Prefeito de Itaqui RS, Leonardo Betin recebe arquiteta para tratar sobre restauração do Mercado Público
Na manhã deste sábado (23/5), o prefeito Leonardo Betin recebeu a arquiteta urbanista e perita responsável pelos trabalhos técnicos relacionados ao processo e projeto de restauração do Mercado Público, Ângela Cattani.
A reunião teve como principais pautas a análise estrutural do prédio, questões documentais e os próximos passos para a elaboração de um diagnóstico completo das condições do edifício.
Ângela destacou que será realizado o escaneamento completo do Mercado Público, contemplando tanto a parte externa quanto os ambientes internos, além do levantamento técnico que permitirá o mapeamento detalhado da estrutura, sendo possível identificar os pontos que necessitam de reforma, restauração ou intervenções urgentes.
Também será elaborado um laudo técnico apontando as necessidades do prédio, a urgência das obras e as medidas mais adequadas para garantir a preservação do espaço. O documento servirá para subsidiar e informar ao Judiciário e o executivo municipal acerca da melhor decisão referente às ações necessárias para o imóvel.
A secretária de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo (SMECULT), Maricê Del Fabro e a arquiteta da PMI, Mayara Trodo também participaram da reunião.
Mercado Municipal – Situação atual
Inicio das Obras 1889 e inaugurado definitivamente em 1910
Um pouco da história do Imponente Mercado Central
O Mercado Público Municipal de Itaqui é um dos prédios históricos mais importantes e imponentes da cidade, carregando mais de um século de memórias do comércio e da cultura local. Aqui está o histórico que resume a trajetória desse monumento:
Construção e Arquitetura (Século XIX)
As obras começaram por volta de *1889, em um período de grande crescimento econômico na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, impulsionado pelo comércio fluvial no Rio Uruguai. O projeto arquitetônico seguiu o estilo **neoclássico, muito popular na época, caracterizado por suas linhas simétricas, grandes portais e janelas em arco. A inauguração oficial ocorreu em *1910, consolidando o local como o coração do comércio urbano da cidade.
O Coração do Comércio Local
Durante décadas, o mercado funcionou exatamente como o planejado: um ponto de encontro vibrante onde produtores rurais, pescadores e comerciantes locais vendiam carnes, peixes, vegetais e produtos artesanais. Pela sua proximidade com as áreas portuárias e ferroviárias, ele era o termômetro da economia de Itaqui.
Declínio e Abandono
Com as mudanças nas dinâmicas de consumo na segunda metade do século XX — como o surgimento de grandes supermercados e a perda de força do transporte fluvial —, o Mercado Público começou a perder espaço. Gradualmente, os boxes foram desocupados e o prédio entrou em um severo processo de deterioração e abandono, chegando a ameaçar a estrutura desse patrimônio.
O Projeto de Restauro
Por se tratar de um patrimônio cultural essencial para a identidade itaquiense, a comunidade e o poder público se mobilizaram para salvá-lo. Após anos de expectativa, o prédio passou por um amplo projeto de restauração. O objetivo do restauro foi duplo:
Preservar: Recuperar a fachada original, os adornos da época e a estrutura interna.
Modernizar: Transformar o antigo mercado em um espaço multiuso, preparado para receber não apenas o comércio tradicional e a gastronomia, mas também eventos culturais, feiras de artesanato e apresentações artísticas.
Curiosidade histórica: A imponente estrutura do mercado, com suas fachadas voltadas para diferentes ruas, foi desenhada para facilitar o fluxo de mercadorias que chegavam tanto do interior do município quanto dos barcos que navegavam pelo Rio Uruguai.
Curiosidade
Imperador Dom Pedro II visitou Itaqui em 1865, com o pala presenteado pelos rio-grandenses
SUA ALTEZA IMPERIAL NA VILA DE SÃO PATRÍCIO DE ITAQUI
O Imperador Dom Pedro II visitou Itaqui no dia 26 de setembro de 1865.
Essa visita ocorreu no contexto da Guerra do Paraguai. Poucos meses antes, em junho de 1865, as tropas paraguaias haviam invadido o território gaúcho, passando por São Borja e Itaqui, avançando em direção a Uruguaiana. Diante da gravidade da situação, o próprio Dom Pedro II decidiu viajar até o Rio Grande do Sul para acompanhar as operações militares de perto e elevar o moral das tropas brasileiras.
O cenário que o Imperador encontrou na então Vila de São Patrício de Itaqui foi marcante:
Povoado deserto: Temendo a violência da invasão paraguaia, os moradores locais haviam abandonado a vila e fugido para propriedades rurais no interior. Quando o monarca chegou, as casas estavam com vidraças quebradas e portas abertas após os saques dos invasores.
Inspeção e orações: Dom Pedro II percorreu a região das pedreiras e visitou os cemitérios locais. No cemitério antigo, ele fez uma oração em homenagem ao Coronel Manuel dos Santos Loureiro (“Manduca Loureiro”), um comandante legalista que havia lutado a favor do Império na Revolução Farroupilha.
Companhia ilustre: O Imperador viajava a bordo do barco a vapor Onze de Junho. Na comitiva estava ninguém menos que o Marquês de Caxias (que anos mais tarde receberia o título de Duque de Caxias). Curiosamente, Caxias estava com uma forte gripe naquele dia e não chegou a desembarcar na vila, permanecendo repousando no navio. A passagem do monarca pela Fronteira Oeste foi um dos eventos políticos e militares mais importantes da história da região no século XIX.
O Show Musical”, atriz encara novo desafio no audiovisual e integra produção sobre a trajetória de Lélia Gonzalez.
A atriz Isabella Daneluz, que vem construindo sua trajetória especialmente nos palcos e no teatro musical, prepara-se para um novo momento na carreira.
A artista amplia sua atuação no audiovisual ao interpretar Ana Felippe em uma produção dedicada à trajetória de Lélia Gonzalez, uma das mais importantes intelectuais, escritoras e ativistas brasileiras.
A obra resgata a história e o legado de Lélia Gonzalez, referência fundamental do pensamento social brasileiro e dos debates sobre racismo, sexismo, identidade, cultura e a realidade das mulheres negras no país.
Na produção, Isabella interpreta Ana Felippe, personagem ligada à trajetória de Lélia e apresentada na narrativa como uma de suas amigas e escritoras próximas, contribuindo para revelar também as relações pessoais, afetivas e intelectuais que fizeram parte dessa história.
Atualmente em turnê com “Miraculous Ladybug:
O Show Musical”, que chega a São Paulo em outubro, Isabella vive a experiência de transitar entre duas linguagens distintas.
Acostumada à intensidade, à projeção e à presença exigidas pelo teatro, a atriz encontra diante das câmeras um trabalho marcado pelas sutilezas da interpretação, pelos detalhes e pela construção de emoções em uma escala diferente.
A nova experiência representa também uma oportunidade de ampliar seu repertório artístico.
A passagem dos palcos para o audiovisual exige adaptações na forma de interpretar e permite que Isabella explore novas possibilidades profissionais, conciliando a experiência adquirida no teatro musical com os desafios de uma produção cinematográfica.
As gravações acontecem em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, cidades que integram a construção da narrativa e ajudam a dimensionar a trajetória retratada.
Ao reunir história, memória, cultura e representatividade, o projeto busca aproximar o público, inclusive as novas gerações, do pensamento e do legado deixado por Lélia Gonzalez.
Entre os palcos e as telas, Isabella Daneluz segue ampliando os caminhos de sua carreira.
Depois de conquistar espaço no teatro musical, a atriz passa a explorar com maior intensidade o audiovisual, levando sua experiência e sensibilidade artística para uma produção que recupera uma personagem fundamental da história brasileira e as pessoas que fizeram parte de sua trajetória.
Durante palestra, especialista apresentou aos médicos uma novidade na área da genética que amplia as possibilidades de prevenção, diagnóstico e personalização dos cuidados com a saúde.
O geneticista Dr. Neto foi um dos palestrantes do MEDX Experience, realizado nesta sexta-feira (28), no K Hotel, em Goiânia.
O encontro reuniu médicos em uma programação de imersão voltada à ciência aplicada à prática, tecnologia, gestão, inovação e aos novos caminhos que vêm transformando a medicina.
Durante sua participação, Dr. Neto apresentou aos profissionais presentes uma novidade relacionada ao mapeamento genético, apontada como um importante avanço para uma medicina cada vez mais individualizada.
A tecnologia permite ampliar a compreensão sobre características genéticas de cada pessoa e, a partir dessas informações, contribuir para estratégias mais direcionadas de prevenção, acompanhamento e cuidado.
A proposta representa uma mudança de perspectiva: além de atuar diante de doenças já instaladas, os avanços da genética possibilitam conhecer previamente determinadas predisposições e características individuais que podem auxiliar médicos e pacientes na tomada de decisões ao longo da vida.
Segundo o pesquisador Dr. Neto, o crescimento da medicina genética abre espaço para uma abordagem mais precisa, na qual cada paciente passa a ser analisado considerando também informações presentes em seu DNA.
O mapeamento pode oferecer dados que, associados à avaliação médica, histórico familiar, hábitos e outros exames, ajudam a construir uma visão mais ampla e personalizada da saúde.Durante a palestra, o geneticista destacou que essa evolução pode impactar diferentes áreas da medicina, justamente por fornecer informações capazes de auxiliar profissionais na compreensão de riscos individuais e na definição de estratégias de acompanhamento mais adequadas para cada perfil.
A novidade apresentada no MEDX Experience reforça um movimento que vem ganhando espaço na medicina: a transição de modelos generalizados de cuidado para uma atuação cada vez mais preventiva, preditiva e personalizada, utilizando a genética como uma importante aliada.
O MEDX Experience é direcionado a médicos que buscam acompanhar as transformações do setor e reúne ciência, tecnologia, gestão e inovação em uma programação voltada à aplicação prática do conhecimento.
A participação de Dr. Neto colocou a genética no centro dessa discussão, mostrando como informações presentes no DNA podem contribuir para uma nova forma de compreender a saúde e pensar a medicina do futuro.
Em plena era da inteligência artificial e da produção cada vez mais acelerada, processos artesanais voltam a ganhar protagonismo.
Para a arquiteta Camila Pimenta, não é nostalgia: é uma nova percepção de valor.
Quanto mais a tecnologia acelera a criação e torna possível reproduzir praticamente qualquer coisa, mais atenção o design contemporâneo parece dedicar àquilo que não pode ser replicado exatamente da mesma maneira.
Vidros soprados individualmente, pedras trabalhadas como esculturas, metais moldados, marcenaria, bordados e peças produzidas em pequenas séries voltam a ocupar espaço relevante na arquitetura.
Para Camila Pimenta, esse movimento não representa uma rejeição à tecnologia.
Pelo contrário.“A tecnologia amplia aquilo que podemos fazer.
Mas repertório, sensibilidade e intenção continuam determinando o que realmente vale a pena fazer.”
A arquiteta acredita que o encontro entre processos tecnológicos e conhecimento artesanal será cada vez mais importante.
Uma peça pode nascer de modelagem digital e engenharia de alta precisão e ainda depender das mãos de um artesão para adquirir sua característica mais especial.
E, nesse cenário, até pequenas variações passam a ter outro significado.“
Existe uma diferença enorme entre imperfeito e mal executado.
O artesanal que me interessa tem precisão, mas preserva aquilo que torna cada peça única.”
A mudança também chega à curadoria dos interiores.
Além de perguntar quem assina determinado objeto, passa a importar onde ele foi produzido, quem o executou, qual técnica foi utilizada e qual história existe por trás dele.
É uma lógica que Camila leva aos próprios projetos.
Sua pesquisa atravessa fabricantes, galerias, artistas, artesãos e diferentes países em busca de algo específico para cada residência.
E nem sempre a resposta está disponível no mercado.
“Às vezes procuramos no mundo inteiro e percebemos que a peça certa simplesmente não existe. Então, precisamos criá-la.
É justamente nesse ponto que arquitetura, interiores, arte e design de produto começam a se aproximar.
Em vez de uma residência construída apenas a partir de escolhas de catálogo, surgem peças desenvolvidas especificamente para aquele espaço e aquela família.
Para Camila, o retorno do feito à mão, portanto, não deve ser entendido como uma tendência estética. É consequência de um momento em que autoria, procedência e tempo voltam a participar da percepção de valor de um objeto.
“Talvez o futuro do design não esteja em escolher entre a mão e a máquina, mas em saber exatamente o que devemos pedir a cada uma delas.”