro já se apresentou em palcos importantes, sempre valorizando a música brasileira em suas múltiplas expressões.
2- Arthur Ornelas: músico, compositor e produtor musical. É co-fundador de vários grupos musicais como Artwo, Peixefante, Pó de Mico, Russo Negro, Nova Esquina Tropical, No Technique e atua como produtor e músico em vários outros projetos como Artur, Augustieners, Fera Groove, Pedra Bruta, Chave de Fenda, Red Pocket, além de acompanhar outros art istas, tendo tocado em grandes festivais e casas de show por várias cidades do pais.
3- Raphael Fernandes Teixeira é artista independente, autodidata e versátil. Nascido em 28/04/1982, reside em Goiânia desde 2002. Tem como principal característica o dinamismo em rítmicas variadas. Através de elementos percussivos, constitui, entre timbres e levadas, uma experiência sonora inovadora, carregada de influências etéreas caracterizadas pela vasta musicalidade brasileira.
4- Ingrid Lobo iniciou sua atuação no cenário goiano com apenas 7 anos, participando de diversos festivais musicais, programas de televisão locais e nacionais, além de apresentações em todo o território nacional. Licenciada no ensino do instrumento musical – Guitarra-elétrica, pela Universidade Federal de Goiás, hoje a artista acumula experiências em diversas formas de atuação musical. Trabalhou como guitarrista, cantora e produtora musical na “Banda Young” durante 6 anos. Acompanhou artistas de renome nacional como o baterista Chocolate e o cantor Saulo (ex integrante da Banda Eva). Atualmente, integra as bandas Terra Cabula, Manaié e Banda Madá. Também integra o duo instrumental DUA, com a baixista Rayssa Almeida e o duo NÓS, em parceria com o baterista e compositor Bernardo Aguiar, atuando como guitarrista, violonista, cantora e produtora musical. Produziu seu EP autoral solo “Soaria Bem”, lançado em 2016 de forma independente, como cantora, guitarrista e compositora.
Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.
Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.
Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.
E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.
Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.
Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.
Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.
E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.
E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.
O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.
Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.
Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.
É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.
Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.
E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.
Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.
O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.
Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.