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Robótica eleva precisão no tratamento da endometriose profunda 

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Abordagem minimamente invasiva é indicada para casos complexos e reforça expertise do Einstein Goiânia em cirurgias ginecológicas de alta complexidade 

Doença que acomete cerca de uma em cada dez mulheres brasileiras em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose segue amplamente subdiagnosticada no país. Quando não tratada de forma adequada, pode provocar dores intensas e incapacitantes, comprometer a fertilidade e atingir órgãos como intestino e bexiga. Em Goiás, o Einstein Goiânia consolidou-se como referência na realização de cirurgia robótica para o manejo dos casos mais complexos da doença. 

A ginecologista Luciana dos Anjos, referência em cirurgia robótica para endometriose no Einstein Goiânia, destaca que a tecnologia representa uma evolução significativa em relação à laparoscopia tradicional, especialmente em quadros de endometriose profunda, condição em que as lesões infiltram estruturas delicadas, como ureteres, bexiga, intestino e paramétrios. “A plataforma robótica oferece visão tridimensional ampliada em alta definição e instrumentos articulados que garantem movimentos mais precisos e estáveis. Esses recursos facilitam a dissecção em áreas de difícil acesso e contribuem para uma maior preservação funcional”, explica. 

Embora o tratamento clínico baseado no bloqueio hormonal seja a abordagem inicial na maioria dos casos, a intervenção cirúrgica passa a ser indicada quando há dor persistente e incapacitante, comprometimento funcional de órgãos, obstrução intestinal, lesões extensas em bexiga ou intestino, presença de endometriomas volumosos ou, ainda, em algumas situações de infertilidade. Nesses cenários, o objetivo cirúrgico é remover integralmente as lesões visíveis, preservar a anatomia e prevenir complicações futuras. 

Segundo a especialista, a endometriose profunda pode infiltrar estruturas cruciais do aparelho reprodutor, digestivo e urinário, demandando uma equipe experiente e, muitas vezes, atuação multidisciplinar. “A tecnologia robótica torna mais precisa a dissecção em regiões complexas, o que favorece a preservação da função dos órgãos. Tanto quanto a tecnologia, a expertise da equipe e a remoção criteriosa de todos os focos da doença são determinantes para melhores resultados a longo prazo”, complementa. 

Por ser um procedimento minimamente invasivo, a cirurgia robótica costuma proporcionar recuperação mais rápida e confortável. A paciente, em geral, recebe alta em até 24 horas, com deambulação precoce e bom controle da dor. O retorno às atividades leves ocorre em poucos dias, enquanto a retomada de esforços maiores depende da extensão do procedimento, especialmente quando há abordagem intestinal ou urinária. 

Diagnóstico da doença 

A dor é um dos principais sinais de alerta da doença. Segundo o ginecologista José Ricardo Lopes Filho, também do Einstein Goiânia, ela pode se manifestar como cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica fora do período menstrual ou dor durante a relação sexual. Alterações urinárias, como ardência ao urinar, e sintomas intestinais também são frequentes. Em muitos casos, a investigação diagnóstica tem início a partir da dificuldade para engravidar. “É importante que a mulher procure avaliação sempre que perceber que a dor não é habitual ou começa a interferir em sua rotina”, orienta. 

O médico explica que a endometriose pode exercer impacto direto sobre a fertilidade. O processo inflamatório contínuo favorece a formação de fibrose, que distorce a anatomia pélvica e compromete o funcionamento das trompas, dificultando o encontro entre óvulo e espermatozoide. Além disso, os endometriomas ovarianos podem substituir o tecido saudável, reduzindo a reserva ovariana e contribuindo para quadros de infertilidade. 

O diagnóstico da endometriose se apoia em três pilares fundamentais: história clínica detalhada, exame físico e exames de imagem, como ressonância magnética da pelve e a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal. Na maioria dos casos, o tratamento inicial da doença é clínico, com bloqueio hormonal e analgesia. Fisioterapia pélvica e acompanhamento nutricional complementam o cuidado, ajudando a controlar sintomas e, em algumas situações, evitando a necessidade de cirurgia.

Sobre o Einstein Goiânia   

O Einstein Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo, inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo ortopedia e pediatria, UTI e serviço de transplante de medula óssea. Em março de 2024, passou a oferecer atendimento pediátrico completo, cobrindo desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 1.500 procedimentos realizados até o primeiro semestre de 2025. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 30 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região. 

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Grupo Ramasa inaugura primeira concessionária Jetour em Goiânia

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Nova loja apresenta ao público SUVs da marca chinesa que aposta em tecnologia híbrida e design robusto

Goiânia passa a contar com a primeira concessionária da Jetour em Goiás. A unidade será inaugurada pelo Grupo Ramasa no dia 12 de março, às 19h, na Ramasa Auto, localizada no Setor Bueno, ampliando a presença da marca chinesa no mercado brasileiro.

Durante o evento de abertura, convidados poderão conhecer de perto alguns dos principais modelos da montadora, entre eles os SUVs Jetour T1, Jetour T2 e Jetour S06, veículos que integram a nova geração de utilitários esportivos desenvolvidos com foco em tecnologia, eficiência energética e conectividade.

Entre os diferenciais apresentados pela marca estão sistemas híbridos plug-in, maior autonomia de condução e um conjunto de recursos tecnológicos voltados à segurança e ao conforto dos ocupantes. Os modelos também chamam atenção pelo design, que combina propostas que vão do estilo off-road mais robusto a linhas urbanas e sofisticadas.

A chegada da Jetour à capital goiana marca mais um movimento de expansão da montadora no Brasil e reforça a estratégia do Grupo Ramasa, tradicional no setor automotivo na região Centro-Oeste, de ampliar o portfólio de marcas e tecnologias disponíveis no mercado local.

Serviço
Inauguração da concessionária Jetour em Goiânia
Local: Ramasa Auto – Av. T-1, 981 | Setor Bueno (em frente à Praça do Ipê)
Data: 12 de março
Horário: 19h

Assessoria de Imprensa
Palavra Comunicação

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Notícias

Em um ano quase 70% de liminares contra planos de saúde são deferidas pela justiça

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Em Anápolis, idosa de 87 anos consegue na justiça com que plano arque com custos de tratamento em regime de home care. Caso é exemplo de como empresas do setor ainda insistem em descumprir direitos de seus clientes

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que entre agosto de 2024 e julho de 2025, do total de liminares judiciais impetradas contra planos de saúde, quase 70% (69,5%) foram deferidas, com procedência final em 87% dos processos. Os números são, infelizmente, um indicativo claro de que operadoras de plano de saúde ainda insistem em negligenciar a lei e os direitos de muitos de seus clientes. 

Diante urgência de muitos casos, em que a negação desse ou daquele atendimento significa literalmente uma questão de vida ou morte, a saída para muitas famílias é recorrer ao trabalho de profissionais como a advogada Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor e sócia do escritório  Celso Cândido de Sousa Advogados, em Anápolis (GO). 

Advogada Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor e sócia do escritório Celso Cândido de Sousa Advogados,

No âmbito da justiça estadual, a advogada e sua cliente, uma idosa em Anápolis, de 87 anos, e que se encontra num quadro avançado da Doença de Alzheimer, conseguiram uma importante vitória. Uma liminar concedida no último dia 2 de março, pelo juiz da 1ª Vara Cível da comarca de Anápolis, obrigou a operadora, da qual a idosa é beneficiária, a fornecer e cobrir os custos do serviço de home care (atendimento domiciliar). ”Ela precisa de uma rotina intensa de cuidados”, explica a advogada  Ana Luiza Moura ao informar que desde novembro do ano passado, a sua cliente tinha prescrição médica para receber tratamento médico-hospitalar no regime de home care

Em sua decisão, o juiz da Vara Cível de Anápolis considerou “abusiva a cláusula contratual que exclui, da cobertura do plano de saúde, o tratamento domiciliar (home care), quando este se mostrar essencial para garantir a saúde e a vida do paciente”. “A recusa da operadora de plano em custear o tratamento médico na modalidade home care, em detrimento da indicação do profissional de saúde e em prejuízo da paciente, revela-se abusiva, porquanto restringe o direito do consumidor e frustra as suas legítimas expectativas em relação à assistência médica contratada”, alegou o magistrado em sua decisão liminar, que apontou ainda: “O tratamento na modalidade home care, constitui desdobramento do tratamento hospitalar contratualmente previsto e não pode ser limitado pela operadora do plano de saúde”.

Descumprimento é recorrente
De acordo com a advogada  Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor, a partir da decisão, a operadora tem o prazo de 48 horas para providenciar toda a infraestrutura, insumos, equipamentos médicos além de serviço de enfermagem 24 horas para o atendimento domiciliar. “Infelizmente, a recusa na cobertura de certos atendimentos, em especial aqueles de alto custo, é uma reclamação recorrente contra as operadoras de saúde”, lembra a advogada.

O alerta feito pela advogada encontra respaldo em números do próprio CNJ. A última edição da pesquisa Diagnóstico da Judicialização da Saúde Pública e Suplementar, realizada em 2025 pelo Conselho Nacional de Justiça, aponta que do total de processos judiciais em todo o país na área da saúde, quase a metade (47%) são contra operadoras ou administradoras de planos de saúde. Até o fim de outubro de 2025, foram 283.531 processos contra planos de saúde, 7% acima na comparação com igual período em 2024.

“Muitas operadoras acabam insistindo em negar a cobertura de vários serviços e procedimentos porque infelizmente contam com a condescendência e falta de informação das pessoas, que muitas vezes não conhecem seus direitos ou não têm condições de contratar um advogado. Se a cada dez clientes de plano de saúde, dois deixam de procurar seus direitos junto à justiça, as empresas já estão no lucro com isso”, enfatiza a advogada.

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Negocios

Jeito Jardins de Viver

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O produtor rural Itamar Costa e a professora Alessandra Prudente estiveram entre os convidados que prestigiaram a primeira edição do ano do Jeito Jardins de Viver. O evento organizado pela FGR Incorporadora marcou a entrega do condomínio Jardins Berlim

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