Em 27 de maio, um belo domingo do ano de 2018, acabara de passear pelos terraços de arroz de Tegalalang, em Bali. Caminhara por todos os trechos.
Brincara no balanço. E então uma placa me chamou atenção. Estava escrito “café sorridente”. Várias imagens: um senhor, o animal (a civeta), o café, a xícara, os grãos. Não sou “cafezeiro”, mas sentei ali com meu companheiro de aventuras, o Dídimo.Veio o proprietário nos servir.
Ele mal falava inglês, mas estava exultante porque seu filho estava estudando Medicina e iria formar no final do ano. Então o chamou para conversar conosco.
Fiquei encantado com aquela situação e comecei a discorrer sobre a profissão, a carreira, o prazer de ser médico e também as dificuldades enfrentadas, as responsabilidades. Primeiro ponto que abordei foi o amor. O amor num sentido amplo.
Pela Medicina, pelos estudos, pela prática, pelo ser humano. E fundamentalmente, pelo paciente. Ele, para o médico – o paciente – é seu início, meio e fim. Tudo deve girar em torno dele. Carinho na abordagem, no falar. Ouvir bem a queixa principal. Estar atento a cada detalhe.
E principalmente valorizar o que é dito e mostrado. Muitas vezes, o que é importante para ele não o é para você, e nem para a saúde dele. Cabe a você explicar cada passo.Segunda coisa que eu disse foi sobre os estudos. Não desistir das provas, dos plantões, da residência médica, dos cursos, dos congressos.
Estudar é maravilhoso. Aprender, cada vez mais. E passar para frente esse conhecimento, para quem você está atendendo e para os jovens alunos e médicos.
Jamais se acomodar com aquilo que aprendeu, tentar ser um melhor profissional a cada dia. Crescer sempre. Aí o pai me perguntou se era caro estudar Medicina no Brasil. Como eu havia passado em uma Universidade Federal, fora gratuito. Ele ficou encantado.
Ali fora oneroso. Mas o café premiado, ajudou muito. Relatou que fez absolutamente de tudo para custear os estudos do filho. E esse, com lágrimas nos olhos disse que seu pai poderia um dia dedicar-se totalmente a ser o sacerdote de sua comunidade, sem ter que trabalhar tanto para sustentá-lo.
Aquilo me tocou profundamente e fiquei falando sobre cirurgias, partos, e a alegria que eu tinha a cada dia que terminava com um atendimento adequado e bem sucedido. Para mim ser médico sempre foi uma bênção, um prazer, uma realização pessoal imensa.
Até o Dídimo, acostumado com a convivência com médicos, ficou emocionado naquele momento. Então, eu tirei o carimbo da pochete, peguei um pedaço de papel em cima da mesa e carimbei.
E assinei. E coloquei meu CRM. E disse: um dia você vai fazer o mesmo e vai se lembrar de mim. Esse médico brasileiro entusiasmado, vindo do outro lado do mundo, que veio parar aqui em Ubud. Pois bem, ontem, saindo de Tegalalang, uma pessoa gritou o meu nome.
Um rapaz numa “scooter”. Era ele. Dr I Gede Pasek Wira Bhuana. Reconheceu-me. Fui até sua casa. Seu pai infelizmente não estava. Mas o papel e o carimbo, sim.
E então firmei novamente meu registro em seu receituário. Um ciclo que finda, outro que inicia. A Medicina é mágica para quem a ama. E eu acredito que o amor e o conhecimento são a base para servir as pessoas.
A empresária do agronegócio Inez Resplande reuniu familiares e amigos na última sexta-feira (11), no Restaurante Casa Origini, no Setor Nova Suíça, em Goiânia, para comemorar seu aniversário. Ao lado do marido, Raul Fonseca, a aniversariante brindou à vida em uma noite marcada por carinho, confraternização e bons momentos, acompanhados de vinhos e massas artesanais da casa.
A Honest, criada pelos empresários Flávio Evangelista Baylão Neto e Elbber Antônio da Silva, ampliou a rede de fornecedores locais para acompanhar o crescimento da produção. A marca já comercializa mais de 70 mil unidades por mês, em embalagens de 350 ml e 900 ml, e está presente em mais de mil pontos de venda nos municípios de Goiânia, Bela Vista de Goiás, Anápolis, Rio Verde, Iporá, Morrinhos e em Brasília (DF). A fabricação permanece concentrada em Bela Vista de Goiás.
A empresa nasceu com o propósito de produzir bebidas naturais à base de frutas — inicialmente com foco em sucos cítricos, pasteurizados, sem conservantes ou adição de açúcar, adoçados apenas com sucos de maçã e pera. Ao longo de sua trajetória, a marca ampliou o portfólio e passou a contar também com o empresário Rodney Leandro Guardia como sócio, fortalecendo sua estrutura para os próximos ciclos de expansão.
A aproximação com os agricultores locais surgiu de uma necessidade natural do crescimento fabril. A expansão da Honest tem estimulado produtores rurais da região a investir no cultivo das frutas utilizadas como matéria-prima. Esse movimento abriu novas oportunidades para os agricultores interessados em fornecer para a transformação industrial.
O maracujá é um dos principais exemplos dessa integração entre o campo e a indústria. Produtores locais têm aumentado a área plantada para garantir o fornecimento contínuo. A parceria beneficia o agricultor, que garante mercado, e a fábrica, que obtém insumos mais frescos e de alta qualidade. Além disso, a menor distância percorrida pelo transporte reduz a pegada de carbono e o impacto ambiental.
A Honest também utiliza matérias-primas adquiridas de agricultores familiares e cooperativas de diferentes regiões, respeitando a sazonalidade e a disponibilidade de cada cultura. Mais do que garantir o abastecimento da planta industrial, a proximidade com o campo fortalece a cadeia produtiva regional e agrega valor à produção agrícola local.
“Quando a indústria cresce, ela precisa de matéria-prima. Isso cria uma oportunidade para o produtor vizinho, que passa a ter um mercado garantido para a sua colheita. Nossa intenção é continuar fortalecendo essa relação com os agricultores de Bela Vista e região”, afirma Flávio Baylão Neto.
A empresa também vem diversificando seu portfólio desde o início da operação. A linha, que originalmente reunia sabores como limonada, maracujá, acerola, frutas vermelhas, morango com maracujá e morango com limão, ganhou novas opções. Para o sócio-fundador, manter a operação próxima dos centros consumidores ajuda no acompanhamento direto da marca.
“Queremos crescer mantendo a proximidade com o mercado goiano e com Brasília. Isso nos permite ter uma relação estreita com os fornecedores e acompanhar toda a cadeia, desde a colheita até o produto final na prateleira”, explica Flávio.
“Atualmente, a empresa conta com 22 colaboradores, atuando desde a produção até a comercialização e distribuição. Pretendemos contratar ainda mais pessoas, potencializando o crescimento desta marca que tem DNA 100% goiano”, destaca Elbber Antonio.
Após conquistar mais de 350 mil espectadores em todo o Brasil e ganhar adaptação para o cinema, o fenômeno teatral chega a capital goiana em sessão única, prometendo lotar o Teatro da PUC e arrancar muitas gargalhadas do público
O ator Alexandre Lino desembarca, pela primeira vez na capital goiana, com o espetáculo que já se tornou um dos maiores sucessos da comédia nacional contemporânea no teatro e no cinema. A apresentação acontece no dia 18 de setembro (sexta-feira) no Teatro da PUC Goiânia, em apresentação única: sexta-feira, às 20h. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla — como a apresentação é única, quem quiser garantir lugar não deve deixar para a última hora. Porteiros não pagam.
Vencedor do Prêmio FITA e indicado ao Prêmio do Humor idealizado por Fábio Porchat, “O Porteiro – A Comédia” coleciona temporadas de sucesso, sessões esgotadas e forte identificação popular. Com texto e direção de Paulo Fontenelle, o espetáculo já percorreu mais de 100 cidades em 15 estados brasileiros. Somente no Rio de Janeiro, foram 20 temporadas e casas lotadas, parte importante do público de mais de 350 mil espectadores que o espetáculo já conquistou por todo o país. A trilha sonora é “Alô, Porteiro”, da saudosa cantora goiana Marília Mendonça.
A montagem é inspirada em histórias reais colhidas em entrevistas com porteiros nordestinos que migraram para grandes cidades, Rio e São Paulo, em busca de oportunidades e de uma vida melhor — uma trajetória que também ecoa em Goiânia, cidade erguida por migrantes de todo o Brasil em busca de um recomeço. É justamente dessa humanidade que nasce o carismático Waldisney, personagem vivido por Alexandre Lino, um porteiro irreverente, divertido e cheio de afeto, que rapidamente conquista o público.
Mais do que uma comédia ou stand-up, o espetáculo se transforma em uma experiência coletiva e interativa. O público é convidado a participar de uma hilária reunião de condomínio, tornando cada sessão única. Os espectadores assumem o papel de moradores do edifício enquanto Waldisney conduz a assembleia com humor afiado, improviso e muita sensibilidade.
Interpretar porteiros também dialoga diretamente com a trajetória pessoal de Alexandre Lino. Migrante nordestino, o ator reconhece nesse ofício uma das portas de entrada mais comuns para quem chega às grandes cidades tentando recomeçar a vida. Além do teatro, ele já interpretou personagens semelhantes na série “A Cara do Pai”, da TV Globo, em campanhas publicitárias e no longa “Apaixonados”.
Atualmente, também celebra o sucesso do filme “O Porteiro”, disponível no Prime Video, ao lado de Maurício Manfrini (Paulinho Gogó) e Cacau Protásio. Outra novidade é a estreia nacional nos cinemas, no dia 24 de setembro, do filme “Marido de Aluguel”, em que ele interpreta Agenor, amigo fiel da protagonista vivida por Mariana Xavier, que acompanha de perto todo o sufoco financeiro e as trapalhadas que acontecem na casa após a chegada de Vadeco (Maurício Manfrini).
Sinopse: Quando o síndico falta justamente no dia da reunião mais importante do condomínio, Waldisney, o porteiro mais falante e carismático da cidade, decide assumir o comando da assembleia. O problema é que os moradores, vividos pelo próprio público, têm reclamações, confusões e opiniões para tudo. Entre fofocas de vizinhança, barracos, “causos” hilários e muito improviso, Waldisney transforma a reunião em uma divertida celebração do humor, relembrando situações que todo brasileiro já viveu ou presenciou.
FICHA TÉCNICA
Texto e direção: Paulo Fontenelle
Elenco: Alexandre Lino
Iluminação: Renato Machado
Cenário e figurino: Karlla de Luca
Assistente de direção: Rodrigo Salvadoretti
Preparação corporal e voz: Paula Feitosa
Programação visual: Guilherme Lopes Moura
Fotos: Janderson Pires
Assessoria de Imprensa: Olho Comunicação
Produção executiva: Anna Sant’Ana
Direção de produção e Realização: Cineteatro Produções
SERVIÇO
O Porteiro – A Comédia
Data: Dia 18 de setembro, SEXTA, às 20h
Local: Teatro da PUC Goiânia
Av. Fued José Sebba, Quadra A 16 1184 – Jardim Goiás – Goiânia/GO