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Vale dos Vinhedos apresenta a singularidade D.O.V.V. na ProWine.

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O Vale dos Vinhedos foi a primeira região brasileira a ser reconhecida, ainda em 2002, como Indicação Geográfica.
Crédito Naiára Martini

Região estará no evento pela segunda vez, com maior número de vinícolas do que na edição passada A singularidade vitícola que fez do Vale dos Vinhedos a primeira região do país a ser reconhecida como Denominação de Origem para vinhos e espumantes do país poderá ser apreciada, novamente, na Prowine São Paulo.

A segunda participação coletiva da localidade, na Serra Gaúcha, chega ampliada para mostrar toda pluralidade do microterroir de cada vinícola. 

Neste ano, serão 11 empreendimentos dividindo um espaço coletivo na feira (dois a mais do que na primeira participação, no ano passado), reunido as marcas Ales Victoria, Lídio Carraro Vinícola Boutique, Peculiare Vinhos Únicos, Valhalla Vinhos, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Vinícola Cave do Sol, Vinícola Dom Cândido, Vinícola Dom Bernardo, Vinícola Terragnolo e Vinícola Torcello.

O Vale também estará representado por estabelecimentos associados com estande próprio, caso da Adega Cavalleri Vinhos Finos, Amitié Vinhos e Espumantes, Casa Valduga, Cooperativa Vinícola Aurora, Miolo Wine Group, Pizzato Vinhas e Vinhos e Vinícola Foppa & Ambrosi. Além de lançamentos pontuais e produtos icônicos de cada vinícola – veja mais abaixo –, um dos destaques da presença do Vale dos Vinhedos na feira evoca todo o pioneirismo da região para o desenvolvimento da própria vitivinicultura brasileira.

Esse prestígio está representado pelo primeiro vinho coletivo com D.O. do país, o varietal Merlot 10 Lotes D.O.V.V. Icônico, o vinho foi lançado no ano passado, através de um projeto liderado pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), homenageando a variedade tinta emblemática da D.O. do Vale. 

A proposta começou a ser gestada em 2022, com a entidade reunindo frações dos melhores vinhos com D.O. das 10 vinícolas participantes – Ales Victoria, Almaúnica, Casa Valduga, Dom Cândido, Don Laurindo, Larentis, Miolo, Peculiare, Pizzato e Terragnolo –, obtidos nas safras 2020, 2021 e 2022. Amostras de cada uma delas foram reunidas para uma degustação prévia entre os enólogos das vinícolas, surpreendendo os avaliadores. Em 2023, foram coletadas uma barrica de cada um dos vinhos selecionados, cujo corte originou o exemplar que passou a ser comercializado no ano passado.

O varietal apresenta coloração vermelho rubi intensa, com tons violáceos, exalando aromas de frutas negras, mentolado e especiarias em geral.

Em boca, tem excelente volume, boa persistência e taninos maduros e macios, sendo um vinho elegante e com ótimo potencial de guarda.

Recomendado de forma unânime pelo Conselho Regulador da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos, o vinho possui produção limitada de 3 mil garrafas e venda através da Aprovale.

WhatsApp (54) 2209.0018 ou pelo site www.valedosvinhedos.com.br/dovv.

 Os diferenciais de um vinho D.O.V.V.O Vale dos Vinhedos foi a primeira região brasileira a ser reconhecida, ainda em 2002, como Indicação Geográfica.

Essa espécie de registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) para proteger e valorizar produtos ou serviços que tenham uma ligação com o seu território de origem, pode ter duas modalidades no Brasil.

Uma é a Indicação de Procedência, relacionada ao nome geográfico do lugar que se tornou conhecido por seus produtos ou serviços.

A outra é a Denominação de Origem, atrelada a produtos ou serviços cujas características estão ligadas exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos. 

Em 2012, o Vale dos Vinhedos foi igualmente pioneiro na obtenção da D.O., sendo a primeira para vinhos e espumantes no Brasil.

Com ela, o vinho e o espumante passam a ter seu “nome”, com suas qualidades e características atribuídas à terra, ao clima, às pessoas, à história e à cultura da região.

A conjunção desses fatores influencia no resultado final do produto, tornando-o único. Hoje, 14 vinícolas estabelecidas no Vale dos Vinhedos exibem rótulos com D.O., uma conquista balizada por uma série de rigorosas particularidades e que referendam o compromisso com a excelência.

O diretor do Conselho Regulador da IG Vale dos Vinhedos, Moisés Brandelli, ressalta que a D.O. confere um selo distintivo de qualidade e autenticidade.

“Ela resguarda a tradição e a identidade da região, mas também fortalece a reputação internacional dos vinhos e espumantes locais.

Ao assegurar padrões rigorosos, promovemos a singularidade dos terroirs do Vale, destacando a maestria dos produtores e consolidando nossa posição entre os grandes expoentes mundiais de vinhos e espumantes”, avalia Brandelli. 

Para conquistar o selo da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, a jornada começa já no vinhedo.

As uvas devem ser 100% provenientes da área demarcada – 72,45 km² que abrangem partes de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul – e a colheita, sempre manual.

Só entram no processo vinhedos conduzidos em espaldeiras, com produção controlada: até 10 toneladas por hectare para vinhos e 12 para espumantes.

As variedades emblemáticas são a Merlot, entre os tintos, e a Chardonnay, entre os brancos, reconhecidas como as que melhor expressam a identidade local.

Elas podem ser acompanhadas por Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat, Pinot Noir e Riesling Itálico. No caso dos varietais, ao menos 85% das uvas devem ser da variedade emblemática; para assemblages, o mínimo é de 60%.

Já os espumantes – sempre pelo método Tradicional, com segunda fermentação na garrafa – precisam ter no mínimo 60% de Chardonnay ou Pinot Noir, podendo incluir Riesling Itálico.

Além disso, os vinhos tintos maturam por pelo menos 12 meses, e se passam por barricas, elas devem ser exclusivamente de carvalho; os espumantes, por sua vez, permanecem ao menos nove meses em contato com as leveduras. 

Após todas as comprovações documentais, acontece mais um processo: a coleta das amostras dos vinhos inscritos, realizada pelo consultor técnico da Aprovale.

Apenas ele sabe de quais vinícolas são as garrafas, uma vez que eles são etiquetados unicamente com códigos.

Elas passam por uma análise sensorial às cegas em que são avaliados aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos por um grupo de enólogos formado por profissionais da Aprovale, da Embrapa e da Associação Brasileira de Enologia.

Nessa análise, são verificados aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal, além de os vinhos serem avaliados nos laboratórios de enoquímica, para verificação da adequação à legislação brasileira e ao regulamento de uso.

Os vinhos com D.O.V.V. possuem um selo indicativo e um número de controle, único para cada garrafa. Desde 2012, foram elaboradas mais de 5 milhões de unidades com origem e qualidade garantida pela D.O. Vale dos Vinhedos. Mais do que um selo, ela é a tradução em vinho da alma do Vale.

Cada garrafa carrega a história das famílias, a dedicação dos produtores, a singularidade do clima e do solo, e um saber fazer transmitido por gerações.

É esse conjunto que torna os vinhos e espumantes do Vale dos Vinhedos únicos – e que os coloca lado a lado com as mais prestigiadas regiões vitivinícolas do mundo. 

Conheça alguns lançamentos de vinícolas do ValeAs vinícolas presentes no espaço coletivo também estarão apresentando alguns produtos na ProWine.

No caso da Ales Victoria, o foco será o vinho Deorum, cujo significado é “dos deuses”. Esse vinho é elaborado apenas em safras que conjugam com perfeição clima, luz, terra e enologia.

Esse Merlot, delicadamente amadurecido em carvalho francês, tem taninos aveludados, acentuados por calorosas frutas negras e por uma vibrante acidez, com ótimo potencial de guarda. Já a vinícola Dom Cândido levará para a feira a sua nova linha de produtos, lançada em maio e chamada “3 Histórias”, que celebram momentos marcantes da família de Cândido Valduga e da história da vinícola São três rótulos – A Desengaçadeira, O Trator e A Vindima –, todos assemblage, com produção limitada de apenas 3 mil garrafas. 

A Desengaçadeira é um vinho assemblage com 60% Merlot, 20% Cabernet Franc e 20% Pinot Noir. Amadurecido em barricas de carvalho francês, tem coloração vermelho-rubi, notas de frutas vermelhas e roxas, como morango e framboesa maduras; e de especiarias, como anis de cravo, e um leve toque mentolado.

O Trator é outro tinto com 60% Marselan, 20% Merlot e 20% Petit Verdot. Apresenta notas de frutas negras maduras como ameixa, com toques de couro e café. Por fim, A Vindima é composto por 60% Cabernet Sauvignon, 20% Tannat e 20% Petit Verdot, destacando notas de eucalipto e frutas vermelhas em compota. 

A vinícola Cave do Sol, por sua vez, presta homenagem ao patriarca da família, Arnaldo Passarin, com o vinho Capitão Chico.

O assemblage em questão apresenta três terroirs – Serra Gaúcha, Santana do Livramento e Bagé – numa composição de 30% de Tannat (Safra 2022), 20% de Ancellotta (Safra 2022) e 50% de Cabernet Sauvignon (Safra 2020).

Com envelhecimento de 18 meses em barricas de carvalho, tem produção de apenas 1.050 garrafas numeradas. Quem também apresentará novo rótulo é a Peculiare Vinhos Únicos.

Com tempo de seis meses de maturação divididos entre barricas de madeira brasileira e tanque de inox, o Saperavi – cepa que dá nome ao vinho – apresenta coloração vermelho rubi profundo e aromas de frutas vermelhas frescas e toque de especiarias como anis estrelado.

Em boca, apresenta taninos maduros e potentes, trazendo persistência e final de boca prolongado.A vinícola Terragnolo é outra que leva novidade para a feira, com o Merlot D.O.V.V. Calhaus.

Esse vinho permaneceu em amadurecimento durante 24 meses no carvalho francês e apresenta coloração rubi intensa e aromas de frutas vermelhas e negras, especiarias, café e tostado.

Em boca, tem taninos persistentes e macios, sendo elegante, equilibrado e com final de boca longo. A vinícola boutique Torcello levará à ProWine os lançamentos Torcello Pinot Noir 2023 e Torcello Chardonnay 2024.

O primeiro traz coloração vermelho cereja intenso e brilhante e apresenta aromas de frutas vermelhas como cereja, framboesa e morango. A maturação de 12 meses em barricas novas de carvalho americano confere ao Torcello Pinot Noir toques de especiarias e nuances de tabaco, chocolate e caramelo.

Com maturação de 180 dias em barricas de carvalho americano de primeiro uso, a nova safra do Torcello Chardonnay tem excelente integração entre fruta e madeira, aromas intensos de baunilha, chocolate branco e amêndoas, além de frutas em calda como pêssego e abacaxi. No paladar é envolvente, intenso e de acidez moderada.

A Lídio Carraro Vinícola Boutique aproveita a ProWine para divulgar cinco rótulos, entre brancos e tintos. Um dos destaques será o Shaar-Adonay – do hebraico, “Portas de Deus”. De cor amarelo-dourada, traz aromas intensos de damasco, de frutas brancas bem maduras, florais delicados e infusão de ervas, com um delicado toque de favo de mel.

Com a evolução na taça, abrem-se notas de frutas secas (como damasco) e amendoadas (como pistache e avelã), além de uma deliciosa mineralidade. No paladar, preenche a boca com sua estrutura, cremosidade e volume, sustentado por uma excelente acidez. 

Da linha Dádivas, chegam o Pinot Noir e o Chardonnay, esse de cor amarelo-palha, aroma de flores brancas silvestres e frutas tropicais e cítricas maduras, além de notas amanteigadas e levemente defumadas – resultado da técnica sur lie. Em boca, mostra equilíbrio e frescor.

Já o Pinot Noir apresenta cor vermelho-rubi translúcida e aroma elegante e complexo de frutas vermelhas maduras e amora preta, além de notas florais de violetas e rosas e toque de pimenta-preta.

Em boca, é elegante, com taninos maduros revelando um agradável retrogosto frutado. Outro vinho apresentado na feira será o Agnus Tannat. De cor vermelho-púrpura, tem perfil aromático com notas de frutas negras maduras e especiarias.

Em boca, tem taninos maduros domados. Por fim, o Quorum Grande Vindima é um assemblage com Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franca e Tannat. Sua cor é de um vermelho-rubi intenso. No nariz, revela toque de flor e aromas frutados, desenvolvendo para café, chocolate e especiarias.

Em boca, é elegante, com grande caráter e equilíbrio relacionados às mesmas sensações olfativas.Além das vinícolas no espaço coletivo, o Vale dos Vinhedos estará representado por estabelecimentos associados com estande próprio, caso da Adega Cavalleri Vinhos Finos, Amitié Vinhos e Espumantes, Casa Valduga, Cooperativa Vinícola Aurora, Miolo Wine Group, Pizzato Vinhas e Vinhos e Vinícola Foppa & Ambrosi. O Vale dos Vinhedos foi a primeira região brasileira a ser reconhecida, ainda em 2002, como Indicação Geográfica.Crédito Naiára MartiniFotos dos produtos das vinícolas expositoras na ProWine e outros materiais complementares aqui

Informações para a imprensa

Viviane Somacal

Exata Comunicação

54. 99972-1940

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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Homenagens

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O conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes, e o primeiro vice-governador do Estado, Darci Martins Coelho, foram homenageados na última quinta-feira (29) pela Câmara Municipal de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

Na ocasião, José Wagner Praxedes recebeu o título de Cidadão Honorário, enquanto Darci Martins Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Araguatinense, em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições para o Estado do Tocantins.

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Expositores levam inteligência artificial para o dia a dia das indústrias

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Soluções baseadas em IA ganham força entre os participantes da feira de inovação e tecnologia industrial, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O número de indústrias no Brasil que utilizam soluções de inteligência artificial (IA) mais que dobrou em dois anos, segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento, feito com 1.731 empresas de um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados, mostra que o uso de IA nas indústrias brasileiras saltou 163% entre 2022 e 2024.

A pesquisa aponta que a adoção da tecnologia cresce conforme o porte da empresa.

Nos negócios com 500 ou mais funcionários, 57,5% utilizam soluções de IA. Nas companhias que têm entre 250 e 499 empregados, o índice é de 42,5%, e cai para 36,1% naquelas com 100 a 249 trabalhadores.

Aproximar a IA da realidade fabril é um dos objetivos da 3ª Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana (Expoind), que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O evento reúne fornecedores de serviços, insumos, equipamentos e tecnologia. Grande parte dos cerca de 80 expositores apresentará inovações baseadas em mecanismos de IA.

Photovoltaics factory engineer uses artificial intelligence to improve solar panels efficiency. Solar panels manufacturing plant worker uses AI technology to research cheaper solar solutions, camera A

IA aplicada a vendas

A goiana Nectar Soluções, especializada em softwares de CRM e gestão comercial para indústrias e distribuidoras, apresentará agentes de IA voltados para automação e suporte ao processo de vendas, que funcionam como gestores virtuais.

A tecnologia integrada aos programas da empresa permite fazer previsões de vendas e projeções de faturamento com base no histórico de negociações.

“O agente de IA conta com um assistente de texto que corrige e reescreve as informações nos campos do CRM.

A ferramenta também enriquece os contatos comerciais por meio de pesquisas automáticas de dados, preenchendo cadastros com nomes de empresas, cargos e canais de contato”, afirma Arthur César de Siqueira, diretor de operações da Nectar Soluções.

A expositora também mostrará um agente focado em mentoria de negócios.

“É uma ferramenta que sugere os próximos passos para aumentar as chances de fechamento de um contrato. Esse mentor direciona potenciais clientes para os vendedores, acompanha o desempenho da equipe e aponta melhorias nas abordagens”, diz Siqueira.

Esta é a segunda participação da Nectar Soluções na Expoind. De acordo com o executivo, o evento anterior trouxe retorno estratégico e financeiro.

“No ano passado, investimos cerca de R$ 35 mil no estande e, com as rodadas de negócios e os contatos feitos na feira, fechamos cerca de R$ 100 mil em contratos nos meses seguintes”, afirma. 

Desafio na qualificação profissionalO presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, afirma que um dos propósitos da feira é democratizar o acesso às novas tecnologias e indicar caminhos para a capacitação de mão de obra.

“Vivemos um momento desafiador e de grande potencial no processo produtivo.

É preciso preparar estudantes e profissionais para uma realidade em rápida mudança”, diz.

O estande do Sistema Fieg apresentará oportunidades de qualificação e tecnologias como robótica, realidade virtual e aumentada e impressão 3D.

A indústria goiana criou 12.111 empregos formais no primeiro semestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 11.423 vagas.

O índice ficou acima da média nacional, de 1,6% no período, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Goiás teve o sexto maior crescimento entre as 27 unidades da federação.

Apesar do crescimento na geração de postos de trabalho, o setor enfrenta o desafio de qualificar profissionais para a indústria digital.

Um levantamento de 2024 do IBGE mostrou que 89% das empresas industriais brasileiras utilizavam tecnologias avançadas.

No entanto, a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que apenas 54,2% dos brasileiros têm habilidades digitais altas ou médias-altas (como uso de IA e programação de softwares).

Em tarefas complexas, o porcentual cai para 44,5%.

COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

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