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Ziriguidum do D9 – Resumo – 3ª Feira, 03 maio de 2022

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Resumo de terça, 03 de maio de 2022

Edição de Chico Bruno

Manchetes

Valor Econômico – Mercados domésticos sofrem com piora no cenário externo

FOLHA DE S.PAULO – ‘Política só fora do quartel’, diz comandante da PM de SP

O ESTADO DE S.PAULO – Sem candidatura de Tebet, MDB pode aderir a Bolsonaro

O GLOBO – Com inflação alta, renúncia fiscal do governo passa de R$ 40 bi

CORREIO BRAZILIENSE – GDF paga hoje a 3ª parcela de reajuste para servidores

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia

Impacto em casa – Os mercados domésticos voltaram a sentir ontem o impacto de um cenário externo mais adverso. O dólar subiu 2,60% e fechou o dia negociado a R$ 5,0708. O Ibovespa recuou 1,73% e encerrou o pregão aos 106.638,64 pontos, retornando ao nível de janeiro. O desempenho negativo é reflexo de uma expectativa de política monetária mais restritiva nos EUA e inclui no radar o receio sobre a saúde da economia chinesa.

Da porta para fora – O novo comandante da Polícia Militar de São Paulo, disse que não permitirá manifestações políticas de policiais militares da ativa, usando símbolos oficiais, e usará as diretrizes da corporação para coibi-las. “Eu posso ter minha opinião [política], mas fora do quartel”, disse o coronel Ronaldo Miguel Vieira, 51, em entrevista à Folha. Nomeado na semana passada pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB) declara que pretende ampliar o programa de câmeras com gravação ininterrupta acopladas aos uniformes dos agentes, que virou contenda política entre candidatos ao governo. Aprovadas no ano passado, essas diretrizes preveem que o PM da ativa pode responder nas esferas cível, penal e penal militar e, ainda, na parte administrativa, se usar as redes para manifestações políticas. Na esfera administrativa, as punições podem ir de advertência até a expulsão, dependendo da gravidade do ocorrido. Contas e canais de policiais têm se tornado frequente nas plataformas. Integrantes das corporações compõe parte da base de apoio ao governo federal. No ano passado, o coronel Aleksander Lacerda foi retirado do comando da região de Sorocaba após ter publicado nas redes sociais críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao então governador João Doria (PSDB), além de ter convocado os seguidores para o ato bolsonarista do Sete de Setembro, em São Paulo. O policial é alvo de investigação interna e poderá ser punido.

Tendência – Levantamento com base nos delegados eleitos pelos diretórios estaduais, nas bancadas e nos prefeitos do partido aponta que, se o MDB desistir da candidatura própria ao Planalto, a ala que defende o apoio à reeleição de Jair Bolsonaro seria majoritária na convenção nacional. O resultado mostra que, embora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantenha interlocução com caciques do MDB no Nordeste, o bolsonarismo é mais forte na correlação de forças interna. A pesquisa se tornou arma na estratégia da cúpula emedebista para tentar consolidar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MS). O argumento é de que somente com um nome na disputa presidencial a sigla conseguirá manter a coesão e formar uma bancada forte no Congresso a partir de 2023.

Renúncia eleitoreira – O índice oficial de inflação acima de 10% há sete meses levou a um aumento da arrecadação e abriu brecha ao governo para a redução de impostos, que já atinge R$ 43,4 bilhões. Especialistas advertem que medida, uma das principais apostas para reaquecer a economia em ano eleitoral, deve se transformar em bomba fiscal para o próximo governo, pois não há garantia de que os crescentes recursos vão se manter.

Demorou, mas chegou – Após sete anos, 150 mil servidores públicos do Distrito Federal, que integram 31 categorias profissionais, receberão a terceira parcela do aumento aprovado por lei em 2013, que deveria ter sido pago em 2015. Os acréscimos variam entre 5% e 22,2%. Os valores dos salários do mês de abril, já corrigidos, estão disponíveis no contracheque.

Do jeito que está, não leva – Os mais moderados apoiadores de Lula na seara política dizem que ou ele faz logo uma guinada ao centro, ou correrá o risco de ser ultrapassado por Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. Em São Paulo, levantamentos já detectaram esse movimento. Portanto, melhor moderar logo o discurso do que ficar esperando o auge da campanha. Até aqui, Lula praticamente fechou os partidos de esquerda, mas não está agregando votos ao centro. Se continuar assim, a tendência, segundo alguns, é surgir espaço para algum nome da terceira via, ou Bolsonaro tomar mais espaço de centro. As duas situações preocupam os apoiadores do petista.

Tebet é parte de novela ainda longe do fim – Desde que apresentou a candidatura da senadora Simone Tebet à Presidência, o MDB tenta construir um acordo com outros partidos do grupo batizado como “centro democrático”. Alguns já roeram a corda e estão saindo do bloco da terceira via, como o presidente do União Brasil, Luciano Bivar. A cúpula do MDB, porém, insiste em manter Tebet na disputa sob o argumento de que, se não for assim, a maior parte da legenda migrará para a campanha do presidente Jair Bolsonaro. Única mulher na corrida ao Palácio do Planalto, a senadora procura suavizar a fisionomia de um partido que sempre dançou conforme a música do governo e se envolveu em escândalos. Embora diretórios do MDB no Nordeste, como os de Alagoas, Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco estejam com o ex-presidente Lula, seções do Sul, Sudeste e Centro-oeste – com mais votos na convenção – defendem Bolsonaro e seu projeto de segundo mandato. Uma pesquisa qualitativa conduzida pelo marqueteiro Felipe Soutello será apresentada amanhã a dirigentes do MDB. Feita para medir impressões dos eleitores, a sondagem mostra que Tebet já é associada a algo novo na campanha, após aparecer na propaganda do partido na TV. O problema, no entanto, é que ela não passa de 2% das intenções de voto.

De Moro a Boulos, a disputa dos ‘puxadores’ – As eleições deste ano têm uma peculiaridade em meio ao clima polarizado da campanha presidencial. Uma disputa declarada pelo título de campeão de votos à Câmara dos Deputados ocorre em São Paulo, Rio e Minas. O embate se impôs em 2018, ano em que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) rompeu um recorde que já durava 16 anos e se tornou o deputado federal mais votado da história do Brasil em números absolutos, com 1.843.735 votos. Agora, sem a onda bolsonarista e com novos competidores de peso, a disputa em São Paulo promete se acirrar com a entrada do ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) e a possibilidade de candidatura do ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro (União Brasil). Em 2018, Boulos teve 617 mil votos para presidente e, em 2020, 2,1 milhões de votos no segundo turno para prefeito de São Paulo. Ao anunciar pré-candidatura à Câmara, Boulos lançou publicamente o desafio de tirar de Eduardo o posto de mais votado no Estado. Não será fácil. Em 2018, o filho do presidente teve mais de três vezes os votos de todos os deputados do PSOL eleitos em São Paulo. “Ninguém ganha a eleição de véspera”, disse Boulos. “Então vai ser preciso ralar muito, correr o Estado para conseguir uma votação expressiva e ajudar a eleger uma bancada grande de esquerda no Congresso”. A expectativa de políticos da bancada paulista é de que Moro não terá menos que um milhão de votos. Ele e a mulher, Rosângela, transferiram domicílio eleitoral para São Paulo. Aliados sugerem que ele poderá ser candidato ao Senado. Ao Estadão, o ex-juiz disse que ainda avalia sua participação e admite até não disputar cargo eletivo neste ano. No Rio, o mais votado em 2018 foi o subtenente do Exército Hélio Lopes, o Hélio Negão, com 345,2 mil votos. Este ano, porém, o presidente Jair Bolsonaro não o levará a tiracolo em todos os palanques como fez em 2018. Bolsonaro considera que Hélio consegue se eleger sozinho e quer impulsionar a candidatura do ex-sargento do Bope do Rio Max Guilherme Machado, hoje assessor presidencial.

Estatais podem perder serviços de saneamento em mais de mil cidades – Mais de mil municípios podem deixar de ter estatais como prestadoras de serviços de saneamento porque as empresas públicas não conseguiram comprovar que têm capacidade para atingir as metas do novo marco legal do setor. O cenário abre espaço para empresas privadas disputarem os serviços de água e esgoto sanitário nessas cidades, que precisarão providenciar novos operadores enquanto encerram os contratos com as estatais. O levantamento foi feito pela consultoria FT Economics, a partir de cruzamento dos dados do segmento, entre eles da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA). Essa etapa do marco legal foi elaborada para tirar prestadoras que não teriam condições de arcar com os investimentos necessários para a universalização da oferta de água e esgoto no País. Atualmente, as estatais são as principais operadoras do setor. Esse modelo, porém, não foi capaz de injetar recursos suficientes para atender a população. Hoje, quase metade dos brasileiros vive sem acesso à rede de esgoto e quase 16% não são atendidos com rede de água. Pelas metas da lei, até 2033 as empresas precisam garantir o atendimento de água potável a 99% da população e o de coleta e tratamento de esgoto, a 90%. Segundo o estudo, 28% do total de municípios onde operam as empresas estaduais deixará de ser atendido por essas companhias.

Tarcísio acena à direita não bolsonarista – Representante de Jair Bolsonaro na eleição para governador em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem feito sinais que agradam à centro-direita não bolsonarista e minam possíveis apoios futuros que poderiam fluir a Rodrigo Garcia (PSDB). Numa aproximação com quadros do PSD, ele nomeou Guilherme Afif Domingos, um dos fundadores do partido, como coordenador de seu plano de governo e, nos bastidores, escalou o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP) para articulações políticas. No Partido Novo, o fato de Tarcísio ter evitado a manifestação do 1.º de maio e se mostrar mais moderado que Bolsonaro foi bem recebido, o que abre chance para uma aproximação. Tanto o PSD quanto o Novo têm hoje candidatos: Felício Ramuth e Vinicius Poit. Ambos, porém, não pontuam 2%. Já Tarcísio vem indicando crescimento nas pesquisas, e seus aliados preveem que ele passe o segundo colocado, Márcio França (PSB), neste mês. Fernando Haddad (PT) lidera as intenções de voto. Garcia, por seu turno, tenta reagir com a máquina. Já viajou a sete cidades do interior em caravanas batizadas de “Governo na Área”, que os prefeitos chamam de “poupatempo”, por acelerar as demandas deles. Estão previstas mais 13 viagens. Afif Domingos afirma que o trabalho com Tarcísio não tem relação com o PSD, mas com o ministro Paulo Guedes, de quem recebeu a missão de fazer “um alinhamento liberal” da agenda paulista com a federal.

Fux isolado – A crise desencadeada pela condenação do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) e pelas declarações do ministro Luís Roberto Barroso sobre as Forças Armadas reforçou críticas internas ao presidente Luiz Fux no comando do STF (Supremo Tribunal Federal). A avaliação é que o magistrado não estaria fazendo a defesa institucional do Supremo à altura que os embates com o presidente Jair Bolsonaro (PL) têm exigido. Fux está a menos de seis meses de concluir seu mandato na presidência da corte, o que agrava o quadro e consolida a percepção entre os demais ministros de isolamento do comandante do tribunal. Ministros contestam a postura do magistrado quanto ao governo e a tentativa de manter uma relação cordial com o Palácio do Planalto mesmo após os insistentes ataques do mandatário a integrantes da corte. No último dia 19, por exemplo, Fux esteve presente na cerimônia do Dia do Exército e aplaudiu o discurso em que Bolsonaro citou mais uma vez a possibilidade de fraude nas eleições deste ano, o que causou incômodo no tribunal.

Silveira vai a evento sem tornozeleira – O deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) disse na noite desta segunda-feira (2) que não deveria estar usando a tornozeleira eletrônica imposta pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Ele participou em São Paulo de debate entre pré-candidatos do PTB ao Senado. “Qual tornozeleira [está sem sinal]? A que eu não deveria ter usado. Só poderia ter sido aplicada após a deliberação da Casa. Claríssimo pelo regimento”, disse o deputado no mesmo dia que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal informou a Moraes que o dispositivo colocado no deputado segue descarregado desde o dia 17 de abril. “Estou sem ela. Não existe mais nada, ainda mais depois de perdoado. Qualquer coisa subsequente. Presidente perdoou, acabou”, afirmou. Em ofício desta segunda, sob o argumento de que “a monitoração não tem se mostrado efetiva tendo a falta de envio de dados”, a secretaria do DF pediu ao ministro do STF que avalie a desvinculação do dispositivo do parlamentar e, se esse for o caso, que Silveira seja notificado a devolvê-lo. De acordo com o órgão, o equipamento não emite sinais em razão de descarregamento desde o domingo de Páscoa.

Lira destoa de Pacheco e mantém silêncio – Mais de 24 horas depois, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), manteve o silêncio sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em atos contra o STF (Supremo Tribunal Federal) em Brasília e em São Paulo., O deputado não se pronunciou em redes sociais e também não se manifestou após ser procurado via assessoria de imprensa. O silêncio destoa do posicionamento adotado pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que, sem citar diretamente Bolsonaro, criticou os atos.​ O silêncio de Lira também contrasta com a manifestação alinhada à de Pacheco na semana passada, quando ambos se uniram em defesa do processo eleitoral brasileiro e rebateram questionamentos à legitimidade das eleições, diante de ataques reiterados de Bolsonaro às urnas eletrônicas. Os últimos comentários do presidente da Câmara em sua rede social dizem respeito à eleição indireta para governador de Alagoas, em disputa que opõe Lira a adversário político local, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Bolsonaro promete mais vagas na PF e PRF – Pressionado por diversas categorias do serviço público que cobram reajustes de salário, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a prometer nesta segunda-feira (2) aumentar o número de convocados em concursos da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro telefonou ao ministro da Justiça, Anderson Torres, e pediu um “aditivo” para ampliar as vagas. O governo realizou concursos com 1.500 vagas para cada carreira. Bolsonaro prometeu, em mais de uma ocasião, chamar outros 500 candidatos da PF e o mesmo número para a PRF. Na conversa com Torres, ele sugere que deseja dobrar o número de convocados, para além do edital. Questionada, a assessoria do Ministério da Justiça ainda não confirmou o pedido. “Você tem capacidade [de] passar para mil cada um? Acha que dá para resolver? Então faz um aditivo, pede mil vagas, já que você está no limite teu, para mil vagas para cada lado. Pode ser?”, disse Bolsonaro ao ministro da Justiça por telefone. A fala de Bolsonaro foi divulgada por páginas de apoiadores no YouTube.

Servidores preparam manifestação em frente à sede do BC – Os servidores do Banco Central programaram uma manifestação em frente à sede da autarquia, em Brasília, na próxima quarta-feira (4), das 17h às 19h, durante a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) destinada à decisão de reajuste da taxa básica de juros (Selic). O ato presencial faz parte do recrudescimento da mobilização da categoria, que volta a cruzar os braços por tempo indeterminado a partir desta terça (3), em reivindicação por reajuste salarial e reestruturação de carreira. A retomada da greve, que ficou suspensa entre 20 de abril e 2 de maio, foi decidida em assembleia realizada na última sexta (29). Nas duas últimas semanas, os funcionário da autoridade monetária vinham atuando em operação-padrão e fazendo paralisações diárias, das 14h às 18h.​

Corrida por título congestiona site do TSE – A Justiça Eleitoral encerra, amanhã, o prazo para os brasileiros tirarem, regularizarem ou transferirem o título de eleitor e possam exercer o poder de voto no pleito de outubro. A procura de última hora pelos serviços provocou instabilidade, ontem, das redes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a Corte, o grande volume de acesso simultâneo, de quase meio milhão de brasileiros, congestionou os sistemas. “Até as 17h, foram realizados 431 mil atendimentos”, informou o TSE, em nota. “As áreas técnicas responsáveis já trabalham para o restabelecimento das páginas e dos sistemas afetados”, acrescenta. O sistema voltou a funcionar por volta das 18h30, ainda com alguma instabilidade. Alguns dados estatísticos, porém, estão indisponíveis. “Por conta da instabilidade apresentada na tarde desta segunda-feira, nos sistemas do TSE, o tribunal está revisando os dados, que serão divulgados em momento oportuno, ainda nesta semana”, diz o comunicado. Nesses dados constavam, por exemplo, o número de jovens de 17 anos que tinham se habilitado, até 30 de abril, para votar em outubro. Por causa da grande demanda de última hora, o TSE informou que os cartórios eleitorais regionais estão funcionando com horário estendido em uma hora — passaram a atender até as 18h.

Damares ocupa o espaço de ex-ministra e irrita aliados de Bolsonaro – A lançamento da pré-candidatura da ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos) ao Senado federal pelo Distrito Federal embolou o meio-campo na disputa pela vaga. Até a chegada de Damares, a única candidata do governo ao Senado no Distrito Federal era a também ex-ministra da Secretaria de Governo Flávia Arruda, do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro, o PL. Aliados de Flávia relatam que o movimento irritou não só a ex-ministra, mas também o presidente do PL Valdemar da Costa Neto, conforme noticiado no blog da colunista da Globo Malu Gaspar. Líderanças do alto escalão do PL disseram, sob reserva, que Damares foi “usada” por comandantes republicanos para pressionar Bolsonaro e Valdemar Costa Neto a incluir um quadro do partido na primeira suplência de Flávia. – A primeira suplência da Flávia é a mais cobiçada do Brasil — disse um dos aliados mais próximos do ex-ministro no PL. A razão para isso é que, se Bolsonaro for reeleito, o retorno de Flávia Arruda à esplanada dos Ministérios é dado como certo, o que abriria caminho para a posse do suplente. Mas ainda não está definido quem vai preencher essa vaga. – Quem vai indicar é alguém do (núcleo político de ) Bolsonaro, não Marcos Pereira – avisa um colaborador de Valdemar, referindo-se ao presidente do Republicanos. A própria filiação de Damares e do ex-ministro da Infraestrutura Tarcisio Freitas à sigla já visava apaziguar o descontentamento de Pereira com o espaço da legenda no escalão de frente da campanha de reeleição de Bolsonaro.

As razões que esvaziaram os atos do Dia do Trabalho – Tradicional data de manifestações políticas pelo mundo, o Dia do Trabalhador se tornou palco neste ano para a militância do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva medirem suas forças nas ruas. Porém, os atos não decolaram e foram “decepcionantes” para ambos os lados, na avaliação de cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO. Segundo esses especialistas, isso se explica por um baixo interesse da população pela disputa partidária neste momento. De acordo com professor da USP e cientista político José Álvaro Moisés, questões urgentes que estão afetando a população — como a crise econômica e o alto custo de vida — levam a um baixo engajamento em manifestações em torno de projetos e candidaturas políticas. — A baixa adesão se explica pelo fato que as pessoas, em geral, estão preocupadas com a inflação, desemprego e perda de renda. Nessas condições, pouca gente se dispõe a participar mesmo que seja para protestar — aponta Moisés. Já o cientista político Antonio Lavareda analisa que a participação das pessoas em eventos de rua leva em conta uma espécie de cálculo de “custo benefício”. De acordo com ele, com a proximidade cada vez maior do pleito, a utilidade desses atos para o eleitor perde importância, já que ele poderá se expressar em breve através voto. — Manifestações de rua serão cada vez menos relevantes para as pessoas, pois já há uma data “marcada” para os conflitos entre as partes serem resolvidos. O teste de força se dará nas urnas — afirma Lavareda, citando como exemplo o processo eleitoral francês ocorrido neste ano: — Na França, à medida que foi se aproximando a eleição, as manifestações também foram diminuindo de volume. Lavareda chama ainda atenção para causas distintas relacionadas a cada um dos grupos políticos que ajudaram a esvaziar as ruas. No caso de Lula, ele diz que o baixo engajamento mostrou a perda de força de mobilização das centrais sindicais, organizadoras do ato em prol do petista. O enfraquecimento destas entidades teria origem na reforma trabalhista que prejudicou o financiamento dos sindicatos. Já no caso de Bolsonaro ele enxerga uma frustração de parte do eleitorado que nos atos de 7 de setembro de 2021 lotou as ruas com manifestações antidemocráticas e ataques a instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF). — Parte dos bolsonaristas tem a memória da frustração quando foram às ruas, bradaram em sintonia com o presidente, para depois em 48h tomarem conhecimento de uma carta copidescada pelo (Michel) Temer que desdizia tudo que ele havia afirmado e pelo que estavam brigando.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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Homenagens

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O conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes, e o primeiro vice-governador do Estado, Darci Martins Coelho, foram homenageados na última quinta-feira (29) pela Câmara Municipal de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

Na ocasião, José Wagner Praxedes recebeu o título de Cidadão Honorário, enquanto Darci Martins Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Araguatinense, em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições para o Estado do Tocantins.

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Expositores levam inteligência artificial para o dia a dia das indústrias

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Soluções baseadas em IA ganham força entre os participantes da feira de inovação e tecnologia industrial, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O número de indústrias no Brasil que utilizam soluções de inteligência artificial (IA) mais que dobrou em dois anos, segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento, feito com 1.731 empresas de um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados, mostra que o uso de IA nas indústrias brasileiras saltou 163% entre 2022 e 2024.

A pesquisa aponta que a adoção da tecnologia cresce conforme o porte da empresa.

Nos negócios com 500 ou mais funcionários, 57,5% utilizam soluções de IA. Nas companhias que têm entre 250 e 499 empregados, o índice é de 42,5%, e cai para 36,1% naquelas com 100 a 249 trabalhadores.

Aproximar a IA da realidade fabril é um dos objetivos da 3ª Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana (Expoind), que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O evento reúne fornecedores de serviços, insumos, equipamentos e tecnologia. Grande parte dos cerca de 80 expositores apresentará inovações baseadas em mecanismos de IA.

Photovoltaics factory engineer uses artificial intelligence to improve solar panels efficiency. Solar panels manufacturing plant worker uses AI technology to research cheaper solar solutions, camera A

IA aplicada a vendas

A goiana Nectar Soluções, especializada em softwares de CRM e gestão comercial para indústrias e distribuidoras, apresentará agentes de IA voltados para automação e suporte ao processo de vendas, que funcionam como gestores virtuais.

A tecnologia integrada aos programas da empresa permite fazer previsões de vendas e projeções de faturamento com base no histórico de negociações.

“O agente de IA conta com um assistente de texto que corrige e reescreve as informações nos campos do CRM.

A ferramenta também enriquece os contatos comerciais por meio de pesquisas automáticas de dados, preenchendo cadastros com nomes de empresas, cargos e canais de contato”, afirma Arthur César de Siqueira, diretor de operações da Nectar Soluções.

A expositora também mostrará um agente focado em mentoria de negócios.

“É uma ferramenta que sugere os próximos passos para aumentar as chances de fechamento de um contrato. Esse mentor direciona potenciais clientes para os vendedores, acompanha o desempenho da equipe e aponta melhorias nas abordagens”, diz Siqueira.

Esta é a segunda participação da Nectar Soluções na Expoind. De acordo com o executivo, o evento anterior trouxe retorno estratégico e financeiro.

“No ano passado, investimos cerca de R$ 35 mil no estande e, com as rodadas de negócios e os contatos feitos na feira, fechamos cerca de R$ 100 mil em contratos nos meses seguintes”, afirma. 

Desafio na qualificação profissionalO presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, afirma que um dos propósitos da feira é democratizar o acesso às novas tecnologias e indicar caminhos para a capacitação de mão de obra.

“Vivemos um momento desafiador e de grande potencial no processo produtivo.

É preciso preparar estudantes e profissionais para uma realidade em rápida mudança”, diz.

O estande do Sistema Fieg apresentará oportunidades de qualificação e tecnologias como robótica, realidade virtual e aumentada e impressão 3D.

A indústria goiana criou 12.111 empregos formais no primeiro semestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 11.423 vagas.

O índice ficou acima da média nacional, de 1,6% no período, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Goiás teve o sexto maior crescimento entre as 27 unidades da federação.

Apesar do crescimento na geração de postos de trabalho, o setor enfrenta o desafio de qualificar profissionais para a indústria digital.

Um levantamento de 2024 do IBGE mostrou que 89% das empresas industriais brasileiras utilizavam tecnologias avançadas.

No entanto, a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que apenas 54,2% dos brasileiros têm habilidades digitais altas ou médias-altas (como uso de IA e programação de softwares).

Em tarefas complexas, o porcentual cai para 44,5%.

COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

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