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Projeto Cerradim promove inclusão com oficinas infantis gratuitas inspiradas na obra de Burle Marx.

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Com programação planejada para crianças típicas e atípicas, evento fortalece conexão entre infância e Cerrado.

Nos dias 28/02 e 07/03, o Espaço Multicultural Jardim Potrich em Goiânia vai receber uma experiência sensorial e educativa com o projeto “Cerradim: Olhares mirins sobre Burle Marx e um Jardim”.

A iniciativa promove a valorização da arte e do bioma Cerrado e a inclusão social, oferecendo oficinas artísticas e botânicas gratuitas para 40 crianças de 5 a 12 anos, divididas em quatro turmas, com 10 vagas cada.

Metade das vagas serão reservadas para estudantes de escola pública.

As atividades serão separadas em dois eixos complementares: a primeira oficina foca na expressão artística, a qual será conduzida envolvendo a produção de pigmentos naturais encontrados no Cerrado como urucum, açafrão, boldo e terras coletadas no próprio Jardim Potrich.

A segunda será voltada para a prática botânica, onde as crianças terão contato direto com a terra, aprendendo a identificar plantas nativas do Cerrado e projetando intervenções paisagísticas.

O projeto busca conectar as crianças com o legado do renomado paisagista brasileiro Roberto Burle Marx. Sob a orientação de uma equipe especializada, as crianças farão releituras das obras de Burle Marx, focando nas formas e cores do Cerrado.

As aulas serão ministradas por uma equipe multidisciplinar composta pela arte-educadora especialista no trabalho com crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) Laura Macedo, a coordenadora cultural Izabel Lemos e a professora de ensino infantil e fundamental Elyza Sal.

A jornada criativa será guiada por referências visuais presentes no Jardim Potrich, onde os participantes serão conduzidos a investigar o painel artístico no portão de entrada, assinado pelo artista paulista Fabiano Apce e um painel exclusivo inspirado em Burle Marx, criado pela ilustradora Bárbara Bastos especialmente para o projeto.

A cenografia do espaço é assinada pela Verdô Botânico, com a curadoria de Tatiana Potrich, e integra plantas vivas ao conjunto artístico produzido pelas crianças.

O foco é criar um ambiente biofílico, que auxilia na redução do estresse, melhora a qualidade do ar e estimula a criatividade e o bem-estar dos participantes e visitantes.

As inscrições gratuitas abrem dia 19 de fevereiro e o link do formulário estará disponível no perfil do Projeto Cerradim no Instagram (@projetocerradim).

No formulário de inscrição, o responsável pode escolher a oficina que deseja matricular a criança e enviar a documentação referente a comprovação de vínculo com escola pública e/ou especificidades acerca da neurodivergência das crianças atípicas.

O resultado dos aprovados será divulgado pelo mesmo perfil, no dia 25/02 pela manhã, com confirmação para lista de espera (se houver) para o dia 26/02 à noite.

Serviço

Projeto CerradimInstagram: @projetocerradim @jardimpotrich

Local: Espaço Multicultural Jardim Potrich

Endereço: Rua 12, n°12, qd B 21 lote 07, Jardim Goiás

Visitações e inscrições GRATUITAS

Cronograma das Oficinas de Arte e Botânica:

28/02 (Sábado): 9h às 11h (Crianças atípicas de 9 a 12 anos) | 14h às 16h (Crianças típicas de 5 a 8 anos)07/03 (Sábado): 9h às 11h (Crianças atípicas de 5 a 8 anos) | 14h às 16h (Crianças típicas de 9 a 12 anos)

Inscrições: 19/02 via @projetocerradim no Instagram

Resultado dos aprovados: 25/02 via @projetocerradim no Instagram *Exposição e Vernissage:

Abertura: 14/03, das 10h às 14h.

Visitação: Até 28/03 (mediante agendamento)

Local:

Espaço Multicultural Jardim Potrich

Agendamentos via

WhatsApp 62 98177 0176 –

Tatiana Potrich

Assessoria de Imprensa

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Casamento no litoral cearense

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Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.

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Café da Tarde

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Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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