5 dicas para comer chocolate sem culpa Renata Guirau, nutricionista do Oba Hortifruti, ensina como escolher o produto de melhor qualidade nutricional
O chocolate é um alimento que praticamente todo mundo gosta. No entanto, tem alto valor calórico e, por isso, precisa ser consumido com atenção. Mas o consumo não precisa ser um problema. “O segredo é buscar produtos de melhor qualidade nutricional”, afirma Renata Guirau, nutricionista do Oba Hortifruti, que dá cinco dicas de como escolher o chocolate e comer sem culpa.
Quanto mais cacau, melhor. As opções dos chocolates convencionais realmente saudáveis têm pelo menos 85% de cacau.
Quanto menos açúcar, melhor. Hoje em dia existem diversas opções adoçadas com estévia, açúcar de coco ou simplesmente sem açúcar.
Quanto mais puro, melhor. Evitar chocolates adicionados de biscoitos e confeitos. Isso geralmente garante melhor teor nutricional.
Quanto menos componentes, melhor. Uma lista com poucos ingredientes significa que mais qualidade tem o chocolate.
Quanto mais gostoso, melhor. Chocolate é um alimento que remete a prazer e pode ser consumido sem culpa, desde que não ocorra exagero na quantidade.
O consumo de chocolate, observa Renata, geralmente representa um momento de relaxamento. “Chocolate é um comfort food para muitas pessoas, mas, na prática, vale seguir o bom senso e manter o cuidado com a qualidade e quantidade ingerida. Mesmo sabendo das diferenças entre os tipos de chocolate, é possível fazer o consumo do nosso preferido, desde que isso ocorra com responsabilidade”.
E está comprovado. Nem só prazer proporciona o chocolate. Estudos sobre os efeitos do cacau no organismo mostram que os flavonoides presentes na fruta têm ação antioxidante e ajudam a reduzir marcadores de inflamação. Isso significa que alguns fatores de risco para doenças cardiovasculares podem ser minimizados com o consumo do alimento. “Versões acima de 85% cacau apresentam uma quantidade baixa de açúcar e alta da fruta e seus compostos antioxidantes”, lembra Renata.
A nutricionista aconselha a ingestão do alimento como sobremesa, em seguida às refeições, como almoço e jantar, que contêm mais fibras e proteínas. “Isso ajuda a reduzir a carga glicêmica, que fica maior quando ingerimos açúcar, e pode favorecer menos alterações de glicemia”.
Para quem gosta de chocolates harmonizados com vinhos, a especialista orienta consumir alimentos salgados no início da refeição e finalizar com a harmonização da bebida com o doce.
Outra sugestão é utilizar o chocolate para preparar receitas ricas em antioxidantes e de mais baixa caloria, como calda para frutas, cobertura para sorvetes naturais e até mesmo consumir como fondue acompanhado de frutas para equilibrar o consumo calórico. “Dessa forma, as preparações não deixam de ter o sabor do chocolate, ajudam a não comer quantidades exageradas, uma vez que ajudam na saciedade, e ainda trazem diversos nutrientes que o corpo precisa”, diz Renata.
Além dos chocolates amargo, meio amargo e ao leite, os com derivados de coco e o rubi, que tem 47% de teor de cacau e sabor frutado intenso natural da amêndoa da fruta, são ótimas opções e podem ser usados na preparação das receitas que a nutricionista ensina.
Brownie de chocolate fit 4 claras em neve 4 gemas ½ xícara de açúcar ou adoçante culinário 100g de chocolate amargo ou com derivados de coco 50g de chocolate ao leite 50g de avelã
Modo de preparo: Misture as gemas, o açúcar e o chocolate amargo previamente derretido. Em seguida, incorpore as claras em neve delicadamente, até formar um creme homogêneo. Rale o chocolate ao leite e pique as avelãs grosseiramente. Misture o chocolate ralado com as avelãs e decore a massa. Leve ao forno por cerca de 20 minutos e sirva em seguida.
Taça de frutas com chocolate 1 xícara de chá de kiwis picados 1 xícara de chá de morangos picados 1 xícara de chá de manga picada 4 colheres de sopa de aveia em flocos 200ml de leite de coco pronto para beber 100g de chocolate ao leite ou rubi ralado
Modo de preparo: Prepare um creme, cozinhando a aveia com o leite de coco. Monte em taças fazendo uma camada de manga + 1 camada de creme + 1 camada de kiwi + 1 camada de creme + 1 camada de morango + chocolate ralado polvilhado. Se desejar, polvilhe o chocolate após cada camada de creme. Leve para gelar antes de servir.
Picolé de maracujá com cobertura de chocolate Polpa de 1 maracujá 2 colheres de sopa de açúcar 200ml de água 100g de chocolate ao leite ou rubi 1 colher de sopa de óleo de coco
Modo de preparo: Faça um suco com o maracujá, a água e o açúcar. Coloque em forminhas de picolé e leve ao freezer. Derreta o chocolate em banho-maria e misture com o óleo de coco, formando uma calda. Desenforme os picolés e cubra com a calda de chocolate. Leve novamente ao freezer por pelo menos 1 hora antes de servir.
SOBRE O OBA HORTIFRUTI – A rede é referência em qualidade e variedade de produtos, e oferece diariamente um atendimento mais próximo, que prioriza o relacionamento com o cliente, garantindo o equilíbrio perfeito entre sabor e saúde para a vida das pessoas. Acredita que reunir a família e os amigos ao redor da mesa é um momento gostoso e saudável. Referência em saudabilidade e prazer em comer bem, o Oba é fonte para quem deseja manter uma boa alimentação.
Já foi premiada duas vezes pela Folha de S. Paulo, na pesquisa Top Of Mind, como a marca mais lembrada pelos brasileiros na categoria hortifrúti, pela edição da revista Veja Comer & Beber, como o estabelecimento mais amado pelos paulistanos e também no ranking IBEVAR — FIA 2020, como uma das empresas mais eficientes do varejo brasileiro.
Atualmente, a marca possui mais de 70 lojas espalhadas pelos Estados de São Paulo, Goiás e Distrito Federal.
Com mais de 40 anos de história, o Oba expandiu sua atuação no mercado com setores de frios e laticínios, açougue, adega, mercearia, importação própria, pré-lavados, lanchonete, floricultura, padaria e restaurante, que complementam o setor de hortifrúti.
A empresária goiana Inez Resplande está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde participa, de 23 a 29 de outubro, do Global Experience, evento que promove conexões, inspiração, conhecimento e oportunidades.
Convidada para ministrar uma palestra, ela abordará o tema *“O Desejo de Ser Grande”*, compartilhando experiências e reflexões sobre crescimento e realização.
Durante a estadia, Inez também aproveita a oportunidade para conhecer os tradicionais atrativos turísticos da região.
Mais uma conquista que reforça sua trajetória de sucesso e empreendedorismo.
A artista plástica goiana Anna Rita Araújo é a responsável pela ilustração que estampará a frente da camiseta da tradicional Feijoada do Elpídio, marcada para o próximo dia 28 de novembro, em Goiânia.
Com mais de 30 anos de trajetória nas artes visuais, Anna Rita é também educadora e pesquisadora, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo (USP).
Sua produção artística se destaca pela pintura em tela e pela aquarela, com obras que exploram flores e jardins, articulando temas como memória, feminino e imaginário.
Entre 2025 e 2026, a artista apresentou exposições no Museu de Arte de Goiânia, na Grécia e nos Estados Unidos, ampliando a presença de sua produção artística no cenário nacional e internacional.
A participação de Anna Rita Araújo acrescenta arte e identidade à camiseta desta edição da Feijoada do Elpídio, unindo a tradição do evento à expressão artística de um talento goiano.
Ela estava parada com a tela a sua frente no Jardim Botânico de Cairns. Olhava para o chão.
Umas sementes azuis. Identifiquei o desenho. Era um casuar. Ave comum nessa região. A artista abaixava com facilidade e levantava ocasionalmente em uma perna só. Carregou várias vezes o seu material por entre as folhas e raízes. Dispus-me a ajudá-la.
Apenas sorriu e agradeceu. Era pesado. Disse-me que depois iria caminhando até a piscina pública, pela Esplanade e que fazia isso praticamente todos os dias. Calculei a distância, ida e volta uns 8km. Alguns dias ela nadava, outros não.
Sempre gostou do mar, mas onde tem crocodilo de água salgada, não é bom arriscar. Minha curiosidade aumentou sobre quem era e sua provável idade. Mas nada peguntei.
A conversa em si estava boa. Contou-me sobre suas telas antigas e recentes. Sobre os bichos da floresta, das plantas e dos presentes do mar.
Esticou-se toda e explicou-me que é necessário fazer isso porque a posição em pé e depois sentada, estraga a coluna. Dissertou sobre raízes, bulbos e lírios. Falou de uma tela sua com esse tema e que estava aprendendo francês porque era encantada com as ninféias de Monet.
E que havia comprado uns gibis para estudar. Nos quadrados é do jeito que escreve e nos balões é do jeito que fala, disse categoricamente.
Depois falou numa língua que nunca escutei e sorriu. Dentes muito brancos. Nessa hora disse-me que nascera em 1966. Estava feliz com essa idade pois seu pai morrera com 30 anos e sua mãe com 40.
Perguntou-me de onde eu era, e opinou que português é uma língua difícil. Repetiu a palavra “obrigado” várias vezes. Resolveu fazer um diário depois dos 50 anos.
E adorava ficar decorando o nome científico de tudo que pinta e desenha. Sempre faz churrasco com as amigas no fim-de-semana.
Nas margens da lagoa. Perto da galeria onde expõe seus quadros. De repente uma algazarra. São quatro crianças pequenas vindo correndo em nossa direção. Ela é a vovó.
Teve filhos muito cedo. Um casal veio em nossa direção.
Bastou ela olhar para a turma que todas se calaram. Sentaram e ela foi explicando sobre o jardim, as plantas dali e como aquelas frutinhas faziam um sucesso danado com a ave corredora de capacete, o casuar.
A reverência que o casal fez quando se aproximou dela foi muito bonita e silenciosa. Uma energia tranquila naquele momento e eu ali. Caladinho. Eu que sempre falo bastante, aproveitei para aprender um pouco mais.
É muito bom isso. Observar para poder integrar. Chegou a orientadora do passeio guiado e cumprimentou-a com carinho e respeito.
Sua força física de caminhar, carregar pesos, abaixar e levantar, nadar e alongar é impressionante.
Assim como o sorriso que emite enquanto se exercita. Seu interesse constante pela Natureza, por línguas, uma memória testada dia-a-dia é uma força intelectual imensa.
Nem falo de suas telas que depois pude verificar que são lindas. E por fim a força moral, cada palavra sua é ponderada.
A paixão inequívoca dos netos e – não sei se era a filha ou o filho, pois ambos a trataram como mãe – a família, e somada a minha admiração.
Além da funcionária do Jardim Botânico. Uma inspiração enorme numa manhã amena, com as três maiores forças do ser humano naquela mulher singular: a física, a intelectual e a moral.