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12 Horas no Futuro

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Por JB Alencastro especial para o D9 Notícias.

Em um voo do Brasil para o Japão, você vai para leste e no sentido contrário da rotação da terra. É a metade de um dia em que você não sabe para onde foi.

O fuso horário trouxe essa novidade para o mundo moderno.

E o que você poderia ter feito nesse intervalo de tempo? E se não fez, é possível fazê-lo agora? Ou falta coragem, ou planejamento, ou ambos? Quantas vezes nós procrastinamos decisões na nossa vida? Quase que diariamente fugimos das nossas responsabilidades, mais precisamente das coisas que nos desagradam.

Que são difíceis de enfrentar e resolver. Nessa viagem imaginária para a Terra do Sol Nascente, você vai chegar confuso, cansado, com sono e com fome. Não seria exatamente nessas horas em que você erra mais? E se sente pressionado? Então diante de um problema a primeira atitude seria reconhecer que ele existe.

A confusão maior está em conectar os fatos com a sua opinião sobre eles. Opinião é fala, desejo, dominância.

Você quer sempre ter razão ou ser feliz? Acontecimentos sem interpretação alguma são justamente os mais doloridos e reais.

Temos que ir de frente à eles. Peitá-los. Desanuvie o para-brisas da dúvida. Sopre a nuvem da insegurança. Bote sol nesse nebulosidade que o envolve.

Não é tão simples, mas é possível. Como? Separando o real do imaginário.

Olha, de uns 90% daquilo que nos preocupamos metade nem vai ocorrer e a outra metade daqui a 10 anos não terá sentido algum.

E só 10% precisa ser resolvido em menos de 12 horas.

Então, por que a pressa? E por que a ansiedade?Segunda dificuldade é o cansaço.

Reconheça que você falha, que você erra e que está morto de cansado. E depois disso, apenas descanse.

Relaxe. Deixe sua mente trabalhar sem ansiedade, são essas horas que permanecem no limbo que você precisa para concatenar ideias e escolher ideais. A mente drenada, terraplanada e asfaltada de objetivos claros é a estrada do sucesso.

Sono é talvez um dos maiores débitos do mundo atual. Existem pessoas que já acordam atrasadas e que letargicamente saem funcionando no automático.

Nenhuma atenção no caminho para o estudo ou trabalho.

Nenhuma emoção ao verificar qualquer elemento novo na Natureza que o cerca.

O belo, assim como as soluções do seu problema está no simples, no detalhe, naquilo que não é visto no “modo zumbi”.

Reveja toda a trajetória que o levou a essa encruzilhada, a essa parada brusca, a esse problema.

A solução está aí, clara e fácil. Em algum lugar do desenrolar dos fatos você não percebeu o erro.

E menos ainda viu a resposta. Fome. A literal falta de comida leva a mau humor e dificuldade de raciocínio.

Todos sabemos, mas não reconhecemos. Mas existe também outra fome a ser saciada.

A do conhecimento, do saber.

A preguiça em ler, em aprender, ou – pior ainda – a soberba em achar que tudo sabe e que “sempre fiz desse jeito e deu certo” é a fonte dos piores erros. Esteja aberto a discussões e alimente-se do conhecimento. Só ele liberta.

Daí nessa reflexão sobre a vida que nada mais é do que uma viagem longa com um único destino, por favor conscientize-se de que o principal responsável por tudo que ocorre com você é você.

Ação e planejamento em um tempo limitado e muitas vezes apertado é o que vai determinar suas escolhas.

Use bem ele. E por isso, conheça o seu eu o mais profundo possível. Saiba exatamente o que deseja.

Pois o Japão é logo ali e não são mais do que 12 horas que o separa do futuro.

JB Alencastro é médico e escritor.

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Casamento no litoral cearense

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Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.

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Café da Tarde

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Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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