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Ração mais barata não garante lucro: eficiência do boi vira peça-chave no confinamento.

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*Ração mais barata não garante lucro: eficiência do boi vira peça-chave no confinamento.

Mesmo com queda no custo da alimentação, maior permanência dos animais no cocho pode encarecer a arroba produzida; genética, manejo e acompanhamento individual ajudam a explicar diferenças de desempenho.

O preço da ração caiu, mas isso não significa necessariamente mais lucro para o pecuarista.

No confinamento bovino, o resultado econômico depende não apenas de quanto custa alimentar o rebanho, mas principalmente da capacidade de cada animal de transformar a dieta consumida em ganho de peso e, posteriormente, em carcaça.

Dados recentes do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) ajudam a demonstrar esse cenário. Em agosto, o custo alimentar dos confinamentos no Centro-Oeste apresentou redução de 9,38%.

No mesmo período, porém, o tempo médio de permanência dos animais no cocho passou de 99 para 107 dias, enquanto a produção recuou de 8,08 para 7,81 arrobas por cabeça.

Como consequência, o custo da arroba produzida registrou aumento de 11,07%.Para o médico-veterinário, pecuarista e confinador Edgar Scatena Filho, presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã (GO), os números reforçam a necessidade de o produtor olhar além do preço dos ingredientes utilizados na dieta.

“Se o produtor olhar somente o preço da ração ou do milho, pode acabar fazendo uma avaliação rasa e até equivocada.

O que precisamos observar é quanto custa efetivamente produzir cada arroba. Existem diferentes produtos e tecnologias nutricionais que podem proporcionar desempenho semelhante ou até superior, e é o resultado final que precisa entrar nessa conta”, explica.

Mesma dieta, resultados diferentes

Dentro de um mesmo confinamento, dois bovinos recebendo a mesma alimentação e submetidos às mesmas condições de manejo podem terminar o ciclo com resultados diferentes.

Segundo Scatena, um dos principais fatores capazes de explicar essa diferença é a genética.

“Dois animais com a mesma dieta podem, e geralmente vão, apresentar desempenhos diferentes em ganho de peso. Isso também gera resultados econômicos diferentes.

A genética individual tem influência importante nesse processo. Mesmo quando trabalhamos com animais da mesma raça, podemos encontrar diferenças significativas de desempenho”, afirma.

Essas diferenças podem aparecer não apenas no ganho de peso durante o confinamento, mas também no resultado obtido no frigorífico, especialmente no rendimento de carcaça.“

Já existem avaliações mostrando diferenças entre descendentes de determinados touros, principalmente quando observamos características ligadas à carcaça.

No fim das contas, isso se transforma em resultado econômico para o produtor”, acrescenta.A discussão ganha relevância à medida que a pecuária intensifica o uso de avaliações genéticas e de indicadores relacionados à eficiência alimentar.

Uma das características estudadas é o consumo alimentar residual, utilizado para avaliar diferenças na quantidade de alimento consumida pelos animais em relação ao desempenho esperado.

Rastreabilidade ajuda a encontrar o boi mais eficiente.

Para transformar essas informações em decisões dentro da propriedade, Scatena destaca a importância da identificação e do acompanhamento dos animais.

Pesagens ao longo do confinamento e informações obtidas no abate permitem construir um histórico capaz de mostrar quais bovinos entregam os melhores resultados.

É aí que entra a rastreabilidade e uma gestão bem feita dos dados.

Você pesa esses animais ao longo do processo e, no abate, consegue identificar o rendimento de cada um.

Quando conhece também a origem genética, começa a perceber quais linhagens estão entregando melhores resultados e pode usar essa informação nas decisões futuras”, explica.

Na prática, o acompanhamento permite que o pecuarista deixe de avaliar apenas o lote como um todo e passe a entender quais características dos animais estão contribuindo para maior eficiência econômica

*Genética sozinha não resolve*

Apesar da importância crescente da seleção genética, o médico-veterinário ressalta que ela não substitui os fundamentos do confinamento. Sanidade, nutrição adequada, adaptação ao cocho e acompanhamento diário continuam sendo determinantes para que o potencial genético se transforme em resultado.

“Se você não tiver o básico bem feito — sanidade, adaptação, terminação no cocho e acompanhamento diário — não consegue criar uma régua adequada para comparar os animais.

Antes de procurar diferenças genéticas, é preciso garantir que todos tenham condições para expressar o seu potencial”, pontua Scatena.

Para ele, a eficiência econômica do confinamento deve ser analisada a partir de três pilares: manejo nutricional e sanitário, genética adequada ao sistema produtivo e gestão rigorosa dos custos e dos resultados.

“O produtor precisa trabalhar com esse conjunto: nutrição e sanidade bem feitas, genética aplicada à escolha dos animais e gestão dos custos e das ações dentro da propriedade.

É essa combinação que permite buscar mais eficiência na produção da arroba”, conclui.

Em um sistema no qual alimentação, tempo de permanência e desempenho estão diretamente ligados ao custo final, a discussão muda de foco: mais importante do que encontrar simplesmente a dieta mais barata é identificar qual combinação entre alimento, genética e manejo produz mais arrobas de maneira.

eficiente.@sindicatoruralitapirapua

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TJGO lança segundo volume de “Não consta dos autos: histórias de magistrados goianos”

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Literatura, memória e histórias que ultrapassam os limites dos processos judiciais estarão reunidas no lançamento do Volume II do livro Não consta dos autos: histórias de magistrados goianos, no próximo dia 6 de outubro, às 17 horas, no Espaço Cultural Goiandira do Couto, no térreo do prédio do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), em Goiânia.

A obra reúne 40 crônicas de autoria de magistradas e magistrados, que compartilham histórias, experiências, desafios, alegrias e ensinamentos construídos ao longo de suas trajetórias.

São narrativas que revelam uma dimensão mais humana da magistratura, mostrando vivências que, como sugere o próprio título, dificilmente caberiam nos autos de um processo.

Organizado por Altamiro Garcia Filho e Itaney F. Campos, o segundo volume dá continuidade à proposta de preservar e compartilhar a memória do Judiciário goiano por meio da literatura, aproximando o leitor das pessoas e das histórias que também ajudam a construir a Justiça em Goiás.

O lançamento será também um momento de encontro entre autores, integrantes do Judiciário, familiares, amigos e convidados, celebrando a literatura como instrumento de memória, cultura e conexão entre gerações.

Promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por meio da Comissão Permanente de Memória e Cultura, o evento é aberto ao público.

Serviço:

Lançamento de Não consta dos autos: histórias de magistrados goianos – Volume II.

Data: 6 de outubro de 2026.

Horário: 17 horas.

Local: Espaço Cultural Goiandira do Couto — térreo do prédio do TJGO, em Goiânia.

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Neurofisiologia da Dor.

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Uma noite dedicada ao conhecimento e aos avanços da neurociência marcou a programação da Liga Acadêmica do Cérebro (LICER), da PUC Goiás.

Realizado na quarta-feira (23), no auditório do Hospital Unique, o encontro reuniu estudantes em torno de dois temas de relevância para a prática clínica:

“Neurofisiologia da dor: do nociceptor ao córtex”, conduzido pelo professor e doutor Ledismar Silva (a dir.), orientador da LICER, e “Neuro-oncologia: da previsão à monitorização neurofisiológica intraoperatória”, apresentado pelo professor e doutor Lórimer, coorientador da Liga.

A iniciativa reforçou o papel da formação acadêmica na aproximação entre ciência, tecnologia e medicina.

Fausi Humberto

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Como fazer a diferença no mundo empreendendo?

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Empresário Ronaldo Dantas conta princípios de sua jornada e orienta sobre como construir um negócio que lhe permita fazer a diferença no mundo no livro Mude de Patamar –

Uma nova forma de pensar.

Riqueza, Carreira e LegadoO Brasil continua entre os principais países com mais empreendedores, conforme dados do relatório Global Entrepreneurship Monitor (Monitor Global de Empreendedorismo).

São mais de 43 milhões de pessoas com negócios próprios. 

Ter uma empresa de sucesso está entre os principais sonhos dos brasileiros, apontam as pesquisas. Mas o cenário de juros altos, a  insegurança da economia do País e o endividamento da população, que bateu recorde neste ano, desanimam muitos brasileiros que já pensaram em ter um negócio.

Ainda assim, é possível trilhar a jornada do empreendedorismo, conforme aponta o empresário e agora escritor Ronaldo Dantas.

Ele reuniu trajetória no mundo dos negócios, e junto com ela os erros, acertos e aprendizados, no livro “Mude de Patamar – Uma nova forma de pensar.

Riqueza, Carreira e Legado”. Ronaldo, assim como muitos brasileiros, precisou recomeçar do zero.

Em 2008 foi demitido de um banco e precisou recomeçar em uma nova profissão sem experiência.

Entrou no mercado imobiliário como corretor de imóveis e iniciou a trajetória que o levaria a construir uma das maiores redes imobiliárias do país. Em 2011, fundou a My Broker com apenas 12 corretores.

Hoje, eleita por três vezes a melhor imobiliária do Brasil, a empresa reúne quase três mil profissionais em 17 estados, com presença internacional, mais de 70 unidades e mais de 12 bilhões em imóveis comercializados nos últimos três anos. 

“Construir um patrimônio sólido, te permite ter liberdade não só para fazer o que quer, mas para escolher não fazer o que não quer”, escreve qual é um dos benefícios de se construir patrimônio através do empreendedorismo – e define que, muito mais que renda, o patrimônio é composto por marca, confiança, reputação, legado, e tudo o que transcende o tempo e te dá liberdade para desfrutar do futuro.

Em 2003.

Dantas ampliou sua atuação ao cofundar outros negócios em incorporação, levando sua visão sobre patrimônio também para o desenvolvimento de empreendimentos, tecnologias e publicidade no ecossistema imobiliário.

Hoje, é reconhecido como um dos principais players do setor tanto em Goiás, com sua imobiliária eleita a melhor do Brasil em 2026 pelo Real Estate AwardsRonaldo parte do pressuposto de que mudar de patamar não é um privilégio para poucos.

É um caminho para quem decide continuar subindo.  Para isso, é necessário uma mudança de mentalidade, que altera de forma definitiva a forma  como você pensa, trabalha, investe e se relaciona. 

No livro, Dantas compartilha os princípios que transformaram sua trajetória da escassez à abundância e apresenta um modelo que ajuda o leitor a identificar em que patamar está, o que está impedindo seu crescimento, e o quais mudanças precisa fazer para subir para o próximo nível. 

Além disso, ele destaca que verdadeira mudança de patamar acontece quando o indivíduo cresce e proporciona crescimento a outras pessoas também. 

“O meu negócio deixou de ser dependente de mim há um tempo.

E foi quando ela ganhou vida própria, movida por gente, marca e ideia, que percebi que a história dela ainda estava só começando”, ressaltou o autor.  

Serviço

Livro: Mude de Patamar – Uma nova forma de pensar.  Riqueza, Carreira e Legado

Autor: Ronaldo Dantas

Editora: Flex Gráfica

Páginas: 107

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