Desde novembro, atacadistas da 44 registram alta na procura por peças festivas, puxando produção local, ampliando o fluxo de visitantes e acelerando o desempenho econômico do segundo maior polo de moda do Brasil.
A temporada de Natal já dita o ritmo da moda e da economia na Região da 44.
No Mega Moda, formado pelos shoppings de moda atacadistas Mega Moda Shopping, Mega Moda Park e Mini Moda, desde o início de novembro, lojistas registram forte aumento na procura por peças vermelhas e brancas.
As coleções festivas, que incluem vestidos vermelhos, camisetas brancas, conjuntos dourados e peças leves adaptadas ao verão, são as mais compradas por revendedores de todo o país, que apostam no aquecimento das vendas.
Segundo Débora Garcez, fundadora da marca feminina Essencily, o aumento ficou perceptível.
“Assim que novembro começou, o vermelho e o branco disparam. As clientes procuram vestidos, conjuntos leves e peças que conversem com o verão e com as festas.
Quando o Natal acelera, a cadeia inteira responde da mesma forma”, afirma.
De acordo com a Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44), o polo deve receber mais de dois milhões de visitantes entre outubro e dezembro, com expectativa de crescimento de até 30% nas vendas natalinas.
A região concentra mais de 15 mil pontos comerciais e cerca de 120 mil empregos diretos e indiretos, sustentando uma rede que movimenta centenas de milhões de reais por mês e impulsiona setores como hospedagem, alimentação, transporte e serviços.
Apostas para o final de ano
O comportamento do consumidor também ampliou a relevância da produção local.
Dados do Grupo Mega Moda mostram que 73% dos 1.200 lojistas fabricam suas próprias peças e que 80% dos produtores são mulheres.
O modelo facilita a reposição e permite resposta rápida às cores que se tornam tendência: quando o vermelho domina o Natal, ou o branco e o dourado passam a liderar as encomendas de Réveillon, as confecções ajustam cortes, tecidos e volumes em poucos dias.
“As coleções de fim de ano são o ponto alto da temporada. Representam o trabalho de centenas de confecções que produzem aqui mesmo na 44, com o objetivo de mostrar o potencial produtivo do polo para o país inteiro – e vender muito, claro”, afirma Paula Sepulveda, gerente de marketing do Grupo Mega Moda.
“Além disso, o final de ano é sempre marcado pela renovação do guarda-roupa, o que também impulsiona as vendas.”
No segmento masculino, as camisas vermelhas e brancas lideram as vendas para as datas festivas.
Peças leves, de algodão e de linho,e também com texturas ganharam protagonismo e o consumo acelerado forçou reposições semanais, com a fabricação local sendo determinante para manter o estoque.
“O cliente busca peças básicas e elegantes, que combinem com o momento de celebração e conforto.
O branco e o vermelho estão girando muito rápido”, explica Adélia Oliveira, da marca masculina Often Gyn.
Já no segmento infantil, a empresária da marca Jac Laes afirma que as encomendas também começaram mais cedo.
A produção própria tem sido o diferencial competitivo.
“A demanda por roupas temáticas cresce muito em novembro.
As famílias querem variedade e qualidade, e conseguimos entregar sem depender de fornecedores externos”, afirma.
Economia local em alta.
O impacto da temporada se estende além das confecções.
Hotéis, restaurantes, transportadoras e serviços de entrega registram maior movimento desde outubro.
A AER44 estima que a circulação financeira deste ano supere os números de 2024, especialmente com a antecipação das compras, o desfile de fim de ano e as campanhas promocionais do polo.
Entre elas está a ação “Show de Prêmios Vem Pra 44”, que sorteará R$ 444 mil em dezembro, reforçando o fluxo de visitantes nas semanas de maior consumo.
Para Paula Sepulveda, 2025 representa um marco de consolidação produtiva e comercial.
“O polo chega ao fim de 2025 mais estruturado e digitalizado.
As coleções e os eventos mostram o resultado de um trabalho coletivo que reforça o papel da 44 na economia goiana”, afirma.
Com o aquecimento das vendas, a força das cores temáticas e a expressiva antecipação das compras, a Região da 44 fecha o ano posicionada como um dos maiores polos de moda e produção local do país, com impacto direto sobre emprego, renda e turismo de compras em Goiânia e na Região Metropolitana.
Fieg promove o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior para conectar compradores de outros países a indústrias goianas, que podem participar gratuitamente das rodadas de negócios internacionais.
Para participar, é necessário se inscrever até 25 de setembro.
Indústrias goianas interessadas em conquistar novos mercados no exterior já podem se inscrever para participar das rodadas de negócios internacionais que acontecerão durante o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice), promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
As rodadas serão realizadas nos dias 27 e 28 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.
As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas ficam abertas até 25 de setembro.
O Eice tem como principais objetivos gerar negócios e aproximar a indústria goiana do mercado internacional, com crescimento em participação e negociações a cada ano.
Nesta edição, estão confirmados até o momento compradores do Uruguai e do Chile.
Também há expectativa de participação de empresas da Colômbia, Argentina, Bolívia e Paraguai, países que participam regularmente das rodadas.
Os setores selecionados são alimentos e bebidas, higiene pessoal e cosméticos (HPPC), moda, móveis e agroindústria em geral.
As rodadas funcionam por meio de matchmaking, que analisa os perfis das empresas goianas e dos compradores estrangeiros para identificar oportunidades de negócios com maior convergência.
A partir desse cruzamento, são definidas agendas com dia e horário previamente estabelecidos.
Para as indústrias, a iniciativa representa a possibilidade de apresentar produtos diretamente a potenciais compradores internacionais, sem custos, além de ampliar o networking e estabelecer contatos com diferentes mercados.
“Quando CIN-Fieg traz esses compradores, o intuito é aproximar, oportunizar e facilitar o contato com o mercado externo”, explica a gerente de Internacionalização da Fieg, Juliana Tormin.
Segundo ela, não é necessário que a empresa já tenha experiência em exportação para participar.
O cenário do comércio exterior também reforça a importância para se buscar por novos mercados.
As exportações de Goiás somaram US$ 8,45 bilhões de janeiro a julho de 2026, o segundo melhor resultado da série histórica calculada pela Fieg.
A agropecuária foi responsável por R$ 3,98 bilhões do total exportado, enquanto R$ 4 bilhões vieram da indústria de transformação.
Embora sejam dois segmentos equivalentes em valores de exportação, em quantidade, os produtos da indústria da transformação representam apenas um terço das commodities agrícolas.
O agro goiano exportou 9,5 milhões de toneladas, enquanto os produtos manufaturados representaram 3,18 milhões de toneladas.
Os dados da Fieg mostram a dimensão do comércio exterior para a economia goiana e o espaço para que novas indústrias de transformação avancem na internacionalização.
“A experiência de empresas que participaram de edições anteriores mostra que os contatos estabelecidos nas rodadas podem evoluir para negócios concretos”, destaca Juliana.
Em 2025, o Eice reuniu 40 indústrias goianas e compradores de 12 países, com 159 rodadas de negócios e uma estimativa de US$ 13,2 milhões em negócios internacionais.
A Alhesco foi uma das empresas que avançaram nas negociações após participar da iniciativa.
Segundo Alejandro Daniel Oliveyra, gerente nacional de Vendas e Exportação, a empresa tinha apenas uma pequena experiência de exportação por meio de um intermediário.
Durante a rodada, conheceu um comprador do Chile que posteriormente se tornou seu representante. A negociação levou quase dez meses para ser concretizada e envolveu a produção de molho de tomate de marca própria, com adaptações na receita para atender ao mercado chileno.
Após a experiência, a Alhesco ampliou sua atuação internacional para mercados como Chile, Paraguai, Venezuela e Cuba.
“A participação nas feiras e rodadas promovidas pela Federação é uma forma de encontrar mercados que podem oferecer oportunidades mesmo em períodos de menor demanda no mercado nacional”, considera.
Outra empresa que utilizou o Eice para ampliar sua prospecção internacional foi a Alca Foods. Com 21 anos de experiência em exportações, a indústria participou da edição de 2025 em busca de contatos mais diretos com compradores para seus produtos.
Os primeiros contatos ocorreram durante a rodada e as negociações continuaram posteriormente por e-mail e WhatsApp. Segundo Henryque Fazan Nascimento, assistente de Vendas Internacionais da empresa, a Fieg facilitou a aproximação com potenciais clientes e contribuiu para negociações mais assertivas.
Para apoiar empresas que estão começando a exportar, a Fieg oferece capacitações, assessoria e consultoria durante todo o ano. Os serviços abrangem desde conceitos e operações de comércio exterior, classificação fiscal e formação de preços até logística, pagamentos internacionais, documentação, consultoria aduaneira e inteligência de mercado.
A Federação também apoia a participação das indústrias em feiras, missões e novas rodadas internacionais.
A recomendação do CIN-Fieg é que as empresas participantes levem portfólios, catálogos e, se possível, amostras dos produtos, além de estar preparada para eventuais adequações de idioma, embalagem, formulação e capacidade produtiva conforme as exigências de cada mercado.
Expoind 2026
Pelo terceiro ano consecutivo, o Eice acontece dentro da programação Expoind 2026, Feira de Negócios e Soluções para Indústria Goiana da Fieg.
O evento integra a Feira Indústria, do Comércio, do Cooperativismo e do Agronegócio, agendada para os dias 27, 28 e 29 de outubro no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia, com entrada franca.
Serviço
Rodadas de Negócios do Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice)Data: 27 e 28 de outubro de 2026
Local: Centro de Convenções de GoiâniaHorário da feira: 13h às 21h
Inscrições: até 25 de setembro
Formulário para inscrição👉 https://forms.gle/zt5Q2xao5GcZ7eDB6Investimento: gratuito
Workshop gratuito acontece em 29 de setembro e mostra estratégias para empreendedores criarem uma operação online, divulgar produtos e alcançar consumidores de diferentes regiões do país.
Vender pela internet deixou de ser uma alternativa restrita a grandes empresas e passou a fazer parte da estratégia de pequenos negócios que buscam ampliar o número de clientes. Nos últimos 12 meses, 139 milhões de brasileiros fizeram pelo menos uma compra online, segundo levantamento do SPC Brasil em parceria com a Offerwise Pesquisas.
O número representa um crescimento de 20 milhões de consumidores em relação à pesquisa anterior.Com esse mercado em expansão, os marketplaces se tornaram uma das possibilidades para empreendedores que desejam levar seus produtos para além do comércio local.
Uma loja que antes atendia principalmente consumidores de Goiânia, por exemplo, pode utilizar uma plataforma digital para apresentar seus produtos a clientes de diferentes estados.
Para ajudar empresários e empreendedores a entender como funciona esse processo, a CDL Goiânia promove, no dia 29 de setembro, às 19h, o Workshop Prático sobre a Shopee, no auditório da entidade, no Setor Oeste.
A capacitação será conduzida por Leonardo Silva, head de Engajamento de Vendedores da Shopee, com orientações práticas para quem deseja começar a vender pela plataforma ou aprimorar uma operação já existente.
O treinamento vai abordar desde os primeiros passos para entrar na plataforma até estratégias utilizadas na rotina de quem já trabalha com comércio eletrônico.
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Entre os temas estão criação de conta, organização da loja, otimização de anúncios, precificação e gestão dos envios.
A programação também vai apresentar ferramentas disponíveis na Shopee que podem ajudar os vendedores a aumentar a exposição dos produtos e criar novos pontos de contato com os consumidores.
Entre elas estão Shopee Vídeo, Shopee Ads e Lives.
A proposta é mostrar aos participantes como estruturar uma operação que vá além da simples publicação de produtos.
O objetivo é apresentar caminhos para melhorar a apresentação dos itens, ampliar a visibilidade da loja e organizar processos importantes para quem pretende vender para consumidores de outras regiões.
O crescimento das compras online também modifica a relação entre empresas e consumidores. A decisão de compra pode envolver pesquisa de preços, avaliações, vídeos, anúncios e diferentes lojas antes mesmo de o cliente entrar em contato com o estabelecimento.
Nesse cenário, a presença digital passa a representar uma possibilidade de expansão para pequenos negócios, que podem utilizar plataformas já conhecidas pelos consumidores para alcançar novos públicos.
Para o presidente da CDL Goiânia, Gustavo Faria, oferecer capacitação é parte desse processo de preparação dos empreendedores.
“Para o pequeno negócio, estar no ambiente digital significa ampliar as possibilidades de chegar ao consumidor.
Nosso papel enquanto CDL é justamente aproximar os empreendedores dessas oportunidades e oferecer capacitação para que eles possam transformar esse alcance em vendas sustentáveis.”
O workshop pretende, portanto, aproximar os empreendedores das ferramentas do comércio eletrônico e mostrar, de forma prática, como uma pequena empresa pode estruturar sua presença na Shopee e transformar a plataforma em mais um canal de vendas.
O Einstein Hospital Israelita publicou um novo estudo que identifica biomarcadores presentes no sangue associados à resposta à imunoterapia em pacientes com câncer de pulmão avançado.
A pesquisa, conduzida por pesquisadores do Centro de Pesquisa em Imuno-oncologia (CRIO) do Einstein e publicada na revista científica iScience, utilizou análises de inteligência artificial para avaliar se esses marcadores poderiam ajudar a estimar a probabilidade de resposta ao tratamento de forma menos invasiva.
Em análises exploratórias, o modelo alcançou cerca de 90% de acurácia na classificação dos perfis imunológicos.