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Lenço e pente no bolso mais um poema na cabeça

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Por JB Alencastro especial para o D9 Notícias.

Lá vem ele caminhando tranquilo com um sorriso no seu rosto moldado por barba cheia e bem feita. Os cabelos fartos começando a branquear. Cãs, diria meu pai. Seus braços abrem plenos e recebo aquele conforto do amigo irmão. Das décadas passadas.

Do presente real e único. Do futuro tão incerto que sei que somente a amizade é algo permanente.

É noite. Minha proverbial pontualidade já é por ele conhecida. Tudo está pronto. Sua casa tem cores e cheiros. E beijos. Muitos quadros representando esse ato tão belo e íntimo do ser humano. Ao lado dele, sua linda parceira. Leve, livre e solta. Também sorridente. Felizes, em comunhão. Descreve as novidades pregadas na parede.

Após mostar a mesa pródiga de inspiração mineiro-árabe, dirige-se para a cozinha. Sigo-o sem ele me ver.

Do bolso trazeiro da calça Lee 150 retira um pente. Pequeno, provavelmente de osso de tartaruga. E ajeita as madeixas. Não permito que me veja e num gesto felino, genuinamente leonino, retorno.

Minha mãe dizia que homem direito é homem pentado. Acho que existem carecas honestos assim como também cabeludos de fio reto e lisinho que são bacanas e não se penteiam. Mas acredito que a santificada dona Ana Antônia deve ter dito isso à ele também. É uma vaidade vã? Não sei. Mas encaixa bem demais no homem, na herança e no cenário.

Abro o espumante. Celebrar é preciso. A vida é bem mais curta do que imaginamos. E não sabemos quando deixaremos o convívio daqueles que amamos. Lembrei-me de que quando alguém morre, essa pessoa é saudada com louvores. Acho justo, mas não gosto. Prefiro o elogio enquanto vivo. Ali presente com seu pente.

O assunto gira entre obras e autores. Cito Conrad, predileto do meu mestre em hipnose e vida. A moça conhece. Fico feliz ao ver a literatura no Coração das Luzes ao lado do meu Lorde Sim. Toca Yamandu Costa. Um prodígio pouco conhecido e reconhecido em nosso país. Pena. Nossos valores estão ocultos. Espirro.

Não tem ardido em nenhuma das iguarias servidas. É a nota de pimenta negra que o vinho carrega. Como mágica ele saca de um lenço. Nem dá para reparar se suas iniciais, AVC, estão como indefectível monograma, bordadas no canto. Apenas uso o que me é ofertado. Rio. Acho que entre mil homens, apenas um terá um lenço no bolso. E para mim é chique demais.

Fico pensando no livro de poemas Lentes, tão aumentado nos seus planos cinematográficos. Descrito e escrito com esmero. A noite transcorre com temas mil, diversos e ricos. Tem discussões também. Amigos criticam, corrigem e ajudam. Dentro em pouco iremos. Ele fica, e tenho certeza de que está com um poema na cabeça.

Quem dera as pessoas fossem mais próximas para pentear nossas preocupações, tirar um lenço para o pranto e um poema ensaiado ou mesmo imaginado, para os sonhos. Pois todos precisam de um amigo para falar o que não é dito, ver o erro escondido e encher de alegria e esperança com palavras em rima ou verso livre.

JB Alencastro é médico e escritor.

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Encontro de gerações

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O pequeno Ulisses Chemale chegou a Goiânia para uma temporada de muito carinho ao lado dos avós, **Mauro e Adriana Chemale**.

A visita tem sido marcada por momentos de ternura e alegria, como mostram os registros cheios de afeto entre avós e neto.

Sem dúvida, uma presença que iluminou a família e tornou os dias ainda mais especiais.

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Solenidade

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Durante o almoço realizado no Reserva 35, os noivos **Paulo Rodrigues**, advogado, e **Luciana Machado**, empresária, receberam familiares e amigos em uma elegante recepção após a cerimônia de casamento no último dia 21 de junho.

Na ocasião, fizeram um registro para a posteridade ao lado de **Gilce Reis**, empresária e executiva do setor de viagens eventos e shows em um momento de celebração e felicidade.

Foto André Cywinski

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Agripec Show

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Movimenta cerca de R$ 2,5 milhões em negócios e reforça papel das feiras agropecuárias no desenvolvimento do interior de Goiás.

Evento realizado em Itapirapuã registrou crescimento no volume de patrocínios, ampliou oportunidades comerciais para produtores rurais e fortaleceu o comércio local com a participação de empreendedores da agricultura familiar e de negócios liderados por mulheres_l.

A edição 2026 da Agripec Show, realizada em Itapirapuã, encerrou as atividades com aproximadamente R$ 2,5 milhões em negócios gerados durante a feira.

O resultado confirma a importância dos eventos agropecuários para a economia das cidades do interior, ao reunir produtores, empresas, prestadores de serviços, instituições e investidores em um mesmo ambiente de negociação e troca de conhecimento.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã, Edgard Scatena Filho, o volume financeiro ficou abaixo de edições anteriores, acompanhando um movimento observado em outras feiras do setor neste ano.

Ainda assim, a avaliação da organização é positiva diante do aumento do número de patrocinadores, da circulação de visitantes e das oportunidades comerciais abertas durante o evento.”

Chegamos a um movimento de aproximadamente R$ 2,5 milhões em negócios. Houve uma redução no volume financeiro, algo que já era esperado porque outras feiras também registraram esse comportamento.

Mesmo assim, tivemos crescimento em patrocínios, maior movimentação geral e muitos contatos que devem gerar novos negócios nos próximos meses”, afirma.

Um dos destaques foi a Feira do Produtor Rural, que comercializou mais de R$ 16 mil em produtos da agricultura familiar durante os dois dias de funcionamento.

O espaço reuniu produtores locais e abriu novas oportunidades de comercialização direta com consumidores e compradores da região.

O Agripec Delas, espaço dedicado ao empreendedorismo feminino, também superou R$ 20 mil em vendas, segundo levantamento preliminar da organização.

O fechamento final dos números ainda está em andamento.

Para Edgard Scatena Filho, esses resultados mostram que o impacto econômico da feira vai além da comercialização de máquinas, implementos e animais.

“As feiras agropecuárias criam oportunidades para diversos segmentos.

O pequeno produtor consegue vender diretamente ao consumidor, empreendedoras ampliam sua renda, empresas apresentam soluções para o campo e muitos negócios começam nas conversas realizadas durante o evento.

Recebemos um retorno muito positivo dos expositores, que relataram novos contatos e negociações iniciadas durante a Agripec Show.

“Além da geração imediata de receita, a organização destaca que boa parte das negociações iniciadas durante a feira costuma ser concluída nas semanas seguintes, especialmente nas áreas de insumos, genética, tecnologia, prestação de serviços e comercialização de produtos agropecuários.

A edição deste ano também foi marcada pela estreia da nova Carreta do Senar Goiás, que concentrou palestras técnicas, demonstrações práticas e encontros voltados à inovação no campo.

A programação reuniu ainda produtores de leite, apicultores, especialistas em inteligência artificial aplicada ao agronegócio, lideranças do setor e expositores de diferentes cadeias produtivas.

Para o presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã, a consolidação da Agripec Show demonstra como as feiras realizadas em municípios do interior contribuem para manter a atividade econômica regional.

“Temos pontos que ainda podem ser aperfeiçoados, mas o balanço geral é positivo.

O retorno dos expositores foi muito bom e muitos já saíram da feira com novas perspectivas de negócios.

Esse é um resultado importante para Itapirapuã e para toda a região, porque fortalece a economia local e amplia as oportunidades para quem vive e produz no campo.

“@sindicatoruralitapirapua

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