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NEGÓCIOS E INOVAÇÃO – Expoind 2026 conecta indústrias, impulsiona negócios e amplia mercado em Goiás
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3 minutos agoon
Por
Elpidio Fiorda
Com mais de 80 expositores, terceira edição da feira reuniu fornecedores de produtos, serviços e tecnologias para a indústria; empresas destacam novos contratos e oportunidades de parcerias
A terceira edição da Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana (Expoind) terminou quinta-feira (29/10) com novos contratos, contatos comerciais e perspectivas de expansão para empresas fornecedoras do setor industrial. Realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia, a feira reuniu mais de 80 expositores de produtos, serviços, equipamentos e tecnologias, aproximando fornecedores e potenciais clientes em um ambiente voltado à geração de negócios.

Para o presidente da Fieg, André Rocha, a Expoind reflete o dinamismo da indústria goiana e a importância de fortalecer as conexões entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva. “Ver 100% dos estandes comercializados e mais de 80 marcas reunidas neste espaço é a prova de que a indústria goiana não para de crescer e inovar. Essa força é fruto da união entre matéria-prima, capital humano e uma cadeia de fornecedores que movimenta nossa economia”, destacou o presidente durante a abertura do evento.

Realizada dentro da programação da Ficca Goiás – Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio, com entrada gratuita, a Expoind reuniu empresas de diferentes segmentos. A proposta foi conectar a indústria a fornecedores de insumos, ferramentas, equipamentos, soluções tecnológicas e serviços que fazem parte do processo produtivo.
A importância desse mercado é expressiva. Segundo a Pesquisa Industrial Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os custos das operações industriais no País somaram R$ 3,6 trilhões, valor superior à metade da receita líquida de vendas do setor, de R$ 6,8 trilhões. Os números ajudam a dimensionar o potencial de negócios entre fabricantes e fornecedores.

Contatos que viram negócios
Para quem participou da feira, os resultados foram além da exposição de produtos. Presente pela segunda vez na Expoind, a Pura Engenharia Sustentável aproveitou o evento para apresentar soluções voltadas ao tratamento de água e efluentes industriais e domésticos. A empresa atua desde a elaboração de projetos até a fabricação, instalação, consultoria e treinamento.
Segundo Túlio Salatiel Cintra, um dos responsáveis pela empresa, a participação contribuiu para ampliar o reconhecimento da marca entre potenciais clientes. “Tivemos contatos aqui durante os dias da feira, acredito que possa surgir, sim, negócios”, afirmou.
Estreante na Expoind, a goiana Comasp Ferramentas já contabilizou resultados comerciais durante os três dias de programação. Especializada em produtos para manutenção, reparo e operações industriais, a empresa oferece equipamentos de proteção individual (EPIs), ferramentas, parafusos e materiais para soldagem.

Para o gerente Leonardo Toledo, a feira abriu portas para novos clientes e ajudou a fortalecer a presença da marca no mercado. “Fizemos vários contatos, inúmeros negócios fechados aqui, então está indo muito bem”, avaliou.
A diversidade de soluções apresentadas também refletiu as mudanças nos processos industriais, com destaque para tecnologias de automação, inteligência artificial, eficiência energética e sustentabilidade. O estande do Sistema Fieg apresentou serviços, oportunidades de qualificação profissional e aplicações de robótica, realidade virtual e aumentada e impressão 3D.
A programação incluiu ainda sessão de negócios nacional, que aproximou empresas com demandas e produtos complementares. Foram 49 participantes e 2.352 encontros comerciais, com expectativa de movimentar R$ 11,4 milhões nos próximos 12 meses.
A Expoind também recebeu o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice), promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, com apoio do Sebrae. As rodadas de negócios internacionais reuniram compradores de seis países e geraram expectativa de US$ 15,5 milhões em negócios, ampliando as possibilidades de acesso da indústria goiana a novos mercados.
13º Eice projeta US$ 15,5 milhões em negócios e abre novos mercados para a indústria goiana
A indústria goiana encerrou o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice) com expectativa de movimentar US$ 15,5 milhões em negócios nos próximos 12 meses, resultado quase 20% superior ao registrado na edição anterior. Realizado nos dias 27 e 28 de outubro, durante a 3ª Expoind, no Centro de Convenções de Goiânia, o encontro reuniu 10 empresas compradoras de seis países e 44 empresas vendedoras, em 155 reuniões comerciais.
Promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), com apoio do Sebrae, o Eice aproximou indústrias goianas de compradores estrangeiros interessados em produtos fabricados no Estado. A iniciativa busca facilitar a entrada de pequenas e médias empresas no comércio exterior e ampliar as oportunidades de exportação.
Para a gerente de Internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, um dos principais diferenciais do encontro é permitir que empresários negociem diretamente com compradores internacionais sem precisar viajar ao exterior. Além da aproximação comercial, os participantes contam com tradutores e suporte técnico da equipe da Fieg.
“A gente traz essa oportunidade para o empresário que não tem essa disponibilidade. É um momento para encontrar um comprador internacional no seu próprio país, no seu próprio estado”, explicou.

As rodadas reuniram empresas de diferentes segmentos, especialmente alimentos e bebidas, cosméticos, vestuário e móveis. A programação também incluiu visitas técnicas a indústrias, permitindo que os compradores conhecessem os processos produtivos e a capacidade de fornecimento das empresas goianas.
Produtos goianos conquistam interesse internacional
Entre os compradores participantes, Carlos Cedrón, da CCD Representaciones, empresa peruana especializada em assessoria comercial, importação e distribuição, buscou fornecedores do setor de alimentos. Snacks, açaí e kombucha estavam entre os produtos que despertaram seu interesse.
“Produtos interessantes, de muita qualidade, e por isso estou aqui buscando algum para ir para o Peru”, afirmou o empresário.
Para Viviany Machado, coordenadora de Negócios Internacionais da Mendes Alimentos, as rodadas representam uma oportunidade de ampliar a rede de contatos e aproximar empresas goianas de mercados com potencial de crescimento, especialmente na América Latina.
“Para quem está começando, a América Latina realmente é o nosso quintal. São países parceiros e a interação é muito fácil de ser entendida, muito mais rápido para o negócio de ser concretizado”, destacou.
A proximidade geográfica e as relações comerciais entre os países latino-americanos favorecem a busca por novos clientes, especialmente para indústrias que estão iniciando suas operações de exportação.
Goiás amplia presença no comércio exterior
O resultado do Eice acompanha o desempenho positivo das exportações goianas. Segundo levantamento da Fieg, de janeiro a setembro de 2026, Goiás exportou US$ 10,704 bilhões e importou US$ 4,461 bilhões, acumulando superávit de US$ 6,243 bilhões na balança comercial. O desempenho coloca o Estado entre os dez maiores exportadores brasileiros.
Apesar dos números, ampliar a diversidade de produtos e destinos comerciais continua sendo um desafio. Atualmente, o complexo soja e o setor de carnes concentram grande parte das vendas externas goianas, enquanto pequenas e médias indústrias buscam ampliar sua participação no mercado internacional.
Nesse contexto, o Eice contribui para aproximar empresas de compradores, reduzir barreiras comerciais e abrir caminhos para novos contratos. A expectativa de US$ 15,5 milhões em negócios reforça o potencial da indústria goiana para conquistar clientes fora do Brasil.
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Flamboyant Fashion Experience conecta passarela às escolhas de estilo em Goiânia
Publicado
2 semanas agoon
outubro 17, 2026Por
Elpidio Fiorda
Na véspera dos 45 anos do Flamboyant Shopping, Emmanuele Louza, Bárbara Öberg e Guilherme de Beauharnais brilharam na edição, que reuniu talks comandados por convidados e desfiles de moda
Como uma referência de passarela se transforma em desejo e encontra lugar no estilo de cada pessoa? Essa relação conduziu as conversas e experiências do Flamboyant Fashion Experience 2026, realizado em 15 de outubro, na Cúpula do Flamboyant Shopping. Aberto ao público, o evento reuniu profissionais da moda, da beleza e da influência em uma programação de quatro talks e cinco desfiles, na véspera do aniversário de 45 anos do empreendimento.

“O Fashion Experience traduz a relação que a marca Flamboyant construiu com a moda e com os goianos. Reunimos nomes com diferentes olhares para compartilhar o que acompanhamos nas passarelas internacionais e ajudar cada pessoa a encontrar referências para o seu próprio estilo”, celebrou Emmanuele Louza, CEO do Flamboyant sobre o sucesso do evento.
Além dos talks, a programação de conteúdo foi acompanhada pelos desfiles de Cia. Marítima, Adriana Kavietz, Le Lis e Carol Bassi, em uma sequência que se encerrou com NV + Swarovski. As apresentações colocaram as coleções das marcas em contato com o público em curadoria pensada para o mercado regional. A experiência do que ganha as vitrines a partir das semanas de moda em Milão e Paris também se estendeu a quase 100 lojas, com indicações de compras do Squad Flamboyant. No Polo Gastronômico, Coco Bambu, Empório Piquiras, Fulles Kitchen, Cucina Mia e Kanpai Blue participaram com ofertas especiais que deram aos clientes a possibilidade de ganhar uma exclusiva Wine Bag Flamboyant, que se estende até o fim do mês.

Da passarela à identidade
As referências mais recentes orientaram o encontro entre Emmanuele Louza e Bárbara Öberg, editora de Beleza e Wellness da Vogue. No talk “From Runway to Flamboyant”, com o tema “Da passarela à identidade”, as duas abordaram o contexto das coleções e as possibilidades de interpretar suas propostas no cotidiano. A CEO do Flamboyant destacou que o encantamento provocado pelas grifes envolve sua história, os códigos que as identificam e a maneira como renovam essa linguagem a cada apresentação.
Bárbara trouxe a beleza para essa leitura, apontando referências dos anos 1980 em tecidos, alta costura e maquiagens, com olhos destacados e propostas mais expressivas. A conversa relacionou a experimentação à personalidade: conhecer novas possibilidades pode ajudar a reconhecer o que combina com cada pessoa. O conforto e o bem-estar também estiveram em pauta, incluindo a presença de peças associadas à academia em produções para outros ambientes, como o trabalho.
“Moda é feita de detalhes e a beleza comunica”, destacou Bárbara.
Manu compartilhou ainda os bastidores do relacionamento com as grifes internacionais e o contexto de apresentar a relevância do ecossistema Flamboyant nesse circuito e como as unidades de negócio da marca têm obtido êxito. A construção de vínculos consistentes e a apresentação de dados sobre o potencial do mercado regional foram destacadas como parte do trabalho de aproximação com as grifes mais desejadas do planeta e de acesso a encontros restritos do setor.
“Cada grife tem uma história e uma maneira própria de expressá-la. Entender esse contexto muda a forma como olhamos para uma coleção e nos dá mais liberdade para experimentar. A tendência ganha sentido quando encontra a personalidade de quem veste”, observa Emmanuele.

Essa aproximação entre o repertório da moda e a realidade do público também esteve no centro de “Quem influencia quem?”, com Guilherme de Beauharnais, editor de moda da Harper’s Bazaar, e os integrantes do Squad Flamboyant. Farley Mattos, Kamila Branquinho, Rodolpho Rodrigo e Izabela Perillo abordaram como uma tendência desperta desejo, a importância da identificação com quem comunica e a construção de confiança em um ambiente marcado pelo volume de informações e pelo crescimento dos conteúdos publicitários. A autenticidade apareceu como elemento importante na relação entre criadores de conteúdo e suas comunidades.
Na conversa, a curadoria de referências estéticas e culturais foi relacionada à possibilidade de traduzir a moda para o cotidiano, considerando o clima, a cultura local e o estilo de vida. As tendências foram apresentadas como direções que podem ser adaptadas à personalidade, com liberdade para experimentar e escolher. A conexão entre as pessoas e a identificação com o que se veste também apareceram como elementos importantes na construção do desejo.
A construção de identidade também foi apresentada sob a perspectiva das marcas no talk “Swarovski — 130 anos de luz e alegria”. Melize Sartorato, PR & Communications Manager da marca para Brasil e Chile, apresentou o rebranding e a estratégia Luxignite. A conversa percorreu a construção de uma assinatura reconhecível sob a direção criativa de Giovanna Engelbert, a diversidade das coleções e a aproximação com novos públicos por meio da cultura pop, incluindo o trabalho com a embaixadora Ariana Grande.
A transformação foi abordada também pela experiência que envolve os produtos, das embalagens à arquitetura das lojas e à comunicação. Melize destacou o desafio de adaptar estratégias globais à realidade local e mostrou como peças delicadas e composições mais expressivas podem atender a diferentes ocasiões e formas de uso. O conhecimento técnico sobre os cristais e a relação afetiva com joias e objetos de decoração completaram a discussão.
A expressão pessoal também esteve em pauta na abertura dos Trend Talks, com um olhar para os espaços de convivência. Em “Vestir (corpo e casa) é comunicar”, Ildeth Dias, do Moda Senac, e Lorena Abdalla, da Universidade de Moda, integraram a programação dedicada a pensar o vestir e o decorar como manifestações de identidade, arte e cultura.
Realizado pelo Flamboyant Shopping, o Fashion Experience contou com patrocínio da Unimed Goiânia e parceria da Claro.

Sobre o Flamboyant Shopping
Com mais de quatro décadas de sucesso e crescimento, o Flamboyant Shopping é o mais importante complexo de compras, entretenimento e lazer de Goiás, reconhecido como protagonista do desenvolvimento econômico da capital e porta de entrada de grandes marcas nacionais e internacionais. Tendência, moda e expertise de consumo são os destaques que colocam o Flamboyant Shopping entre os maiores shoppings em vendas no Brasil, ofertando um mix perfeito de lojas que misturam tradição e modernidade. Especializando-se como a primeira escolha de um exigente perfil de consumidor, estimado em 1,5 milhão de pessoas por mês, o empreendimento apresenta atualmente um universo superior a 300 marcas e exibe grifes exclusivas no Estado. A lista de grifes de luxo contempla marcas como CHANEL Fragrance & Beauty, Dolce & Gabbana, Tiffany & Co, Emporio Armani, Gucci, Louis Vuitton, Montblanc, Boss/Hugo Boss, Alexandre Birman, Tania Bulhões, Patbo, Nati Vozza (NV), Ricardo Almeida, Cris Barros, Danglar Luxury Store (rolex), Carol Bassi, Martha Medeiros e Paula Torres. No quesito lojas especiais, destaque para Adidas Originals, Calvin Klein, Coach, H. Stern, Isla, Lacoste, Lenny Niemeyer, MAC, Nike Flamboyant, Sephora, Vix Paula Hermanny, além de megalojas com assinatura Fast Shop, Hering, Vie Pratique e Rildo Lasmar. Outra inovação é seu Polo Gastronômico, que reúne opções como Coco Bambu, Cucina Mia (chef Claude Troisgros), Empório Piquiras, Fulles Kitchen (chef Ian Baiocchi), Kabanas Bar e Restaurante, Kanpai Blue, Madero, Outback Steakhouse e Pobre Juan.
FatoMais Comunicação
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Bossa Nova em destaque com duo Primas
Publicado
3 semanas agoon
outubro 13, 2026Por
Elpidio Fiorda
O duo Primas, formado pelas cantoras Míriam Veiga e Márcia Jácomo,
apresenta o show Bossa Nova e Brasileirices com Primas no dia 16, sexta-
feira, na Cerrado Cervejaria. A apresentação é a estreia do projeto Toca da
Bossa, uma cena cultural da bossa nova em Goiás. O repertório combina a
bossa nova com samba-canção, MPB e jazz. As edições são produzidas
pelas cantoras Míriam Veiga e Márcia Jácomo, que receberão convidados de
excelência.
O show intimista é direcionado aos apreciadores da boa música. No
repertório estão músicas de Tom Jobim, João Donato, Caetano Veloso,
Chico Buarque, entre outros. “Propor uma noite de bossa em 2026 é afirmar
que esse repertório é contemporâneo, atual e sempre renovável”, afirma
Míriam Veiga.
Márcia Jácomo e Míriam Veiga são primas e, além de terem o trabalho
individual, têm também o projeto Primas, no qual compartilham o palco da
Toca na Bossa, com muita bossa, ritmo, sensibilidade e alegria.
Na estreia, as cantoras estarão acompanhadas pelos músicos Luiz Alves
(violão), Ney Quiñonero (guitarra), Luiz Sardinha (contrabaixo) e Jader
Gomes (bateria).
Serviço
Show: Bossa Nova e Brasileirices com Primas (Projeto Toca da Bossa)
Cantoras: Duo Primas (Míriam Veiga e Márcia Jácomo)
Local: Cerrado Cervejaria (Av. T-3, nº 2.456, Setor Bueno)
Data: 16 de outubro, sexta-feira
Horário: 20h30
Reservas de mesas: Míriam Veiga (99933-7340)
Assessoria de imprensa: Ana Cláudia Rocha (99646-8070)
As cantoras

Márcia Jácomo e Míriam Veiga são cantoras e compositoras. Começaram
suas carreiras na década de 1990, acompanhadas por renomados músicos
da cena goiana e nacional, ao lado de Bororó Felipe, Marcelo Maia, Fred
Valle, Luiz Chafin, dentre outros. As cantoras foram backing vocal da alemã
Anne Higis em show feito em Goiânia. Fazem shows em Goiânia e algumas
cidades do Estado de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Brasília.
Márcia Jácomo cantou muitos anos na Georgia (EUA), onde fez duo com o
virtuoso violonista pernambucano Ednaldo Queiroz. Na Califórnia (EUA),
cantou na banda Mais Bossa, reconhecida e aplaudida nos bares e teatros
Californianos, acompanhada pelos músicos Marcos Silva, Alex Calatayud,
Billy Larkin, Patrick Langham, Kevin Welch, Scott Thompson, Dave Ridnell,
dentre outros (músicos reconhecidos na cena californiana). Fez participação
especial em show de Mônica Salmaso, Guinga, Chico Pinheiro, Mauricio
Zotarelli e outros em Cazadero California.
Míriam Veiga apresentou seu trabalho em várias cidades da Itália e também
em bares de Londres, acompanhada por músicos brasileiros atuantes na
cena musical Londrina. Participou de festivais em Goiás, como Projeto
Pixinguinha, Canto da Primavera, Canto de Ouro, dentre outros festivais.
Cantou em três edições do carnaval de Diamantina, gravou o CD autoral A
Cores, que está disponível nas plataformas digitais.

Entrevista / Míriam Veiga
Em que consiste o projeto Toca da Bossa?
O projeto Toca da Bossa é uma cena cultural da bossa nova em Goiás. Na
Toca da Bossa, os apreciadores da bossa nova e da música que orbita o
gênero — o samba-canção, a MPB, o jazz — se reúnem em um formato
pensado para a intimidade característica da bossa: palco baixo, mesa
próxima, luz quente, volume na medida, quantidade limitada de pessoas nas
apresentações. Cada edição é conduzida pelo duo Primas, formado pelas
cantoras Míriam Veiga e Márcia Jácomo. As artistas recebem músicos
convidados de excelência. É a bossa como ela nasceu: intimista, ao vivo e a
poucos centímetros do público. É importante destacar que a proposta é de
um show de bossa em um local intimista, o que é diferente de um bar com
música ao vivo. No projeto a bossa é a estrela principal que será apreciada
na companhia de um bom vinho, drink ou cerveja, harmonizando com o
cardápio do local. A proposta é que seja um ambiente para apreciadores da
música.
Por que a escolha pela bossa nova?
Porque a bossa nova é, possivelmente, um dos estilos musicais mais
sofisticados que o Brasil já exportou — e continua viva quando alguém se
dispõe a cantá-la, com respeito e com frescor. Ela nasceu de um jeito novo
de tocar e cantar, virou língua universal e ainda hoje influencia a música
popular e o pop no mundo inteiro. Propor uma noite de bossa em 2026 é
afirmar que esse repertório é contemporâneo, atual e sempre renovável.
Além disso, Goiás produz vários estilos musicais, como sertanejo, rock, MPB
e também tem influência da bossa em sua produção musical.
Qual a ligação das cantoras com a bossa nova?
A ligação é de ofício e de devoção. As duas cantoras construíram suas
carreiras cantando o repertório brasileiro — e a bossa nova sempre foi a
espinha dorsal dessa trajetória, pela exigência técnica que ela impõe:
harmonia sofisticada, fraseado preciso e a arte de cantar em meia voz e
ainda assim envolver uma sala inteira. A música é envolvente com letras
inspiradoras e belas harmonias, que geram uma experiência leve e profunda
para o público. Tom Jobim, César Camargo Mariano, Boca Livre, João
Gilberto, Elis Regina, Toquinho e Vinícius de Moraes, além de outros
cantores e compositores brasileiros, fazem parte da referência musical das
Primas que sempre apreciaram este estilo musical.
A bossa nova é um estilo musical dos anos 1950 que sobrevive e tem
muitos ouvintes. Qual a razão?
O estilo foi desenhado para perdurar no tempo. A bossa nova nasceu com
dois elementos que não passam de moda: harmonia sofisticada —
emprestada do jazz — e melodia que parece conversa. Isso faz com que
cada geração a redescubra: em playlists, em trilhas de filme, em releituras de
artistas novos, além de fazer parte da memória afetiva de várias gerações. E
há um outro fator decisivo: a bossa é feita para ser ouvida ao vivo, e um
ambiente intimista combina muito bem com a sensibilidade da bossa nova. E
é exatamente aí que a Toca da Bossa entra, para manter vivo esse
movimento musical tão relevante no cenário cultural brasileiro, perpertuando
a bossa para as novas gerações.
Quem são as inspirações?
João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão e Carlos Lyra —
os pilares. E, na linha do protagonismo feminino que guia o duo, Elis Regina,
Nara Leão, Miúcha, Joyce, Leila Pinheiro, Rosa Passos, mulheres que
provaram que a sutileza da bossa cabe perfeitamente numa voz feminina à
frente da cena.
No repertório vocês incluem alguma composição autoral?
Sim, e esse é um dos diferenciais do projeto. Além dos clássicos
consagrados do gênero e das releituras da MPB, a Toca da Bossa abre
espaço para composições autorais das Primas e de outros convidados que
participarão do projeto, sejam músicos ou cantores, colocando música nova
lado a lado com o cânone. É a forma que encontramos de honrar a tradição
e, ao mesmo tempo, alimentá-la: a bossa nova nasceu como música de
jovens compositores, continuar compondo nesse universo é a melhor forma
de homenageá-la, apresentando estilos musicais universais produzidos em
Goiás, e provavelmente pouco conhecidos.
As apresentações serão sempre no mesmo local?
Não, necessariamente. A Toca da Bossa poderá acontecer a cada
temporada em um espaço pareceiro que seja acolhedor para o público,
sempre nesse conceito intimisma que a bossa pede, com foco também no
conforto do público em relação ao clima da cidade, acessibilidade e
atendimento. Mas o espírito da Toca da Bossa é sempre o mesmo: espaço
intimista, acústica boa e público sentado perto do palco. Assim, o projeto
circula pela cena e leva a bossa a diferentes públicos e bairros.
Qual a periodicidade?
Mensal, sempre com data divulgada com antecedência nos canais do
projeto. A periodicidade fixa é intencional: cria um ritual, um encontro
agendado de quem ama o gênero, e permite que o público acompanhe a
série como quem coleciona as edições de uma coleção.
O duo terá convidados especiais no palco?
Sim. Esse é o coração do conceito: a cada edição, novos convidados sobem
ao palco — instrumentistas e cantores de destaque da cena de Goiás e
convidados de outras praças —, formando, noite a noite, um combo sempre
novo. Nenhuma edição é igual à outra. O mesmo clássico ganha cor,
instrumentação e humor diferentes a cada encontro. O público volta não só
para ouvir a bossa, mas para descobrir quem vem. A primeira apresentação
do dia 16 de outubro apresenta o show das Primas, acompanhadas pelo
talento dos músicos Luiz Alves (violão), Ney Quiñoreo (guitarra), Luiz
Sardinha (contrabaixo), Jader Gomes (bateria).
A formação da banda será sempre a mesma?
Há uma base instrumental de referência — violão, contrabaixo, guitarra e
percussão — que garante a identidade sonora e a segurança técnica do
projeto. Mas, como os convidados mudam a cada edição, a formação se
reinventa noite a noite: uma edição pode ser com um quinteto completo,
outra com um trio mais cru e intimista. Essa plasticidade é proposital,
mantém o público curioso e os músicos alertas, que é como a bossa nova
gosta de ser tocada: no risco controlado do ao vivo.
Ana Cláudia Rocha
Eventos
Oficinas infantis movimentam concessionárias do Grupo Saga no mês das crianças
Publicado
3 semanas agoon
outubro 8, 2026Por
Elpidio Fiorda
Ação será realizada no dia 10 de outubro e terá atividades interativas e entrega de kit especial para as crianças
Em alusão ao Dia das Crianças, o Grupo Saga promove, no dia 10 de outubro, uma ação especial em todas as suas concessionárias em território nacional – Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais e Rondônia. A partir das 9h, as lojas receberão oficinas interativas voltadas ao público infantil, com atividades definidas de acordo com cada unidade, além da entrega do kit “Meu Primeiro Saga” para as crianças participantes.

Kit que será entregue às crianças (Créditos – Divulgação Grupo Saga)
A iniciativa terá a mesma proposta em todas as praças, mas com ativações lúdicas adaptadas por cada concessionária e relacionadas ao conteúdo do kit – desenvolvido especialmente para a ocasião. O “Meu Primeiro Saga” reúne uma CNH personalizada infantil, cartela de adesivos, chaveiro, sacola personalizada e um livro institucional da Saga com atividades interativas e origamis. A intenção é proporcionar às crianças uma experiência de interação e diversão durante a visita às concessionárias.
A participação é gratuita, mas mediante agendamento prévio. Os clientes interessados devem entrar em contato diretamente com a concessionária de sua preferência para consultar a programação e reservar a visita.